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terça-feira, dezembro 27, 2011

Lado Esquerdo




O meu lado esquerdo
é mais forte do que o outro
é o lado da intuição
É o lado onde mora o coração


O meu lado esquerdo
Oriente do meu instinto
É o lado que me guia no escuro
É o lado com que eu choro e com que eu sinto


Meu é o meu foi o meu lado esquerdo
Que me levou até ti
Quando eu já pensava
Que não existias para mim no mundo


O meu lado esquerdo não sabe o que é a razão
É ele que me faz sonhar
É ele que tantas vezes diz não


Meu é o meu foi o meu lado esquerdo
Que me levou até ti
Quando eu já pensava
Que não existias para mim no mundo

quinta-feira, novembro 03, 2011

Fahrenheit





Não ouviste o fogo a arder
Não sentiste o mercúrio à volta
A subir em flecha a subir em ti
A subir no sangue a acender o corpo
Não ouviste o chamamento
Os tambores tocando ao relento
Palcos em chamas cabelos ao vento
Incêndio de Verão
lavrando o chão

Fahrenheit a noite estala
Parte a escala
Fahrenheit a noite estala
Sente o fogo a arder
Fahrenheit a noite estala
Explode a escala
Fahrenheit a noite estala

Ouve o fogo a arder

Não ouviste o fogo a arder
Não sentiste o mercúrio à volta
Guitarras em fúria
Lanternas no ar
Vozes a cantar em tons de gasolina
Não sentiste a queimadura
Não sentiste a alma pura
Não ouviste o eco chamando outro eco
O fogo lambendo o teu coração seco

Fahrenheit a noite estala
Parte a escala
Fahrenheit a noite estala
Sente o fogo a arder
Fahrenheit a noite estala
Explode a escala
Fahrenheit a noite estala
Ouve o fogo a arder



sexta-feira, outubro 21, 2011

H2omem




A gota caiu na poça
A poça caiu na lagoa
A lagoa caiu no mar
e aqui se fez
a pessoa
a pessoa caiu na outra
a outra caiu na outra
a gota caiu na gota
e o mar se fez
da garoa
Agá dois homem
pra dentro da boca da boca da boca do rio
correndo escorrendo pra dentro do copo vazio
e do copo cheio transbordando, embalando o navio
chovendo, jorrando, enxurrando, enchendo o cantil
Agá dois homem
pra beber e tomar banho
Agá dois homem
pra nadar e fazer sopa
Agá dois homem
pra molhar a plantação
contra a cabeça pedra
contra a cabeça ferro
contra a certeza inquestionável
Agá dois homem
pra lavar a roupa suja
Agá dois homem
pra furar a pedra dura
Agá dois homem
pra chover sobre o sertão







quarta-feira, outubro 19, 2011

Corda bamba



No Nordeste, Ilha de São Miguel, Açores
Não estava lá, mas sei quem esteve! ;-)

A vida é como uma corda
De tristeza e alegria
Que saltamos a correr
Pé em baixo, pé em cima
Até morrer
Não convém esticá-la
Nem que fique muito solta
Bamba é a conta certa
Como dança de ida e volta
Que mantém a via aberta
Dançar na corda bamba
Não é techno, não é samba
É a dança do ter e não ter
É a dança da Corda Bamba
Salta agora pelo amor
Ele dá o paladar
Mesmo que a tua sorte
Seja a de um perdedor
Nunca deixes de saltar
Se saltares muito alto
Não tenhas medo de cair (baby)
De ficar infeliz
Feliz a cem por cento
Só mesmo um pateta feliz
Dançar na Corda Bamba
Não é techno, não é samba
É a dança do ter e não ter
É a dança da Corda Bamba



segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Sorriso de Gioconda

Letra: Carlos Tê

Para quem sorri Mona Lisa
Para quem sorri Gioconda
Alguém diga se souber
Levante o dedo e responda
É sorriso de mulher
Que tem o mundo na mão
Sabe tudo sobre o desejo
Mas faz de conta que não

A quem dará Gioconda
seu sorriso de cortesã
Será que mo dá só a mim
mal vem o sol da manhã

Para quem sorri Mona Lisa
Está tão longe tão perto
Para quem sorri Gioconda
Para quem sorri ao certo

Talvez sorria para alguém
Escondido ao fundo da sala
Aquele amante furtivo
Que planeia roubá-la
Não sei se sorri para longe
Para lá do mal e do bem
Será que sorri por sorrir
Um sorriso para ninguém

Para quem sorri Gioconda
Está tão longe tão perto
Para quem sorri Gioconda
Ninguém sabe ao certo

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Lado Esquerdo

Letra: Carlos Tê
Música: Hélder Gonçalves
in: Lustro

O meu lado esquerdo
é mais forte do que o outro
é o lado da intuição
É o lado onde mora o coração

O meu lado esquerdo
Oriente do meu instinto
É o lado que me guia no escuro
É o lado com que eu choro e com que eu sinto

Meu é o meu foi o meu lado esquerdo
Que me levou até ti
Quando eu já pensava
Que não existias para mim no mundo

O meu lado esquerdo não sabe o que é a razão
É ele que me faz sonhar
É ele que tantas vezes diz não

