(Carlos Tê/ Hélder Gonçalves)
benvindos ao estúdio
onde vai ter lugar
mais uma sessão do concurso do método
mas antes do prelúdio
um breve interlúdio
para a publicidade
caro telespectador não faça zap
porque nós vamos saber
o olho do grande irmão que em sua casa o vigia
toda a noite, todo o dia
e arrisca-se a perder
o direito de concorrer
ao grande concurso do método
e a pergunta é:
qual é o método que usa para consumir?
sonha por catálogo da t.v. shop
ou prefere atendimento personalizado
faça uma frase, uma prosa, um poema
e você, aí em casa, basta um telefonema
e ganha uma viagem ao país dos Iglôs
a Guadalupe, Bermudas e Barbados
à Lapónia, ao Alaska, aos eternos congelados
e ganha ainda a fantástica
máquina de descascar desejos
...e eis a brilhante vencedora
a D. Berta da Amadora!!!
(O Concurso do Método tem o patrocínio dos electrodomésticos GRUNFT. Dirija-se a qualquer loja e adquira já qualquer um dos magníficos electrodomésticos da gama GRUNFT. GRUNFT com GRUNFT porque grunfta melhor. GRUNFT!!)
quando passo numa montra onde tudo é tão bonito
entro logo, faço a compra
vejo logo necessito
eu sinto a falta de tudo
ao que é novo não resisto
só estou bem a consumir e se consumo logo existo
é assim quando consumo
o Visa corre entre carris
sinto-me assim não sei como, a modos que leve e feliz
prazer puro, entusiasmo
dura pouco, vai para o lixo
muito perto do orgasmo
muito além do capricho
(E leva ainda 101 contos para pôr no seu porquinho mealheiro. Mais uma magnífica e inultrapassável oferta das lojas GRUNFT!)
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segunda-feira, maio 05, 2014
quarta-feira, setembro 14, 2011
Pois é
É o caos, é o caos, é a mutação
voltar atrás, pisar, dar um passo em frente
manipular os olhos doutra geração
terá que ser, vai ter que ser, é a evolução
Pois é, não é
olhos abertos a ler a situação
e reclamar, e reclamar um pouco do atenção
ao que de mais humano há na nossa condição
menos cegueira, economia e mais educação
Pois é, não é, pois é, ou yé !
é o caos, é o caos, o futuro a ser
e ninguém sabe o que ele vai, ele vai trazer
a gente quer que o mundo sobre pare se viver
vamos fazer, fazer e acontecer
Pois é, não é, pois é, ou yé !
a gente vê, está a ver passar o filme
o forte tem a força, sem a força do razão
chegou a hora, está na hora da demonstração
ficou errada a teoria da evolução
Pois é, não é, pois é, ou yé !
sexta-feira, janeiro 21, 2011
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Não vás
Ainda não, não sei como te olhar
Provavelmente quero que não vás
Ainda não, não sei o que pensar
É a hora crítica das manhãs
Não, não vás!
Ainda não, não sei o que fazer
A esta hora tudo começou errado
Não não não não não quero saber
As coisas que tens a dizer
Não, não vás!
E o que vais fazer?
E o que vais dizer?
Diz o que vais fazer
e o que vais dizer
Diz o que vais fazer
Vê o que vais dizer
Ainda não é a hora de partir
Lá fora não pára de chover
Fica não é o verbo mal de ouvir
Talvez talvez haja algo a dizer
Não, não vás!
Provavelmente quero que não vás
Ainda não, não sei o que pensar
É a hora crítica das manhãs
Não, não vás!
Ainda não, não sei o que fazer
A esta hora tudo começou errado
Não não não não não quero saber
As coisas que tens a dizer
Não, não vás!
E o que vais fazer?
E o que vais dizer?
Diz o que vais fazer
e o que vais dizer
Diz o que vais fazer
Vê o que vais dizer
Ainda não é a hora de partir
Lá fora não pára de chover
Fica não é o verbo mal de ouvir
Talvez talvez haja algo a dizer
Não, não vás!
