quarta-feira, setembro 23, 2009
terça-feira, setembro 22, 2009
segunda-feira, setembro 21, 2009
Saiu para a rua
Saiu decidida para a rua
Com a carteira castanha
E o saia-casaco escuro
Tantos anos tantas noites
Sem sequer uma loucura
Ele saiu sem dizer nada
Talvez fosse ao teatro chino
Vai regressar de madrugada
E acordá-la cheio de vinho
Tantos anos tantas noites
Sem nunca sentir a paixão
Foram já as bodas de prata
Comemoradas em solidão
Pôs um pouco de baton
E um leve toque de pintura
Tirou do cabelo o travessão
E devolveu ao rosto a candura
Saiu para a rua insegura
Vagueou sem direcção
Sorriu a um homem com tremura
E sentiu escorrer do coração
A humidade quente da loucura
Com a carteira castanha
E o saia-casaco escuro
Tantos anos tantas noites
Sem sequer uma loucura
Ele saiu sem dizer nada
Talvez fosse ao teatro chino
Vai regressar de madrugada
E acordá-la cheio de vinho
Tantos anos tantas noites
Sem nunca sentir a paixão
Foram já as bodas de prata
Comemoradas em solidão
Pôs um pouco de baton
E um leve toque de pintura
Tirou do cabelo o travessão
E devolveu ao rosto a candura
Saiu para a rua insegura
Vagueou sem direcção
Sorriu a um homem com tremura
E sentiu escorrer do coração
A humidade quente da loucura
Hello, I Love You
Hello, I love you
Won't you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game
Hello, I love you
Won't you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game
She's walking down the street
Blind to every eye she meets
Do you think you'll be the guy
To make the queen of the angels sigh?
Hello, I love you
Won't you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game
Hello, I love you
Won't you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game
She holds her head so high
Like a statue in the sky
Her arms are wicked, and her legs are long
When she moves my brain screams out this song
Sidewalk crouches at her feet
Like a dog that begs for something sweet
Do you hope to make her see, you fool?
Do you hope to pluck this dusky jewel?
Hello, Hello, Hello, Hello, Hello, Hello, Hello
I want you
Hello
I need my baby
Hello, Hello, Hello, Hello
Won't you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game
Hello, I love you
Won't you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game
She's walking down the street
Blind to every eye she meets
Do you think you'll be the guy
To make the queen of the angels sigh?
Hello, I love you
Won't you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game
Hello, I love you
Won't you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game
She holds her head so high
Like a statue in the sky
Her arms are wicked, and her legs are long
When she moves my brain screams out this song
Sidewalk crouches at her feet
Like a dog that begs for something sweet
Do you hope to make her see, you fool?
Do you hope to pluck this dusky jewel?
Hello, Hello, Hello, Hello, Hello, Hello, Hello
I want you
Hello
I need my baby
Hello, Hello, Hello, Hello
sexta-feira, setembro 18, 2009
quinta-feira, setembro 17, 2009
Beibi ai la(m)biu
Subi puràbenida ondas gaijas da bida,
assobiabu à passaige desta minha procheta
Mordi a tua cena, a pinta de Madalena
mirei no decote essas mamas pra jugarà ruleta.
Dançamos um tango - ou seria o Fandango?
Só me recordo do ardore das palabras qu't'oubi...
Beibi Ai Labiu Beibi Ai labiu
Beibi Ai labiu, Ai lambiu
O teu bigodinho ruçaba o meu bigodom,
pensei quera indício da tua imancipaçom!!...
O ritimo forte i a batida de morte,
o Discussaunde, a niu-heibe, aquecem-mu curaçom.
Àrderem paixom saquei a tua mom...
I repeti as palabras qu't'oubi...
Beibi Ai Labiu Beibi Ai labiu
Beibi Ai labiu, Ai lambiu
assobiabu à passaige desta minha procheta
Mordi a tua cena, a pinta de Madalena
mirei no decote essas mamas pra jugarà ruleta.
Dançamos um tango - ou seria o Fandango?
Só me recordo do ardore das palabras qu't'oubi...
Beibi Ai Labiu Beibi Ai labiu
Beibi Ai labiu, Ai lambiu
O teu bigodinho ruçaba o meu bigodom,
pensei quera indício da tua imancipaçom!!...
O ritimo forte i a batida de morte,
o Discussaunde, a niu-heibe, aquecem-mu curaçom.
Àrderem paixom saquei a tua mom...
I repeti as palabras qu't'oubi...
Beibi Ai Labiu Beibi Ai labiu
Beibi Ai labiu, Ai lambiu
quarta-feira, setembro 16, 2009
Está na hora
Tudo a cantar!
