segunda-feira, setembro 08, 2008
Maçã com bicho
O tempo passa
e lembras com saudade
o saudoso tempo da universidade
foste caloiro
e quintanista
já comes caviar
esquece o alpista
P`ra entrar na universidade
é preciso
prender o humor
na gaiola do riso
ter médias altas
hi-hon, ão-ão
zurrar, ladrar
lamber de quatro o chão
Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
Chamar-se a si mesmo
besta anormal
dá sempre atenuante ao tribunal
é formativo
p`ró estudante
que não quer ser popriamente
um ingnorante
Empurrar fósforos com o nariz
tirar à estupidez a bissectriz
eis causas nobres
estruturantes
eis tradição
sem ser o que era dantes
Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
Não vou usar
mais exemplos concretos
é rastejando
que se ascende aos tectos?
Então vejamos
preto no branco
as cores da razão
porque a praxe eu desanco
Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
Quer eu queira, Quer Não
J.J.Galvão/ Rufi
Ai saudade
Que me desespera
Ansiedade
No meu peito mora
Ai saudade
Sentida e sincera
Diz-me se ainda é verdade
Que pensas em mim
Quem me dera
Não ter a lembrança
Desses tempos
De tanta esperança
Primavera
Com pena suspensa
Diz-me que às vezes ainda
Te lembras de mim
Tenho um encontro marcado
Dentro do meu coração
Talvez me tenha esquecido
Que ele tem sempre razão
Tenho um tesouro escondido
Dentro do meu coração
Tenho lá escrito este fado
Quer eu queira, quer não
Ai saudade
Daquela viela
Na cidade
Da velha aguarela
Ai saudade
Guitarra e viola
Diz-me se ainda é verdade
Que gostas de mim
Quem me dera
Poder ser criança
E sem medo
Cumprir a sentença
Primavera
Da eterna mudança
Diz-me que às vezes ainda
Te lembras de mim
Tenho um encontro marcado
Dentro do meu coração
Talvez me tenha esquecido
Que ele tem sempre razão
Tenho um tesouro escondido
Dentro do meu coração
Tenho lá escrito este fado
Quer eu queira, quer não
Ai saudade
Que me desespera
Ansiedade
No meu peito mora
Ai saudade
Sentida e sincera
Diz-me se ainda é verdade
Que pensas em mim
Quem me dera
Não ter a lembrança
Desses tempos
De tanta esperança
Primavera
Com pena suspensa
Diz-me que às vezes ainda
Te lembras de mim
Tenho um encontro marcado
Dentro do meu coração
Talvez me tenha esquecido
Que ele tem sempre razão
Tenho um tesouro escondido
Dentro do meu coração
Tenho lá escrito este fado
Quer eu queira, quer não
Ai saudade
Daquela viela
Na cidade
Da velha aguarela
Ai saudade
Guitarra e viola
Diz-me se ainda é verdade
Que gostas de mim
Quem me dera
Poder ser criança
E sem medo
Cumprir a sentença
Primavera
Da eterna mudança
Diz-me que às vezes ainda
Te lembras de mim
Tenho um encontro marcado
Dentro do meu coração
Talvez me tenha esquecido
Que ele tem sempre razão
Tenho um tesouro escondido
Dentro do meu coração
Tenho lá escrito este fado
Quer eu queira, quer não
O que fazes tu de mim
Desastrada como eu sou
Eu fiz-me à estrada da vida
Nem um sopro me abalou
Na hora da despedida
Corre por aí o mito
De a vida ser de cetim
Dou o dito por não dito
Quando se trata de mim
Quando se trata de mim
Não adianta ser rico
Se o teu coração for ruim
Bendito seja, bendito
Quem me fez assim, assim
Vim aqui contar a história
De uma aliança fatal
Entre as brumas da memória
E a descrença total
Quero ver os resultados
Mas sem antes semear
Quero que haja trabalho
Mas não quero trabalhar
Mas não quero trabalhar
Não adianta ser rico
Se o teu coração for ruim
Bendito seja, bendito
Quem me fez assim, assim
(Bis)
Ai quem me fez assim, assim
(x4)
Sape-gato lambareiro
Tira a mão do açucareiro
Sape-gato lambuzão
Tira a tua mão
Sape-gato lambareiro
Tira a mão do meu dinheiro
Sape-gato comilão
Tira a tua mão
