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sexta-feira, dezembro 09, 2011

Sexto andar


Uma canção passou no rádio
E quando o seu sentido
Se parecia apagar
Nos ponteiros do relógio
Encontrou num sexto andar
Alguém que julgou
Que era para si
Em particular
Que a canção estava a falar

E quando a canção morreu
Na frágil onda do ar
Ninguém soube o que ela deu
O que ninguém
Estava lá para dar

Um sopro um calafrio
Raio de sol num refrão
Um nexo enchendo o vazio
Tudo isso veio
Numa simples canção

Uma canção passou no rádio
Habitou um sexto andar





segunda-feira, dezembro 05, 2011

Amuo


Vejo que estás mais crescida
Já dobras a frustração
Bates com a porta ao mundo
Quando ele te diz não

Envolves o teu espaço
Na tua membrana ausente
Recuas atrás um passo
Para depois dar dois em frente

Amuar faz bem
Amuar faz bem

Ficas descalça em casa
A fazer a tua cura
Salva por um bom amuo
De fazer má figura

Amanhã o mundo inteiro
Vai perguntar onde foste
E tu dizes apenas
Que saíeste, viajaste

Amuar faz bem
Amuar faz bem

Nada como um bom amuo
Apenas um recuo quando nada sai bem

E depois voltar
Como se nada fosse
E reencontrar o lugar
Guardado por um bom amuo





sábado, novembro 26, 2011

Fábrica de Amores




A garganta seca
Pelo fumo do acre
Sou Salomé no nó dos calores
Que faltal boneca
Revestida a lacre
Sou Salomé fábrica de amores
Passo com ar bombástico
Digo maviosamente
Levo o paraíso em mim!
Levo o paraíso!
Os olhares pousam
Sobre o meu corpete
No salivar glutão do desejo
Mas as mãos não ousam
Tão voraz joguete
Sou Salomé ébria de ensejo
Passo, passo com ar bombástico
E digo maviosamente
Tenho o paraíso em mim!
Tenho o paraíso em mim!
Levo o paraíso!
Levo o paraíso em mim!
Secreto jardim
A um passo de ti
Dourado e carmim
A um passo de ti
Tenho o paraíso em mim!
Tenho o paraíso em mim!
Levo o paraíso!
Tenho o paraíso em mim!
Levo o paraíso!
Levo o paraíso em mim!
Em mim...
A mim!



terça-feira, setembro 08, 2009

O teatro dos Clã


Noite de 7 de Setembro de 2009.
Os Clã fazem a abertura da nova temporada do Teatro Nacional São João (TNSJ).
Fazendo jus à casa onde se encontravam e aproveitando toda a dimensão do palco, apresentaram-nos um espectáculo todo ele teatral, muito bem encenado, usando todas as técnicas deste meio, para nos surpreender, quer com as subidas de cortinas, quer com os jogos de luzes, que iam iluminando objectos que se encontravam no palco, e que até então eram "invisíveis" ao público.
A acompanhar, os 6 magníficos davam-nos música, a melhor música que se faz (a meu ver, no mundo). Temas de Cintura, Rosa Carne e dois temas de Lustro (Gueixa e Sangue Frio), bem como algumas versões (repetiram "The Beautiful People", de Marilyn Manson, que já tinham tocado no Baile dos Vampiros, a fechar o Fantasporto deste ano) e fecharam com "Women Of The World" dos Yacht, em que a letra passou num rodapé digital transportado por Manuela Azevedo.
Miguel Ferreira, Fernando Gonçalves, Pedro Rito, Manuela Azevedo, Hélder Gonçalves e Pedro Biscaia, deixaram uma vez mais satisfeit@s tod@s aqueles que os acompanharam nesta viagem.


Gueixa
in: Lustro
Letra: Carlos Tê
Música: Hélder Gonçalves

Deixa que o amor te apanhe
Na teia fatal da sua mão
Deixa que o amor se entranhe
Na terra seca do coração

Deixa que o amor te banhe
No seu sabonete de água e sal
Deixa que o amor te arranhe
Com as suas unhas de animal

Sombras brancas como sedas tristes
Estão no teu olhar
Nuvens cinza num céu claro
Que eu quero limpar

Soubesse eu de amor
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar

Deixa que o amor te canse
Até à suave exaustão
Deixa que o amor te lance
às feras que inventam a paixão

Soubesse eu de amor
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar

Sombras brancas como sedas tristes
Estão no teu olhar
Nuvens cinza num céu claro
que eu quero limpar

Soubesse eu de amor
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar

Women Of The World
Yacht

Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end

The world will come to an end, It won't take long

Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end

The world will come to an end, It won't take long

Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end

If you don't the world will come to an end,
If you don't the world will come to an end,
If you don't the world will come to an end, It won't take long ...