"Agora não é tarde
Agora não é cedo
Agora não é tarde, nem é cedo.
Está na hora!
Está na hora de fazer a luta toda"
A música "Está na hora", um enorme sucesso nos comícios e acções de campanha do Bloco de Esquerda, está disponível aqui em duas versões: cantada e instrumental, em mp3. Leia abaixo a ficha técnica.
Vozes: Fernando Mariano, Sofia Cunha
Trompete: Nuno Reis
Bateria e baixo: Luís Candeias
Guitarra: Sérgio Vitorino
Teclas: Pedro Rodrigues
Letra: Pedro Rodrigues, Jorge Costa e Sérgio Vitorino
Música: Pedro Rodrigues, Sérgio Vitorino
"Agora não é tarde
Agora não é cedo
Agora não é tarde, nem é cedo.
Está na hora!
Está na hora de fazer a luta toda"
A música "Está na hora", um enorme sucesso nos comícios e acções de campanha do Bloco de Esquerda, está disponível aqui em duas versões: cantada e instrumental, em mp3. Leia abaixo a ficha técnica.
Vozes: Fernando Mariano, Sofia Cunha
Trompete: Nuno Reis
Bateria e baixo: Luís Candeias
Guitarra: Sérgio Vitorino
Teclas: Pedro Rodrigues
Letra: Pedro Rodrigues, Jorge Costa e Sérgio Vitorino
Música: Pedro Rodrigues, Sérgio Vitorino
terça-feira, setembro 15, 2009
So far away
Here I am again in this mean old town
And you're so far away from me
And where are you when the sun goes down
You're so far away from me
So far away from me
So far I just can't see
So far away from me
You're so far away from me
I'm tired of being in love and being all alone
When you're so far away from me
I'm tired of making out on the telephone
And you're so far away from me
So far away from me
So far I just can't see
So far away from me
You're so far away from me
I get so tired when I have to explain
When you're so far away from me
See you been in the sun and I've been in the rain
And you're so far away from me
So far away from me
So far I just can't see
So far away from me
You're so far away from me
And you're so far away from me
And where are you when the sun goes down
You're so far away from me
So far away from me
So far I just can't see
So far away from me
You're so far away from me
I'm tired of being in love and being all alone
When you're so far away from me
I'm tired of making out on the telephone
And you're so far away from me
So far away from me
So far I just can't see
So far away from me
You're so far away from me
I get so tired when I have to explain
When you're so far away from me
See you been in the sun and I've been in the rain
And you're so far away from me
So far away from me
So far I just can't see
So far away from me
You're so far away from me
segunda-feira, setembro 14, 2009
Nunca é tarde para aprender a lavar as mãos

Estamos perante um compêndio da higiene manual e digital, uma bíblia da desinfecção do carpo e metacarpo
in: Visão
A tão negligenciada literatura de casa de banho acaba de obter o significativo patrocínio do Estado. O recente panfleto que a Direcção-Geral de Saúde espalhou por todas as casas de banho públicas do País é, antes de tudo, inquietante - como toda a boa literatura deve ser. Intitulado "Como lavar as mãos?", o texto começa por ser magistral no modo como manipula a arrogância do leitor para, em primeiro lugar, provocar o riso. Um riso que depressa se torna amargo: em poucos segundos, o mesmo leitor que intimamente escarneceu da intenção de quem se propunha ensinar-lhe insignificâncias é tomado pelo assombro de verificar que nunca, em toda a vida, teve as mãos verdadeiramente lavadas. O panfleto apresenta um plano de lavagem das mãos em 12 (doze) passos, incluindo manobras de esterilização com as quais o cidadão médio jamais terá sonhado. Não haja dúvidas: estamos perante um compêndio da higiene manual e digital, uma bíblia da desinfecção do carpo e metacarpo. Este detalhado e rigoroso guia não deixa nem uma falangeta por purificar. Mas - e isto é que é terrível -, ao mesmo tempo que o faz, esfrega-nos na cara a nossa imundície passada e presente.
Ao primeiro passo da boa lavagem de mãos é atribuído, misteriosamente, o número zero: "Molhe as mãos com água." Trata-se, é claro, de um momento propedêutico em relação à lavagem propriamente dita, mas não deixa de ser surpreendente que a Direcção-Geral de Saúde não lhe reconheça dignidade suficiente para lhe atribuir um número natural. O passo número um vem então a ser o seguinte: "Aplique sabão para cobrir todas as superfícies das mãos." É aqui que começa a vergonha. Quem sempre ensaboou não deixará de sentir a humilhação de nunca ter aplicado sabão. A instrução encontra na linguística um cruel elemento diferenciador do grau de asseio: quem sabe lavar-se aplica sabão; os porcos ensaboam-se. Porcos esses que, como é óbvio, olham pela primeira vez para as mãos como extremidades dotadas de uma pluralidade de superfícies.