Gato-sapato, sape-gato até ao fim
Gato-sapato, o que fazes tu de mim
Sape-gato lambareiro
Tira a mão do açucareiro
Sape-gato lambuzão
Tira a tua mão
Sape-gato lambareiro
Tira a mão do meu dinheiro
Sape-gato comilão
Tira a tua mão
Gato-sapato, sape-gato até ao fim
Gato-sapato, fazes tu de mim
Gato-sapato, sape-gato até ao fim
Gato-sapato, o que fazes tu de mim
Não adianta ser rico
Se o teu coração for ruim
Bendito seja, bendito
Quem me fez assim, assim
Eu fiz-me à estrada da vida
Nem um sopro me abalou
Na hora da despedida
Corre por aí o mito
De a vida ser de cetim
Dou o dito por não dito
Quando se trata de mim
Quando se trata de mim
Não adianta ser rico
Se o teu coração for ruim
Bendito seja, bendito
Quem me fez assim, assim
Vim aqui contar a história
De uma aliança fatal
Entre as brumas da memória
E a descrença total
Quero ver os resultados
Mas sem antes semear
Quero que haja trabalho
Mas não quero trabalhar
Mas não quero trabalhar
Não adianta ser rico
Se o teu coração for ruim
Bendito seja, bendito
Quem me fez assim, assim
(Bis)
Ai quem me fez assim, assim
(x4)
Sape-gato lambareiro
Tira a mão do açucareiro
Sape-gato lambuzão
Tira a tua mão
Sape-gato lambareiro
Tira a mão do meu dinheiro
Sape-gato comilão
Tira a tua mão
Gato-sapato, sape-gato até ao fim
Gato-sapato, o que fazes tu de mim
Sape-gato lambareiro
Tira a mão do açucareiro
Sape-gato lambuzão
Tira a tua mão
Sape-gato lambareiro
Tira a mão do meu dinheiro
Sape-gato comilão
Tira a tua mão
Gato-sapato, sape-gato até ao fim
Gato-sapato, fazes tu de mim
Gato-sapato, sape-gato até ao fim
Gato-sapato, o que fazes tu de mim
Não adianta ser rico
Se o teu coração for ruim
Bendito seja, bendito
Quem me fez assim, assim
Pintar a Verdade
J. J. Galvão
Ai se eu pudesse pintar a verdade
De um tom cor-de-rosa ou mesmo de azul
Talvez contasse com mais à vontade
Este rosário de sombras e luz
Ai se eu caísse num sono profundo
Talvez eu pensasse que estava a sonhar
Ai se eu mandasse nas coisas do mundo
Mandava ser tempo de recomeçar
Ai se eu não fosse assim tão fadista
Desvendava o mistério de ter esta dor
Fui alquimista por ouro e amor
Mas jamais consegui transformar o real
Numa flor...
Ao luar, vem-me procurar ao luar
Que eu sou pequenina e não sei andar
Anda ver, anda ver o sol a nascer
E verás que o que for será, tem que ser...
Ai se eu pudesse pintar a verdade
Em tons prateados ou mesmo de azul
Talvez contasse com mais à vontade
Este rosário de sombras e luz
Ai se eu não fosse assim tão fadista
Desvendava o mistério de ter esta dor
Fui alquimista por ouro e amor
Mas jamais consegui transformar o real
Numa flor...
Ao luar, vem-me procurar ao luar
Que eu sou pequenina e não sei andar
Anda ver, anda ver o sol a nascer
E verás que o que for será, tem que ser...
Ao luar, ao luar...
Ai se eu pudesse pintar a verdade
De um tom cor-de-rosa ou mesmo de azul
Talvez contasse com mais à vontade
Este rosário de sombras e luz
Ai se eu caísse num sono profundo
Talvez eu pensasse que estava a sonhar
Ai se eu mandasse nas coisas do mundo
Mandava ser tempo de recomeçar
Ai se eu não fosse assim tão fadista
Desvendava o mistério de ter esta dor
Fui alquimista por ouro e amor
Mas jamais consegui transformar o real
Numa flor...
Ao luar, vem-me procurar ao luar
Que eu sou pequenina e não sei andar
Anda ver, anda ver o sol a nascer
E verás que o que for será, tem que ser...
Ai se eu pudesse pintar a verdade
Em tons prateados ou mesmo de azul
Talvez contasse com mais à vontade
Este rosário de sombras e luz
Ai se eu não fosse assim tão fadista
Desvendava o mistério de ter esta dor
Fui alquimista por ouro e amor
Mas jamais consegui transformar o real
Numa flor...