Meu é o meu foi o meu lado esquerdo
Que me levou até ti
Quando eu já pensava
Que não existias para mim no mundo

terça-feira, setembro 08, 2009

O teatro dos Clã


Noite de 7 de Setembro de 2009.
Os Clã fazem a abertura da nova temporada do Teatro Nacional São João (TNSJ).
Fazendo jus à casa onde se encontravam e aproveitando toda a dimensão do palco, apresentaram-nos um espectáculo todo ele teatral, muito bem encenado, usando todas as técnicas deste meio, para nos surpreender, quer com as subidas de cortinas, quer com os jogos de luzes, que iam iluminando objectos que se encontravam no palco, e que até então eram "invisíveis" ao público.
A acompanhar, os 6 magníficos davam-nos música, a melhor música que se faz (a meu ver, no mundo). Temas de Cintura, Rosa Carne e dois temas de Lustro (Gueixa e Sangue Frio), bem como algumas versões (repetiram "The Beautiful People", de Marilyn Manson, que já tinham tocado no Baile dos Vampiros, a fechar o Fantasporto deste ano) e fecharam com "Women Of The World" dos Yacht, em que a letra passou num rodapé digital transportado por Manuela Azevedo.
Miguel Ferreira, Fernando Gonçalves, Pedro Rito, Manuela Azevedo, Hélder Gonçalves e Pedro Biscaia, deixaram uma vez mais satisfeit@s tod@s aqueles que os acompanharam nesta viagem.


Gueixa
in: Lustro
Letra: Carlos Tê
Música: Hélder Gonçalves

Deixa que o amor te apanhe
Na teia fatal da sua mão
Deixa que o amor se entranhe
Na terra seca do coração

Deixa que o amor te banhe
No seu sabonete de água e sal
Deixa que o amor te arranhe
Com as suas unhas de animal

Sombras brancas como sedas tristes
Estão no teu olhar
Nuvens cinza num céu claro
Que eu quero limpar

Soubesse eu de amor
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar

Deixa que o amor te canse
Até à suave exaustão
Deixa que o amor te lance
às feras que inventam a paixão

Soubesse eu de amor
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar

Sombras brancas como sedas tristes
Estão no teu olhar
Nuvens cinza num céu claro
que eu quero limpar

Soubesse eu de amor
Como sei cantar
Dava-te o fulgor
E o ritmo do mar

Women Of The World
Yacht

Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end

The world will come to an end, It won't take long

Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end

The world will come to an end, It won't take long

Women of the world take over, If you don't the world will come to an end
Women of the world take over, If you don't the world will come to an end

If you don't the world will come to an end,
If you don't the world will come to an end,
If you don't the world will come to an end, It won't take long ...

terça-feira, julho 15, 2008

Depois


Os Clã, presentearam os Maiatos na passada sexta-feira, com mais um brilhante concerto.
Este meninos não sabem fazer as coisas por menos. Depois de começarem a digressão de Cintura, com uma nova versão de O meu estilo, prepararam para a Aula Magna e a Casa da Música, uma versão de Sopro do Coração apenas com a Manuela e o Hélder em palco. Mas, não ficaram por aqui... Na Maia, podémos ainda assistir a um final diferente de Fahrenheit.
Ficámos ainda, todos animados com o "Guaraná", dos Pato Fu.
O concerto valeu também pelo convívio com a banda, no final.
Deixo-vos então, Depois, dos Pato Fu.


Depois
John Ulhoa

Não foi dessa vez
Mas pode ter certeza
Mal posso esperar
Pra fugir da tristeza
Amanhã talvez
Vai ser um carnaval
Vão falar de mim
Pro bem ou pro mal

Tomo um café e um guaraná pra me animar
Mas ficou tão tarde
Que é melhor deixar pra lá...

Quando penso em nós dois
Deixo tudo pra depois
Quando penso em nós três
Fica pra outra vez

Juntei passos, palavras
Não era bem o momento
Fingi não querer nada
Tem horas que não me aguento...
Prometo, juro, garanto
Vou resolver tudo isso
Assim que tiver coragem
E mais nenhum compromisso

segunda-feira, junho 30, 2008

H2omem

Letra: Arnaldo Antunes
Música: Hélder Gonçalves
in: Lustro

A gota caiu na poça
A poça caiu na lagoa
A lagoa caiu no mar
e aqui se fez
a pessoa

a pessoa caiu na outra
a outra caiu na outra
a gota caiu na gota
e o mar se fez
da garoa

Agá dois homem
pra dentro da boca da boca da boca do rio
correndo escorrendo pra dentro do copo vazio
e do copo cheio transbordando, embalando o navio
chovendo, jorrando, enxurrando, enchendo o cantil

Agá dois homem
pra beber e tomar banho
Agá dois homem
pra nadar e fazer sopa
Agá dois homem
pra molhar a plantação

contra a cabeça pedra
contra a cabeça ferro
contra a certeza inquestionável

Agá dois homem
pra lavar a roupa suja
Agá dois homem
pra furar a pedra dura
Agá dois homem
pra chover sobre o sertão

quinta-feira, maio 29, 2008

Sopro do Coração

Letra: Sérgio Godinho
Música: Hélder Gonçalves
in, Lustro, Clã

Sim, o amor é vão
É certo e sabido
Mas então (Porque não)
Porque sopra ao ouvido
O sopro do coração
Se o amor é vão
Mera dor mero gozo
Sorvedouro caprichoso
No sopro do coração
No sopro do coração

Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do
Corpo no turbilhão

Sopra doido
E o que foi do
Corpo alado
Nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas
Raras

Corto em dois limão
Chego o ouvido
Ao frescor
Ao barulho
À acidez do mergulho
No sangue do coração
Pulsar em vão
É bem dele É bem isso
E apesar disso eriça a pele
O sopro do coração
O sopro do coração

Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do
Corpo no turbilhão

Sopra doido
E o que foi do
Corpo alado
Nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas
Raras