No passo número dois ("Esfregue as palmas das mãos, uma na outra", recomendação acompanhada de um desenho em que duas mãos se esfregam em movimentos circulares contrários ao movimento dos ponteiros do relógio), quem sempre esfregou no sentido inverso, como é o meu caso, sente que desperdiçou uma vida inteira de higiene pessoal. Os passos seguintes fazem o mesmo, embora em menor grau: em terceiro lugar há que "esfregar a palma da mão direita no dorso da esquerda, com os dedos entrelaçados, e vice-versa"; o quarto passo apela a que se esfregue "palma com palma com os dedos entrelaçados"; e o quinto passo aconselha uma fricção da "parte de trás dos dedos nas palmas opostas com os dedos entrelaçados". Bem ou mal, com os dedos mais ou menos entrelaçados, estes passos descrevem esfregas que estão ao alcance da imaginação de qualquer pessoa. A partir daqui, o caso piora de novo. O passo seis determina que se "esfregue o polegar esquerdo em sentido rotativo, entrelaçado na palma direita e vice-versa", em movimentos semelhantes aos que se fazem quando se acelera numa motorizada, e o passo sete recomenda que se "esfregue rotativamente para trás e para a frente os dedos da mão direita na palma da mão esquerda e vice-versa". O cuidado posto nestes preceitos amesquinha quem até aqui se limitava a esfregar as mãos uma na outra, descurando, por exemplo, o papel que os dedos devem desempenhar, e logo rotativamente, na higiene.
Enxaguar as mãos é o passo oito. Secar as mãos com toalhete descartável, o passo nove. Mas o passo dez volta a revelar que o processo é complexo: "Utilize o toalhete para fechar a torneira, se esta for de comando manual." A torneira deve, por isso, continuar a correr durante todo o passo nove, provavelmente para prevenir eventuais emergências de enxaguamento, sendo fechada apenas no passo dez. O décimo primeiro passo é o mais interessante: "Agora as suas mãos estão limpas e seguras." A contemplação da limpeza e segurança das mãos constitui, portanto, um passo autónomo neste processo de lavagem manual. No fim da lavagem, falta apenas, com as mãos impecavelmente limpas (e seguras), sair da casa de banho abrindo a porta em que toda a gente mexeu. E, creio, voltar atrás para repetir o processo.
O olho de Alá
Sou figurante! ;-)

Uma Produção Panmixia Associação Cultural em parceria com a Camaleão Associação Cultural
A partir do conto de Rudyard Kipling, ‘The eye of Allah’, a peça fala da viagem de John de Burgos, monge inglês, pintor de iluminuras, que vai até ao sul da Península Ibérica, em busca de ervas medicinais para o Convento e de tintas para a sua arte. No regresso do mundo árabe, traz com ele um pequeno instrumento a que chamavam Olho de Alá, o primeiro microscópio. Esta pequena maravilha permite ver seres extraordinários até numa simples gota de água, inspirando John de Burgos a criar fantásticos demónios para as ilustrações do seu Evangelho de S. Lucas. Quando Roger Bacon visita o Convento, fascinado perante tal avanço da Ciência, saúda o progresso: daqui a duzentos, trezentos anos todos passarão a usar este instrumento. Porém, o Abade do Convento tem sérias dúvidas acerca do herético e perigoso Olho de Alá. Afinal, será prudente antecipar assim o futuro?
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto - José Carretas, José Geraldo
Encenação - José Carretas
Música Original - Telmo Marques
Concepção Plástica - José Carretas, Margarida Wellenkamp e Nuno Lucena
Elenco – Helena Faria, João Melo, José Geraldo, Linda Rodrigues, Pedro Estorninho, Rui Damasceno, Rui Queirós de Matos
Datas: De 17 de Setembro a 17 de Outubro de 2009, todos os dias, excepto segunda-feira, às 22h
Local: Garagem da Panmixia - Cace Cultural do Porto
Rua do Freixo, nº1070, Porto
Companhia Subsidiada pelo Ministério da Cultura
PANMIXIA

Uma Produção Panmixia Associação Cultural em parceria com a Camaleão Associação Cultural
A partir do conto de Rudyard Kipling, ‘The eye of Allah’, a peça fala da viagem de John de Burgos, monge inglês, pintor de iluminuras, que vai até ao sul da Península Ibérica, em busca de ervas medicinais para o Convento e de tintas para a sua arte. No regresso do mundo árabe, traz com ele um pequeno instrumento a que chamavam Olho de Alá, o primeiro microscópio. Esta pequena maravilha permite ver seres extraordinários até numa simples gota de água, inspirando John de Burgos a criar fantásticos demónios para as ilustrações do seu Evangelho de S. Lucas. Quando Roger Bacon visita o Convento, fascinado perante tal avanço da Ciência, saúda o progresso: daqui a duzentos, trezentos anos todos passarão a usar este instrumento. Porém, o Abade do Convento tem sérias dúvidas acerca do herético e perigoso Olho de Alá. Afinal, será prudente antecipar assim o futuro?