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quarta-feira, setembro 02, 2009
Do mesmo Clã
Letra: Luís G. Claro e Hélder Gonçalves
Música: Hélder Gonçalves
nós falamos
os mesmos idiomas
mundos separados
por credos errados
melhor será compor
outra criação
com deuses que toquem
e cantem
NÓS SOMOS DO MESMO CLÃ
nós voltamos
à tribo global
ainda vestidos
pelo bem e pelo mal
vamos pôr de novo
os clãs a dançar
à volta do totem
do sol
NÓS SOMOS DO MESMO CLÃ
govorimo razlicitim
jezicima....jezicima
razdovjeni svetovi
iz istog smo klana.....iz istog smo klana
nós queremos ser citados por uma fonte luminosa
tomar banho nas margens do erro
flutuar na banheira de Arquimedes
meter a ironia do destino na carta para Garcia
e se ele não estiver
esquecê-la num marco histórico
nós queremos curar o calcanhar de Aquiles
atingir o Princípio de Peter pelo lado do poente
subir a Escala de Richter numa gôndola
tocar na buzina de Harpo Marx
soltar a risada de Bugs Bunny
conduzir a locomotiva de Pamplinas em direcção ao futuro
nós queremos a bengala de Charlot
e o passaporte de Fernão Mendes Pinto
comprar cigarros na mesma tabacaria de Fernando Pessoa
fugir numa fuga de Bach
ouvir a voz de Salomão
propôr uma amnistia para o Othelo de Shakespeare
nós queremos saber onde param os violinos de Chopin
nós exigimos saber o porquê do sorriso de Gioconda
e não queremos saber
quem são os dois amores de Marco Polo no oriente
muito menos quem matou Laura Palmer
porque nós não temos medo do SIS
muito menos de Virginia Woolf
Música: Hélder Gonçalves
nós falamos
os mesmos idiomas
mundos separados
por credos errados
melhor será compor
outra criação
com deuses que toquem
e cantem
NÓS SOMOS DO MESMO CLÃ
nós voltamos
à tribo global
ainda vestidos
pelo bem e pelo mal
vamos pôr de novo
os clãs a dançar
à volta do totem
do sol
NÓS SOMOS DO MESMO CLÃ
govorimo razlicitim
jezicima....jezicima
razdovjeni svetovi
iz istog smo klana.....iz istog smo klana
nós queremos ser citados por uma fonte luminosa
tomar banho nas margens do erro
flutuar na banheira de Arquimedes
meter a ironia do destino na carta para Garcia
e se ele não estiver
esquecê-la num marco histórico
nós queremos curar o calcanhar de Aquiles
atingir o Princípio de Peter pelo lado do poente
subir a Escala de Richter numa gôndola
tocar na buzina de Harpo Marx
soltar a risada de Bugs Bunny
conduzir a locomotiva de Pamplinas em direcção ao futuro
nós queremos a bengala de Charlot
e o passaporte de Fernão Mendes Pinto
comprar cigarros na mesma tabacaria de Fernando Pessoa
fugir numa fuga de Bach
ouvir a voz de Salomão
propôr uma amnistia para o Othelo de Shakespeare
nós queremos saber onde param os violinos de Chopin
nós exigimos saber o porquê do sorriso de Gioconda
e não queremos saber
quem são os dois amores de Marco Polo no oriente
muito menos quem matou Laura Palmer
porque nós não temos medo do SIS
muito menos de Virginia Woolf
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quinta-feira, maio 29, 2008
Luso-Qualquer-Coisa
Ser Português
in, LusoQualquerCoisa, Clã
Letra e Música: Hélder Gonçalves
Se pensas que é agora a tua vez, e não vês que és
100 % português, 100% impossível de vencer
o tão dotado, infalível, o mercado estrangeiro
vem de fora - "É verdadeiro!?"
Até o velho 1, 2, 3, 4 passa a ser
one, two, three, four
E depois, não há tempo p'ra aprender
que nem sempre (sem saber) o movimento vem de fora
vem de toda a volta, fura a toda a volta
vem de barco, avião, comboio, imitação
entretanto vai andando, costumado
o povo português, vai perdendo a sua vez
Sê português, encontra a tua vez
Ser português, ser contra a tua vez
E pensas que é agora que a historia vai mudar
o artista Luso-Qualquer Coisa vai dançar
mas mesmo que não caia, vai ser sempre comparado
ainda bem não está parado é um valor acrescentado
Ainda há muito a fazer por esta causa a rever
rever independentemente como pode ser
como pode ser expressa essa nova novidade
de ser português e ter a sua vez
Sê português, encontra a tua vez
Ser português, ser contra a tua vez
Vai haver um sol nascente na Nação, vai haver, vai haver
Se pensas que é agora a tua vez, e não vês que és
100% português, 100% impossível de vencer
o cobiçado infalível, o produto importado
chega e já tem mercado
Até o velho 1, 2, 3, 4 passa a ser, quer ser
one, two, three, four
E depois, ninguém quer saber
que nem sempre o movimento vem de fora
Vai haver um sol nascente na Nação, vai haver, vai haver
quinta-feira, dezembro 27, 2007
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