Ao luar, vem-me procurar ao luar
Que eu sou pequenina e não sei andar
Anda ver, anda ver o sol a nascer
E verás que o que for será, tem que ser...
Ao luar, ao luar...
A minha circunstância
J.J.Galvão/ Rufi
É a minha circunstância
Ser a voz da solidão
Um minuto de silêncio
Ao meu pobre coração
Não lhe digas mais que não
Devagar se vai ao longe
À procura de uma estrela
Devagar que é p'ra hoje
Amanhã a vida é bela
Não me digas mais que não
Deixa-me ser pobre
Deixa-me ser como sou
Deixa-me ser livre
De escolher com quem eu vou
Boa noite meus senhores
Prestem todos atenção
É pesada a penitência
Do meu pobre coração
Não lhe digas mais que não
Deixa-me ser pobre
Deixa-me ser como sou
Deixa-me ser livre
De escolher com quem eu vou
Deixa-me ser pobre
Mas ser nobre no meu pobre coração
Não me digas mais que não, não, não, não
Não me digas mais que não
Não me digas mais que não, não, não, não
Não me digas mais
Não me faças mais promessas
Dessas cheias de ilusão
Não lhe vendas mais quimeras
Ao meu pobre coração
Não me digas mais que não
Deixa-me ser pobre
Deixa-me ser como sou
Deixa-me ser livre
De escolher com quem eu vou
Deixa-me ser pobre
Mas ser nobre no meu pobre coração
É a minha circunstância
Ser a voz da solidão
Um minuto de silêncio
Ao meu pobre coração
Não lhe digas mais que não
Devagar se vai ao longe
À procura de uma estrela
Devagar que é p'ra hoje
Amanhã a vida é bela
Não me digas mais que não
Deixa-me ser pobre
Deixa-me ser como sou
Deixa-me ser livre
De escolher com quem eu vou
Boa noite meus senhores
Prestem todos atenção
É pesada a penitência
Do meu pobre coração
Não lhe digas mais que não
Deixa-me ser pobre
Deixa-me ser como sou
Deixa-me ser livre
De escolher com quem eu vou
Deixa-me ser pobre
Mas ser nobre no meu pobre coração
Não me digas mais que não, não, não, não
Não me digas mais que não
Não me digas mais que não, não, não, não
Não me digas mais
Não me faças mais promessas
Dessas cheias de ilusão
Não lhe vendas mais quimeras
Ao meu pobre coração
Não me digas mais que não
Deixa-me ser pobre
Deixa-me ser como sou
Deixa-me ser livre
De escolher com quem eu vou
Deixa-me ser pobre
Mas ser nobre no meu pobre coração
Festival Internacional de Marionetas (Porto)
Festival Internacional de Marionetas, na Praça D. João I
Entrada Livre
Teremos uma parede de mentira porque tem portas de verdade - que sabem mais abrir do que fechar – e porque uma parede sozinha não fecha, enquadra.
O FIMP vai ter um Hino. Composto por Hélder Gonçalves dos Clã, será executado na Praça D. João I por uma Fanfarra, na primeira convocatória deste FIMP 2008. A Fanfarra levar-nos-á depois pelas ruas da baixa do Porto até ao TeCA. Aí será o espectáculo de abertura: pelo Teatro de Marionetas do Porto. Associamo-nos assim ao Teatro Nacional de S. João na celebração dos vinte anos de criações e actividade desta companhia. As primeiras palmas desta edição são para eles.
Sem bilheteiras, de portas abertas.
Vamos viver na Praça. Venha lá morar connosco.
Mais informações em: http://www.fim.com.pt
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E agora pergunto eu. Será que a exemplo dos aviões, que já há por aí notícias de que querem levar para Lisboa, também vão roubar-nos este evento?! Não... Primeiro, porque é cultura, depois porque é feito por gente do Porto. Só podia!!!