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto - José Carretas, José Geraldo
Encenação - José Carretas
Música Original - Telmo Marques
Concepção Plástica - José Carretas, Margarida Wellenkamp e Nuno Lucena
Elenco – Helena Faria, João Melo, José Geraldo, Linda Rodrigues, Pedro Estorninho, Rui Damasceno, Rui Queirós de Matos
Datas: De 17 de Setembro a 17 de Outubro de 2009, todos os dias, excepto segunda-feira, às 22h
Local: Garagem da Panmixia - Cace Cultural do Porto
Rua do Freixo, nº1070, Porto
Companhia Subsidiada pelo Ministério da Cultura
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sexta-feira, setembro 11, 2009
quinta-feira, setembro 10, 2009
quarta-feira, setembro 09, 2009
Green Bull Air Race - corrida de aviões de papel reciclado - sábado dia 12 Setembro

Que fazem no Sábado?
Que tal uma corrida de aviões de papel reciclado!?
Apareçam na Casa da Horta às 15h para construírem os vossos aviões e participarem na corrida às 16h! Haverá prémios simbólicos para os grandes vencedores!!!!
Será que o teu avião vai ser o que voa durante mais tempo?
Ou o que voa mais longe?
GreenBull
12 de Setembro, sábado
R. São Francisco
15h --> workshop construção aviões de papel reciclado
16h --> corrida de aviões de papel reciclado
MANIFESTO GREENBULL:
Hoje em dia tudo parece girar à volta de ser o mais ambientalmente correcto.
Abrimos os jornais, assistimos telejornais e programas de TV e são cada vez mais as notícias sobre novos automóveis híbridos com redução de C02, programas de reflorestação...
E o que fazem grandes empresas?
Organizam corridas de aviões que emitem X C02 por km.
E o que fazem as câmaras municipais?
Apoiam!!
E o que fazemos nós?
Vamos alugar salas para ver e divertirmos-nos, vamos criar filas de trânsito para lá chegar, vamos de Lisboa (ou até voar desde Nova Iorque) para o Porto porque o ESPECTÁCULO compensa!!! Vamos empurrar-nos e acotovelar-nos uns aos outros, competir pelo lugar melhor, vamos acordar cedo e guardar lugar, vamos pagar bem caro para ver de perto, vamos fazer dinheiro e vender cerveja, vamos deixar a criança subir para cima do telhado, vamos sair mais cedo do trabalho.. Melhor: não vamos trabalhar!!!
Qual S.João qual quê!!!! Passemos a festejar o S. Red Bull!
No final:
C02 emitido pelos aviões, C02 emitido pelos automóveis que transportaram a maioria das pessoas ao local, lixo nas ruas, toneladas de restos de publicidade....
Ligamos a televisão e volta o paleio do costume:
desenvolvimento sustentável, redução de C02, energias renováveis, blá blá blá...
E tu, o que vais fazer?
Nota: este texto deve ser lido com sentido de humor! Com este evento pretende-se chamar a atenção para o facto da nossa sociedade ser cada vez mais uma sociedade do espectáculo em que os valores que tanto reclama são por vezes esquecidos.
Casa da Horta, Associação Cultural
http://greenbullrace.blogspot.com/
terça-feira, setembro 08, 2009
O teatro dos Clã
Noite de 7 de Setembro de 2009.
Os Clã fazem a abertura da nova temporada do Teatro Nacional São João (TNSJ).
Fazendo jus à casa onde se encontravam e aproveitando toda a dimensão do palco, apresentaram-nos um espectáculo todo ele teatral, muito bem encenado, usando todas as técnicas deste meio, para nos surpreender, quer com as subidas de cortinas, quer com os jogos de luzes, que iam iluminando objectos que se encontravam no palco, e que até então eram "invisíveis" ao público.
A acompanhar, os 6 magníficos davam-nos música, a melhor música que se faz (a meu ver, no mundo). Temas de Cintura, Rosa Carne e dois temas de Lustro (Gueixa e Sangue Frio), bem como algumas versões (repetiram "The Beautiful People", de Marilyn Manson, que já tinham tocado no Baile dos Vampiros, a fechar o Fantasporto deste ano) e fecharam com "Women Of The World" dos Yacht, em que a letra passou num rodapé digital transportado por Manuela Azevedo.