sexta-feira, julho 18, 2008

Vamos esta noite


Vamos Esta Noite, é o terceiro single do albúm Cintura.
A animação de Laurie Thinot volta a servir de imagem a um vídeo dos Clã depois do sucesso de Sexto Andar. Em «Vamos Esta Noite» (Arnaldo Antunes/Hélder Gonçalves), a realizadora francesa cruza esta técnica com imagens da banda ao vivo e o resultado supera as expectativas.
Letra: Arnaldo Antunes / Música: Hélder Gonçalves
Realizadora: Laurie Thinot
Produtora: Autour de Minuit



terça-feira, julho 15, 2008

Depois


Os Clã, presentearam os Maiatos na passada sexta-feira, com mais um brilhante concerto.
Este meninos não sabem fazer as coisas por menos. Depois de começarem a digressão de Cintura, com uma nova versão de O meu estilo, prepararam para a Aula Magna e a Casa da Música, uma versão de Sopro do Coração apenas com a Manuela e o Hélder em palco. Mas, não ficaram por aqui... Na Maia, podémos ainda assistir a um final diferente de Fahrenheit.
Ficámos ainda, todos animados com o "Guaraná", dos Pato Fu.
O concerto valeu também pelo convívio com a banda, no final.
Deixo-vos então, Depois, dos Pato Fu.


Depois
John Ulhoa

Não foi dessa vez
Mas pode ter certeza
Mal posso esperar
Pra fugir da tristeza
Amanhã talvez
Vai ser um carnaval
Vão falar de mim
Pro bem ou pro mal

Tomo um café e um guaraná pra me animar
Mas ficou tão tarde
Que é melhor deixar pra lá...

Quando penso em nós dois
Deixo tudo pra depois
Quando penso em nós três
Fica pra outra vez

Juntei passos, palavras
Não era bem o momento
Fingi não querer nada
Tem horas que não me aguento...
Prometo, juro, garanto
Vou resolver tudo isso
Assim que tiver coragem
E mais nenhum compromisso

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Ensaio Geral dos Clã a 22 de Agosto de 2007




Tira a Teima

Apareço algumas vezes neste vídeo




Fábrica de Amores




Sexto Andar

Foi a primeira vez que a ouvi e quando fui entrevistado no final, elegia-a logo como a mais bonita! Mantenho a opinião. Curiosamente, eu próprio habito num sexto andar.




Utilidade do Humor

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Clã nas Noites Ritual Rock 2007

A 24 de Agosto de 2007, dia em que completei 31 anos, no Palácio de Cristal, no Porto, a escassos metros da Maternidade Júlio Dinis, onde 31 anos antes chorei pela 1ª vez. Foi o 1º concerto de apresentação de "Cintura" (dois dias antes tinham apresentado o álbum para 50 fãs, onde estive) e eu estive presente. Nesse mesmo dia, os Clã foram notícia do JN e apareceu a minha "fronha" numa mini-entrevista no final do concerto para os fã, nos arredores de Vila do Conde.

Tira a Teima

quinta-feira, novembro 15, 2007

Utilidade do Humor
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã

Ontem à noite pus-me a reflectir
Nas coisas da vida em vez de dormir
Tive um quebranto fiquei surdo e mudo
Tolhido de espanto mas percebi tudo
O mundo era meu sentia-me um rei
O tempo era extenso e eu ditava a lei
Bastou dar um passo e crescer em frente
Perdi toda a graça quase de repente

Não fosse um sentido de humor apurado
Que me faz viver um sonho acordado
Não via tão claro o sentido da vida
E tudo seria bem mais complicado

Eu era feliz tinha os meus brinquedos
O anjo da guarda tirava-me os medos
Descobri o amor e vi nele o paraíso
Mas para ser expulso às vezes pouco é preciso
Podia ter tudo do bom e do caro
Que nada acodia ao meu desamparo
Sou a alma do mundo mais bem informada
Quanto mais me informo mais sei que sei nada

Não fosse um sentido de humor apurado
Que me faz viver a sonhar acordado
Não via tão claro o significado
E tudo seria bem mais complicado
Mandarim
Letra e Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã

Se és apenas um pouco naif
Se és apenas o meu leit motiv
Mordes, mordes

Se és apenas um cão vadio
Se és apenas um vizinho amigo
Mordes, mordes

Sim, mordes em mim
Sim, mordes em mim

Se és apenas um ombro bom
Se não me deixas sair do tom
Uh! Uh! Uh! Uh!

Se és apenas um pouco zen
Dou-te corda para seres super-man
Acorda, acorda

Sim, acorda em mim
Sim, acorda em mim

Quando puderes, dá cá um salto
É só desceres do varandim
Manda, manda
Manda

Sim, manda em mim
Sim, manda em mim
Sim, manda em mim
Manda, mandarim
Narciso sobre rodas
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã

Ainda me lembro de ti
Tão cheio de ti mesmo
Passeando a tua esfinge
De príncipe de alta casta
Alguém que já nem finge
Que amar-se a si mesmo basta

Havia sempre alguém
A prestar vassalagem
E a render-se à tua imagem
De narciso bem penteado
Tirando da garagem
Um coração cromado
Julgavas que a vida era
Um chevrolé vermelho
E a beleza bastava
Para seres dono do lago
Mas quebrou-se o espelho
Não aguentaste o estrago
E eu verti uma lágrima
Por não o teu olhar
Pergunto a mim mesmo
Como pude um dia por ti chorar

Narciso sobre rodas vai

E agora ao encontrar-te
Pergunto a mim mesmo
Como pude um dia sequer amar-te
E agora ao encontrar-te
Pergunto a mim mesmo
Como pude sequer amar-te