Guilherme Rietsch Monteiro
Código de Barras
Letra: Carlos Tê
Música: Hélder Gonçalves
Deixa que o silêncio faça parte de nós
deixa que o silêncio
seja parte de nós
funda e indizível
porque não estamos sós
apenas a só
e até se dispensa a voz
deixa que ele seja
um espelho fiel
do que sinto por ti
basta um gesto de mão
só um olhar
p'ra mostrar a paixão
e se eu te mentir alguma vez
é porque nos lançam amarras
é para iludir o video oculto
que nos segue lá do alto
e nos traduz em barras
num código de barras
num código de barras
assim nem eu nem tu
teremos um amor captável
pelo serviço secreto
será indetectável
jamais será cifrável
ao abrirmos a boca
será como o previsto
e até a felicidade
será a que anunciam
na publicidade
e se eu te mentir alguma vez
é porque nos lançam amarras
é para iludir o video oculto
que nos segue lá do alto
e nos traduz em barras
num código de barras
num código de barras
Música: Hélder Gonçalves
Deixa que o silêncio faça parte de nós
deixa que o silêncio
seja parte de nós
funda e indizível
porque não estamos sós
apenas a só
e até se dispensa a voz
deixa que ele seja
um espelho fiel
do que sinto por ti
basta um gesto de mão
só um olhar
p'ra mostrar a paixão
e se eu te mentir alguma vez
é porque nos lançam amarras
é para iludir o video oculto
que nos segue lá do alto
e nos traduz em barras
num código de barras
num código de barras
assim nem eu nem tu
teremos um amor captável
pelo serviço secreto
será indetectável
jamais será cifrável
ao abrirmos a boca
será como o previsto
e até a felicidade
será a que anunciam
na publicidade
e se eu te mentir alguma vez
é porque nos lançam amarras
é para iludir o video oculto
que nos segue lá do alto
e nos traduz em barras
num código de barras
num código de barras
Povo americano, eis a votação do júri de Castelo Branco
Ricardo Araújo Pereira in Visão
De quatro em quatro anos, os analistas portugueses discutem as eleições americanas e, como é óbvio, influenciam decisivamente o seu resultado. Nenhum sociólogo responsável deixou de registar, aqui há tempos, a célebre crónica de Luís Delgado, intitulada Eu voto Bush, e a responsabilidade que essa corajosa declaração de voto teve na vitória do actual presidente. Menos bem sucedida, mas igualmente ousada, foi, há quatro anos, a iniciativa do vespertino A Capital. O jornal, entretanto extinto (e ninguém me convence de que a sua extinção não teve mãozinha da CIA), anunciou que iria adoptar uma linha editorial que defendia a derrota de George W. Bush. Hoje, sou eu que me encontro na posição de comunicar aos americanos a minha intenção de voto. É uma honra, tanto para mim como para eles.
A verdade é que não tenho intenção de votar em ninguém. Já encontro sérias dificuldades para decidir em quem votar no meu próprio país, quanto mais nos outros. Além disso, ao contrário da generalidade das pessoas de esquerda, eu não quero que Barack Obama ganhe as eleições. Quero que Barack Obama seja Presidente – o que não é bem a mesma coisa, como Al Gore bem sabe.
Em todo o caso, não ficarei especialmente abalado se Obama não for Presidente. Creio que sou imune ao efeito que a política americana produz nos portugueses. Se os democratas ganharem as eleições, os portugueses de direita que agora odeiam Obama vão acabar por lhe dedicar o amor que qualquer Presidente dos EUA lhes merece, e os portugueses de esquerda que agora o apoiam acabarão por desprezar o chefe dos imperialistas assim que ele jurar a Constituição. Pelo sim, pelo não, eu vou mantendo uma coerente indiferença perante todos os candidatos. É uma atitude que os magoa, nota-se, mas eu sou mesmo assim.
Por outro lado, embora preferisse a vitória de Obama, não deixo de reconhecer que a campanha de McCain me parece mais interessante. O candidato republicano conheceu a senhora que escolheu para vice-Presidente há apenas seis meses, e só esteve com ela uma vez antes de a anunciar como sua companheira na corrida à Casa Branca. É uma espécie de vice-presidência à primeira vista, o que acaba por ser enternecedor. Além disso, Sarah Palin tem 44 anos e foi primeira dama de honor no concurso de Miss Alaska de 1984. Ora, escolher uma mulher quase 30 anos mais nova que já foi modelo não é política: é crise de meia-idade. Qualquer homem que sabe o que isso é não pode deixar de simpatizar com McCain.
Além disso, a candidatura dos republicanos tem capacidade para fazer história. É certo que Obama pode ser o primeiro Presidente negro, mas Palin pode ser a primeira mulher. Reparem: McCain tem 72 anos. Segundo o World Fact Book, editado pela CIA, a esperança de vida média de um americano é de 75 anos. Há, por isso, uma forte hipótese de Sarah Palin vir a ser Presidente dentro de três anos. Enquanto os democratas propõem Obama e Biden para a presidência em 2008, os republicanos apontam McCain para 2008 e Palin para 2011. Oferecem dois presidentes em vez de um. Pode ser um bom negócio.