Miguel Ferreira, Fernando Gonçalves, Pedro Rito, Manuela Azevedo, Hélder Gonçalves e Pedro Biscaia, deixaram uma vez mais satisfeit@s tod@s aqueles que os acompanharam nesta viagem.
Gueixa
in: Lustro
Letra: Carlos Tê
Música: Hélder Gonçalves
Deixa que o amor te apanhe
Na teia fatal da sua mão
Deixa que o amor se entranhe
Na terra seca do coração
Deixa que o amor te banhe
No seu sabonete de água e sal
Deixa que o amor te arranhe
Com as suas unhas de animal
Sombras brancas como sedas tristes
Estão no teu olhar
Nuvens cinza num céu claro
Que eu quero limpar
Soubesse eu de amor
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar
Deixa que o amor te canse
Até à suave exaustão
Deixa que o amor te lance
às feras que inventam a paixão
Soubesse eu de amor
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar
Sombras brancas como sedas tristes
Estão no teu olhar
Nuvens cinza num céu claro
que eu quero limpar
Soubesse eu de amor
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar
Women Of The World
Yacht
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
The world will come to an end, It won't take long
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
The world will come to an end, It won't take long
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
If you don't the world will come to an end,
If you don't the world will come to an end,
If you don't the world will come to an end, It won't take long ...
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segunda-feira, setembro 07, 2009
Namoro
Música: Fausto
Letra: Viriato Cruz
Mandei-lhe uma carta
em papel perfumado
e com letra bonita
dizia ela tinha
um sorriso luminoso
tão triste e gaiato
como o sol de Novembro
brincando de artista
nas acácias floridas
na fímbria do mar
Sua pele macia
era suma-uma
sua pele macias
cheirando a rosas
seus seios laranja
laranja do Loge
eu mandei-lhe essa carta
e ela disse que não
Mandei-lhe um cartão
que o amigo maninho tipografou
'por ti sofre o meu coração'
num canto 'sim'
noutro canto 'não'
e ela o canto do 'não'
dobrou
Mandei-lhe um recado
pela Zefa do sete
pedindo e rogando
de joelhos no chão
pela Sra do Cabo,
pela Sta Efigénia
me desse a ventura
do seu namoro
e ela disse que não
Mandei à Vó Xica,
quimbanda de fama
a areia da marca
que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço
bem forte e seguro
e dele nascesse
um amor como o meu
e o feitiço falhou
Andei barbado,
sujo e descalço
como um monangamba
procuraram por mim
não viu ai não viu ai
não viu Benjamim
e perdido me deram
no morro da Samba
Para me distrair
levaram-me ao baile
do Sr. Januário,
mas ela lá estava
num canto a rir,
contando o meu caso
às moças mais lindas
do bairro operário
Tocaram a rumba
e dancei com ela
e num passo maluco
voamos na sala
qual uma estrela
riscando o céu
e a malta gritou
'Aí Benjamim'
Olhei-a nos olhos
sorriu para mim
pedi-lhe um beijo
lá lá lá lá lá
lá lá lá lá lá
E ela disse que sim
Letra: Viriato Cruz
Mandei-lhe uma carta
em papel perfumado
e com letra bonita
dizia ela tinha
um sorriso luminoso
tão triste e gaiato
como o sol de Novembro
brincando de artista
nas acácias floridas
na fímbria do mar
Sua pele macia
era suma-uma
sua pele macias
cheirando a rosas
seus seios laranja
laranja do Loge
eu mandei-lhe essa carta
e ela disse que não
Mandei-lhe um cartão
que o amigo maninho tipografou
'por ti sofre o meu coração'
num canto 'sim'
noutro canto 'não'
e ela o canto do 'não'
dobrou
Mandei-lhe um recado
pela Zefa do sete
pedindo e rogando
de joelhos no chão
pela Sra do Cabo,
pela Sta Efigénia
me desse a ventura
do seu namoro
e ela disse que não
Mandei à Vó Xica,
quimbanda de fama
a areia da marca
que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço
bem forte e seguro
e dele nascesse
um amor como o meu
e o feitiço falhou
Andei barbado,
sujo e descalço
como um monangamba
procuraram por mim
não viu ai não viu ai
não viu Benjamim
e perdido me deram
no morro da Samba
Para me distrair
levaram-me ao baile
do Sr. Januário,
mas ela lá estava
num canto a rir,
contando o meu caso
às moças mais lindas
do bairro operário
Tocaram a rumba
e dancei com ela
e num passo maluco
voamos na sala
qual uma estrela
riscando o céu
e a malta gritou
'Aí Benjamim'
Olhei-a nos olhos
sorriu para mim
pedi-lhe um beijo
lá lá lá lá lá
lá lá lá lá lá
E ela disse que sim
Namoro II
Letra: Luís Represas
Música: João Gil
in: Sepes
Ai se eu disser que as tremuras
Me dão nas pernas, e as loucuras
Fazem esquecer-me dos prantos
Pensar em juras
Ai se eu disser que foi feitiço
Que fez na saia dar ventania
Mostrar-me coisas tão belas
Ter fantasia
E sonhar com aquele encontro
Sonhar que não diz que não
Tem um jeito de senhora
E um olhar desmascarado
De céu negro ou céu estrelado, ou Sol
Daquele que a gente sabe.
