Luís Represas
Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p´ra se amar
Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi
Quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal
as memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar
Queria viver tudo numa noite
Sem perder a procurar
O tempo, ou o espaço
Que é indiferente p´ra poder sonhar
as memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar
Quem foi que provocou vontades
E atiçou as tempestades
E amarrou o barco ao cais
Quem foi, que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais
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segunda-feira, setembro 28, 2009
Memórias de um beijo
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segunda-feira, setembro 07, 2009
Namoro II
Letra: Luís Represas
Música: João Gil
in: Sepes
Ai se eu disser que as tremuras
Me dão nas pernas, e as loucuras
Fazem esquecer-me dos prantos
Pensar em juras
Ai se eu disser que foi feitiço
Que fez na saia dar ventania
Mostrar-me coisas tão belas
Ter fantasia
E sonhar com aquele encontro
Sonhar que não diz que não
Tem um jeito de senhora
E um olhar desmascarado
De céu negro ou céu estrelado, ou Sol
Daquele que a gente sabe.
O seu balanço gingado
Tem os mistérios do mar
E a certeza do caminho certo
que tem a estrela polar.
Não sei se faça convite
E se quebre a tradição
Ou se lhe mande uma carta
Como ouvi numa canção
Só sei que o calor aperta
E ainda não estamos no verão.
Quanto mais o tempo passa
Mais me afasto da razão
E ela insiste no passeio à tarde
Em tom de provocação
Até que num dia feriado
P'ra curtir a solidão
Fui consumir as tristezas
P'ró baile do Sr. João
Não sei se foi por magia
Ou seria maldição
Dei por mim rodopiando
Bem no meio do salão
Acabei no tal convite
Em jeito de confissão
E a resposta foi tão doce
Que a beijei com emoção
Só que a malta não gritou
Como ouvi numa canção
Música: João Gil
in: Sepes
Ai se eu disser que as tremuras
Me dão nas pernas, e as loucuras
Fazem esquecer-me dos prantos
Pensar em juras
Ai se eu disser que foi feitiço
Que fez na saia dar ventania
Mostrar-me coisas tão belas
Ter fantasia
E sonhar com aquele encontro
Sonhar que não diz que não
Tem um jeito de senhora
E um olhar desmascarado
De céu negro ou céu estrelado, ou Sol
Daquele que a gente sabe.
O seu balanço gingado
Tem os mistérios do mar
E a certeza do caminho certo
que tem a estrela polar.
Não sei se faça convite
E se quebre a tradição
Ou se lhe mande uma carta
Como ouvi numa canção
Só sei que o calor aperta
E ainda não estamos no verão.
Quanto mais o tempo passa
Mais me afasto da razão
E ela insiste no passeio à tarde
Em tom de provocação
Até que num dia feriado
P'ra curtir a solidão
Fui consumir as tristezas
P'ró baile do Sr. João
Não sei se foi por magia
Ou seria maldição
Dei por mim rodopiando
Bem no meio do salão
Acabei no tal convite
Em jeito de confissão
E a resposta foi tão doce
Que a beijei com emoção
Só que a malta não gritou
Como ouvi numa canção
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segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Família Virtual
Despe & Siga
Letra: Luís Varatojo
Música: Luís Varatojo / J. San Payo / Nuno Rafael / Sérgio Nascimento / J. Cardoso e Gui
in:Espanta Espíritos
Ele é 100%
Pleno de andamento
Vive sem demora
Rende 100 à hora
Ela é super bem
Aparece onde convém
Passeia o pedigree
Nos chás da society
O meu irmão motard
Usa mastercard
Arromba o orçamento
Do homem 100%
A vóvó ao domingo
Vai à missa do bingo
E a mana tão pequena
Já navega no sistema
Somos 100%, somos super 100
Somos super sumo, somos super bem
Somos super homem, somos super boy
Somos 100%
É a família top
Gasta tv shop
Passam-se no BM
Fazem, sexo p'lo modem
Eu sou Audio-visual
Filho virtual
E aos 17
Sou feliz na internet
Somos muito unidos
Estamos convertidos
Ao espírito global
Da família virtual.