De quatro em quatro anos, os analistas portugueses discutem as eleições americanas e, como é óbvio, influenciam decisivamente o seu resultado. Nenhum sociólogo responsável deixou de registar, aqui há tempos, a célebre crónica de Luís Delgado, intitulada Eu voto Bush, e a responsabilidade que essa corajosa declaração de voto teve na vitória do actual presidente. Menos bem sucedida, mas igualmente ousada, foi, há quatro anos, a iniciativa do vespertino A Capital. O jornal, entretanto extinto (e ninguém me convence de que a sua extinção não teve mãozinha da CIA), anunciou que iria adoptar uma linha editorial que defendia a derrota de George W. Bush. Hoje, sou eu que me encontro na posição de comunicar aos americanos a minha intenção de voto. É uma honra, tanto para mim como para eles.
A verdade é que não tenho intenção de votar em ninguém. Já encontro sérias dificuldades para decidir em quem votar no meu próprio país, quanto mais nos outros. Além disso, ao contrário da generalidade das pessoas de esquerda, eu não quero que Barack Obama ganhe as eleições. Quero que Barack Obama seja Presidente – o que não é bem a mesma coisa, como Al Gore bem sabe.
Em todo o caso, não ficarei especialmente abalado se Obama não for Presidente. Creio que sou imune ao efeito que a política americana produz nos portugueses. Se os democratas ganharem as eleições, os portugueses de direita que agora odeiam Obama vão acabar por lhe dedicar o amor que qualquer Presidente dos EUA lhes merece, e os portugueses de esquerda que agora o apoiam acabarão por desprezar o chefe dos imperialistas assim que ele jurar a Constituição. Pelo sim, pelo não, eu vou mantendo uma coerente indiferença perante todos os candidatos. É uma atitude que os magoa, nota-se, mas eu sou mesmo assim.
Por outro lado, embora preferisse a vitória de Obama, não deixo de reconhecer que a campanha de McCain me parece mais interessante. O candidato republicano conheceu a senhora que escolheu para vice-Presidente há apenas seis meses, e só esteve com ela uma vez antes de a anunciar como sua companheira na corrida à Casa Branca. É uma espécie de vice-presidência à primeira vista, o que acaba por ser enternecedor. Além disso, Sarah Palin tem 44 anos e foi primeira dama de honor no concurso de Miss Alaska de 1984. Ora, escolher uma mulher quase 30 anos mais nova que já foi modelo não é política: é crise de meia-idade. Qualquer homem que sabe o que isso é não pode deixar de simpatizar com McCain.
Além disso, a candidatura dos republicanos tem capacidade para fazer história. É certo que Obama pode ser o primeiro Presidente negro, mas Palin pode ser a primeira mulher. Reparem: McCain tem 72 anos. Segundo o World Fact Book, editado pela CIA, a esperança de vida média de um americano é de 75 anos. Há, por isso, uma forte hipótese de Sarah Palin vir a ser Presidente dentro de três anos. Enquanto os democratas propõem Obama e Biden para a presidência em 2008, os republicanos apontam McCain para 2008 e Palin para 2011. Oferecem dois presidentes em vez de um. Pode ser um bom negócio.
sexta-feira, setembro 05, 2008
Jim Morrison disse:
"Loucos são aqueles que com toda a sua inteligência não compreendem as minhas loucuras"
A muda
(...)
Ninguém ousa, por exemplo, criticar o pensamento político da presidente do PSD. Por uma razão extremamente simples: ninguém sabe qual é. Quando recusa participar em eventos nos quais há o perigo de ter de o revelar, Ferreira Leite está a preservar um trunfo inestimável para as próximas eleições legislativas. O povo ganhou uma certa aversão ao discurso político. É muito provável que esteja disposto a votar numa muda. Quase aposto que o tempo de antena do PSD vai ser feito com recurso ao jogo Pictionary. A Manuela desenha e o povo, em casa, tenta adivinhar o que ela propõe.
(...)
Ricardo Araújo Pereira in Visão
Um dia na vida de um português em Agosto de 2008
Ricardo Araújo Pereira in Visão
8h30 – José Silva acorda e constata que a sua casa foi assaltada durante a noite. Espreguiça-se. Toma banho tentando poupar a água, toma o pequeno-almoço tentando poupar o leite e põe-se a caminho do emprego tentando poupar os sapatos.