O seu balanço gingado
Tem os mistérios do mar
E a certeza do caminho certo
que tem a estrela polar.
Não sei se faça convite
E se quebre a tradição
Ou se lhe mande uma carta
Como ouvi numa canção
Só sei que o calor aperta
E ainda não estamos no verão.
Quanto mais o tempo passa
Mais me afasto da razão
E ela insiste no passeio à tarde
Em tom de provocação
Até que num dia feriado
P'ra curtir a solidão
Fui consumir as tristezas
P'ró baile do Sr. João
Não sei se foi por magia
Ou seria maldição
Dei por mim rodopiando
Bem no meio do salão
Acabei no tal convite
Em jeito de confissão
E a resposta foi tão doce
Que a beijei com emoção
Só que a malta não gritou
Como ouvi numa canção
Música: João Gil
in: Sepes
Ai se eu disser que as tremuras
Me dão nas pernas, e as loucuras
Fazem esquecer-me dos prantos
Pensar em juras
Ai se eu disser que foi feitiço
Que fez na saia dar ventania
Mostrar-me coisas tão belas
Ter fantasia
E sonhar com aquele encontro
Sonhar que não diz que não
Tem um jeito de senhora
E um olhar desmascarado
De céu negro ou céu estrelado, ou Sol
Daquele que a gente sabe.
O seu balanço gingado
Tem os mistérios do mar
E a certeza do caminho certo
que tem a estrela polar.
Não sei se faça convite
E se quebre a tradição
Ou se lhe mande uma carta
Como ouvi numa canção
Só sei que o calor aperta
E ainda não estamos no verão.
Quanto mais o tempo passa
Mais me afasto da razão
E ela insiste no passeio à tarde
Em tom de provocação
Até que num dia feriado
P'ra curtir a solidão
Fui consumir as tristezas
P'ró baile do Sr. João
Não sei se foi por magia
Ou seria maldição
Dei por mim rodopiando
Bem no meio do salão
Acabei no tal convite
Em jeito de confissão
E a resposta foi tão doce
Que a beijei com emoção
Só que a malta não gritou
Como ouvi numa canção
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Trovante
quarta-feira, setembro 02, 2009
Do mesmo Clã
Letra: Luís G. Claro e Hélder Gonçalves
Música: Hélder Gonçalves
nós falamos
os mesmos idiomas
mundos separados
por credos errados
melhor será compor
outra criação
com deuses que toquem
e cantem
NÓS SOMOS DO MESMO CLÃ
nós voltamos
à tribo global
ainda vestidos
pelo bem e pelo mal
vamos pôr de novo
os clãs a dançar
à volta do totem
do sol
NÓS SOMOS DO MESMO CLÃ
govorimo razlicitim
jezicima....jezicima
razdovjeni svetovi
iz istog smo klana.....iz istog smo klana
nós queremos ser citados por uma fonte luminosa
tomar banho nas margens do erro
flutuar na banheira de Arquimedes
meter a ironia do destino na carta para Garcia
e se ele não estiver
esquecê-la num marco histórico
nós queremos curar o calcanhar de Aquiles
atingir o Princípio de Peter pelo lado do poente
subir a Escala de Richter numa gôndola
tocar na buzina de Harpo Marx
soltar a risada de Bugs Bunny
conduzir a locomotiva de Pamplinas em direcção ao futuro
nós queremos a bengala de Charlot
e o passaporte de Fernão Mendes Pinto
comprar cigarros na mesma tabacaria de Fernando Pessoa
fugir numa fuga de Bach
ouvir a voz de Salomão
propôr uma amnistia para o Othelo de Shakespeare
nós queremos saber onde param os violinos de Chopin
nós exigimos saber o porquê do sorriso de Gioconda
e não queremos saber
quem são os dois amores de Marco Polo no oriente
muito menos quem matou Laura Palmer
porque nós não temos medo do SIS
muito menos de Virginia Woolf
Música: Hélder Gonçalves
nós falamos
os mesmos idiomas
mundos separados
por credos errados
melhor será compor
outra criação
com deuses que toquem
e cantem
NÓS SOMOS DO MESMO CLÃ
nós voltamos
à tribo global
ainda vestidos
pelo bem e pelo mal
vamos pôr de novo
os clãs a dançar
à volta do totem
do sol
NÓS SOMOS DO MESMO CLÃ
govorimo razlicitim
jezicima....jezicima
razdovjeni svetovi