Letra: Luís Varatojo
Música: Luís Varatojo / J. San Payo / Nuno Rafael / Sérgio Nascimento / J. Cardoso e Gui
in:Espanta Espíritos
Ele é 100%
Pleno de andamento
Vive sem demora
Rende 100 à hora
Ela é super bem
Aparece onde convém
Passeia o pedigree
Nos chás da society
O meu irmão motard
Usa mastercard
Arromba o orçamento
Do homem 100%
A vóvó ao domingo
Vai à missa do bingo
E a mana tão pequena
Já navega no sistema
Somos 100%, somos super 100
Somos super sumo, somos super bem
Somos super homem, somos super boy
Somos 100%
É a família top
Gasta tv shop
Passam-se no BM
Fazem, sexo p'lo modem
Eu sou Audio-visual
Filho virtual
E aos 17
Sou feliz na internet
Somos muito unidos
Estamos convertidos
Ao espírito global
Da família virtual.
quarta-feira, outubro 08, 2008
terça-feira, setembro 09, 2008
Prima da Chula
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Uma Noite Só
Fizeram os dias assim
Letra: Luís Represas
Música: Manuel Faria
in: Sepes
Por mais que larguem os braços
Por mais que soltem amarras
E que se tapem as covas
Por mais que rasguem os quadros
Por mais que queimem as leis
E que os costumes esmoreçam
Por mais que arrasem as feras
E que os papões arrefeçam
E que as bruxas se convertam
Por mais que riam as caras
E que ternura se esqueça
Por mais que o amor prevaleça
Vocês
Fizeram os dias assim!
Não nos venham pedir contas
Não venham pôr-nos regras
Sabemos que os nossos dias
Não vão ser gastos assim!
Música: Manuel Faria
in: Sepes
Por mais que larguem os braços
Por mais que soltem amarras
E que se tapem as covas
Por mais que rasguem os quadros
Por mais que queimem as leis
E que os costumes esmoreçam
Por mais que arrasem as feras
E que os papões arrefeçam
E que as bruxas se convertam
Por mais que riam as caras
E que ternura se esqueça
Por mais que o amor prevaleça
Vocês
Fizeram os dias assim!
Não nos venham pedir contas
Não venham pôr-nos regras
Sabemos que os nossos dias
Não vão ser gastos assim!
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Esplanada
Em 1984, Portugal ainda não tinha entrado na CEE, e o café era (como eternizou o Trovante) a 20 paus (os actuais 10 cêntimos).
Em 1983, precisamente com esta música, o Trovante foi a primeira "boys-band" portuguesa, quando os elementos do grupo entraram em palco todos vestidos de igual, para se sentarem numa esplanada montada no palco (uma esplanada montada no Tejo foi também a capa do álbum "Terra Firme" anos mais tarde), como recorda Manuel Faria (teclista) no livro: "Trovante - Por trás do palco".
Após a saída do livro, saiu um CD com o concerto do Trovante em 1983 na Aula Magna, em que a voz do Luís Represas está límpida e em que se consegue, passado tantos anos, viver as emoções e alegrias daquele dia.
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quinta-feira, julho 12, 2007
+ 1 Comboio
Letra: Jorge Palma
Música: Flak
in: Espanta Espíritos
Vejo tanto olhar encafuado
Em automóveis bestiais
Casos graves de bem estar,
Por mais que tenham, nunca têm a mais.
Aleijados do conforto,
Refugiados na t.v.,
O pior não é estar triste,
O pior é não saber porquê.
Há o entretenimento
Há o remoto control
Há-de haver mais um comboio
Para o centro comercial
Nesta altura ninguém faz greve,
Embora muitos tentem adormecer
Alguns vão derretendo a neve
Nas colheres a ferver.
Nas entradas do metro, o frio
É combatido com papel de jornal
Útil informação para os que estão na frente,
Cegos pelas luzes do Natal.
Letra: Jorge Palma
Música: Flak
in: Espanta Espíritos
Vejo tanto olhar encafuado
Em automóveis bestiais
Casos graves de bem estar,
Por mais que tenham, nunca têm a mais.
Aleijados do conforto,
Refugiados na t.v.,
O pior não é estar triste,
O pior é não saber porquê.
Há o entretenimento
Há o remoto control
Há-de haver mais um comboio
Para o centro comercial
Nesta altura ninguém faz greve,
Embora muitos tentem adormecer
Alguns vão derretendo a neve
Nas colheres a ferver.
Nas entradas do metro, o frio
É combatido com papel de jornal
Útil informação para os que estão na frente,
Cegos pelas luzes do Natal.
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