iz istog smo klana.....iz istog smo klana
nós queremos ser citados por uma fonte luminosa
tomar banho nas margens do erro
flutuar na banheira de Arquimedes
meter a ironia do destino na carta para Garcia
e se ele não estiver
esquecê-la num marco histórico
nós queremos curar o calcanhar de Aquiles
atingir o Princípio de Peter pelo lado do poente
subir a Escala de Richter numa gôndola
tocar na buzina de Harpo Marx
soltar a risada de Bugs Bunny
conduzir a locomotiva de Pamplinas em direcção ao futuro
nós queremos a bengala de Charlot
e o passaporte de Fernão Mendes Pinto
comprar cigarros na mesma tabacaria de Fernando Pessoa
fugir numa fuga de Bach
ouvir a voz de Salomão
propôr uma amnistia para o Othelo de Shakespeare
nós queremos saber onde param os violinos de Chopin
nós exigimos saber o porquê do sorriso de Gioconda
e não queremos saber
quem são os dois amores de Marco Polo no oriente
muito menos quem matou Laura Palmer
porque nós não temos medo do SIS
muito menos de Virginia Woolf
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Clã no TNSJ
Barbie Suzie Dolly Polly Pocket
Concerto de abertura de temporada do Teatro Nacional S. João, com os Clã
Segunda, 7 de Setembro, 22h

No álbum de estreia, cantavam: “Nós queremos a bengala de Charlot / E o passaporte de Fernão Mendes Pinto / Comprar cigarros na mesma tabacaria de Fernando Pessoa / Fugir numa Fuga de Bach / Ouvir a voz de Salomão propor uma amnistia… / Para o Othello de Shakespeare”. Banda que ignora alegremente a dicotomia entre alta e baixa cultura, os Clã de Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo – elemento do novo corpo diplomático do TNSJ – inauguram a Temporada 2009-2010 com um concerto que é uma espécie de epígrafe, muito pouco solene, à nova programação. Aclamados em tempos recentes como “a melhor banda portuguesa ao vivo”, os Clã cultivam uma música irrequieta e contagiante, capaz de gerar temas pop de recorte vintage, refrães folk-rock e melodias de um estranho vaudeville. Do seu modus operandi mencione-se a relação lúdica com a língua portuguesa, mediada por um elenco de letristas de superior craveira, como Carlos Tê, Regina Guimarães ou Adolfo Luxúria Canibal. O que os move? Esse “milagre” a que chamamos canção. No último disco, ouvimos: “Um sopro um calafrio / Raio de sol num refrão / Um nexo enchendo o vazio / Tudo isso veio / Numa simples canção”.
Concerto de abertura de temporada do Teatro Nacional S. João, com os Clã
Segunda, 7 de Setembro, 22h

No álbum de estreia, cantavam: “Nós queremos a bengala de Charlot / E o passaporte de Fernão Mendes Pinto / Comprar cigarros na mesma tabacaria de Fernando Pessoa / Fugir numa Fuga de Bach / Ouvir a voz de Salomão propor uma amnistia… / Para o Othello de Shakespeare”. Banda que ignora alegremente a dicotomia entre alta e baixa cultura, os Clã de Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo – elemento do novo corpo diplomático do TNSJ – inauguram a Temporada 2009-2010 com um concerto que é uma espécie de epígrafe, muito pouco solene, à nova programação. Aclamados em tempos recentes como “a melhor banda portuguesa ao vivo”, os Clã cultivam uma música irrequieta e contagiante, capaz de gerar temas pop de recorte vintage, refrães folk-rock e melodias de um estranho vaudeville. Do seu modus operandi mencione-se a relação lúdica com a língua portuguesa, mediada por um elenco de letristas de superior craveira, como Carlos Tê, Regina Guimarães ou Adolfo Luxúria Canibal. O que os move? Esse “milagre” a que chamamos canção. No último disco, ouvimos: “Um sopro um calafrio / Raio de sol num refrão / Um nexo enchendo o vazio / Tudo isso veio / Numa simples canção”.
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Miguel Ferreira,
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Pedro Rito
terça-feira, setembro 01, 2009
quinta-feira, agosto 20, 2009
You Don't Know Me
You don't know me
Bet you'll never get to know me
You don't know me at all
Feel so lonely
The world is spinning round slowly
There's noting you can show me
From behind the wall
Show me from behind the wall
Show me from behind the wall
Show me from behind the wall
Nasci lá na Bahia
De mucamba com feitor
O meu pai dormia em cama
Minha mãe no pisador
Laia Ladaia sabadana Ave Maria
Laia Ladaia sabadana Ave Maria
Eu agradeço ao povo brasileiro
Norte, Centro, Sul inteiro
Onde reinou o baião
Bet you'll never get to know me
You don't know me at all
Feel so lonely
The world is spinning round slowly
There's noting you can show me
From behind the wall
Show me from behind the wall
Show me from behind the wall
Show me from behind the wall
Nasci lá na Bahia
De mucamba com feitor
O meu pai dormia em cama
Minha mãe no pisador
Laia Ladaia sabadana Ave Maria
Laia Ladaia sabadana Ave Maria
Eu agradeço ao povo brasileiro
Norte, Centro, Sul inteiro
Onde reinou o baião
quarta-feira, agosto 19, 2009
sexta-feira, agosto 07, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
sexta-feira, julho 31, 2009
quinta-feira, julho 30, 2009
Cavaleiro Andante
Porque sou o cavaleiro andante
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras
Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe
Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou
Sempre que a rádio diga
Que a américa roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua
Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz
Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras
Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe
Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou
Sempre que a rádio diga
Que a américa roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua
Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz
Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau
Gripe AJJ

Os socialistas estão a tentar convencer os eleitores de que as pessoas de esquerda são do PS, e Manuela Ferreira Leite está a ver se ninguém repara que Alberto João Jardim é do PSD
in: Visão
O leitor mais perspicaz já terá percebido a relação próxima que existe entre as listas do PS com candidatos de esquerda e o Hindenburg da Madeira, o zeppelin do PND que levou tiros de caçadeira em Chão da Lagoa. Infelizmente, porém, só uma pequena parte dos meus leitores é perspicaz - de outro modo, não seriam meus leitores. E é por isso que, por muito fastidioso que isso possa ser para os meus leitores mais perspicazes, me vejo obrigado a explicar aos menos perspicazes a razão pela qual as listas do PS e o zeppelin da Madeira são factos que devem ser analisados em conjunto.
Eu resumo os factos: Manuela Ferreira Leite contraiu uma conveniente gripe, e por isso ficou impedida de ir à ilha em que a propaganda dos partidos da oposição é abatida a tiro. Os assessores da presidente do PSD esclareceram que ela não sofria de gripe A, mas parece evidente que estamos perante um caso de gripe AJJ. Aos sintomas da gripe, junta uma espécie de alergia a Alberto João Jardim, que também é muito incomodativa. Quanto ao PS, está a formar listas de candidatos à Assembleia da República com gente que não é do PS. Ou seja, os socialistas estão a tentar convencer os eleitores de que as pessoas de esquerda são do PS, e Manuela Ferreira Leite está a ver se ninguém repara que Alberto João Jardim é do PSD.
A tarefa de Manuela Ferreira Leite será, provavelmente, mais difícil. Sobretudo porque tem sido tentada por quase todos os presidentes do PSD, sempre sem grande sucesso. Já a tarefa do PS, é sazonal. A mais curiosa característica do PS será, talvez, esta: quando está na oposição é um partido de esquerda, quando está no governo transforma-se no PSD. Habitualmente, por isso, a escolha dos eleitores faz-se entre o PSD normal e o PSD do Largo do Rato.
A estratégia do PS é interessante sobretudo porquanto dificulta o trabalho do PSD: quando estão no governo, os sociais-democratas enfrentam um opositor feroz que considera vergonhosas as suas políticas; quando está na oposição, o PSD tem de inventar discordâncias com um governo que é extremamente parecido com o seu.
O problema das listas do PS é que parecem desenhadas para compor a bancada socialista quando está na oposição. É verdade que, somados, os partidos à esquerda no PS tiveram, nas últimas eleições, mais de 20% dos votos, e é natural que os socialistas queiram recuperar alguns desses eleitores. Mas, na eventualidade mais ou menos remota de o PS ganhar as legislativas, terá a bancada parlamentar minada por gente que não costuma apoiar o PSD do Largo do Rato. Um putativo governo do PS terá maioria nas urnas, mas não no seu grupo parlamentar. Lá divertido vai ser.
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