9h00 – Empurra o carro até à bomba de gasolina e é assaltado duas vezes: a primeira pela gasolineira, que voltou a aumentar os preços do combustível; a segunda por criminosos armados, que lhe levam o pouco que ainda restava na carteira. Boceja. Conclui que prefere os segundos assaltantes, na medida em que roubam menos e com menor frequência. Nota que, apesar disso, a polícia não faz qualquer esforço para apanhar os primeiros.
10h00 – Já na estrada, é vítima de carjacking. Encolhe os ombros. Prossegue a pé.
10h05 – Um gang tenta assaltá-lo. Explica que ficou sem a carteira num assalto anterior.
10h10 – Outro gang tenta assaltá-lo. Fornece a mesma explicação. Os membros do gang colam-lhe um autocolante na lapela para que futuros meliantes saibam que já foi assaltado nesse dia e evitem perder tempo com ele. Recomendam-lhe que retire o autocolante assim que voltar a transportar valores.
11h30 – Vai ao banco levantar dinheiro.
11h32 – Criminosos armados irrompem no banco. Clientes e funcionários formam calmamente uma fila e tiram senhas para serem assaltados por ordem.
11h35 – O criminalista Moita Flores irrompe no banco e começa a comentar o assalto junto de um grupo de clientes. Tece várias considerações sobre um novo tipo de criminalidade violenta que parece estar a aumentar no nosso país, aponta as limitações da polícia e sublinha as incongruências do novo código de processo penal. Alguns clientes oferecem-se para serem sequestrados, caso os assaltantes lhes garantam que os levam para longe do criminalista Moita Flores.
11h45 – O criminalista Moita Flores interpela os assaltantes e comunica-lhes que o método que escolheram para levar a cabo o assalto não é o melhor, criticando sobretudo a não utilização de luvas e tecendo alguns reparos ao plano de fuga, que considera extremamente frágil.
11h46 – Um dos assaltantes dispara duas vezes sobre a perna do criminalista Moita Flores.
11h47 – Clientes e funcionários do banco homenageiam os assaltantes com um forte aplauso.
17h30 – Depois de várias horas de sequestro, o assalto termina. A polícia detém os criminosos, resgata os reféns e amordaça o criminalista Moita Flores, para que vá receber assistência hospitalar.
18h00 – Por sorte, mal acaba de sair do banco, José Silva encontra o seu carro abandonado na berma da estrada. Entra
no veículo e dirige-se para casa.
18h05 – É detido pela polícia por se encontrar a conduzir um carro que foi usado em diversos crimes.
20h00 – É identificado e preso. Na cela, verifica que o relato da sua vida é extraordinariamente demagógico e conclui que toda a sua existência podia ter sido inventada por Paulo Portas. Chora.
8h30 – José Silva acorda e constata que a sua casa foi assaltada durante a noite. Espreguiça-se. Toma banho tentando poupar a água, toma o pequeno-almoço tentando poupar o leite e põe-se a caminho do emprego tentando poupar os sapatos.
9h00 – Empurra o carro até à bomba de gasolina e é assaltado duas vezes: a primeira pela gasolineira, que voltou a aumentar os preços do combustível; a segunda por criminosos armados, que lhe levam o pouco que ainda restava na carteira. Boceja. Conclui que prefere os segundos assaltantes, na medida em que roubam menos e com menor frequência. Nota que, apesar disso, a polícia não faz qualquer esforço para apanhar os primeiros.
10h00 – Já na estrada, é vítima de carjacking. Encolhe os ombros. Prossegue a pé.
10h05 – Um gang tenta assaltá-lo. Explica que ficou sem a carteira num assalto anterior.
10h10 – Outro gang tenta assaltá-lo. Fornece a mesma explicação. Os membros do gang colam-lhe um autocolante na lapela para que futuros meliantes saibam que já foi assaltado nesse dia e evitem perder tempo com ele. Recomendam-lhe que retire o autocolante assim que voltar a transportar valores.
11h30 – Vai ao banco levantar dinheiro.
11h32 – Criminosos armados irrompem no banco. Clientes e funcionários formam calmamente uma fila e tiram senhas para serem assaltados por ordem.
11h35 – O criminalista Moita Flores irrompe no banco e começa a comentar o assalto junto de um grupo de clientes. Tece várias considerações sobre um novo tipo de criminalidade violenta que parece estar a aumentar no nosso país, aponta as limitações da polícia e sublinha as incongruências do novo código de processo penal. Alguns clientes oferecem-se para serem sequestrados, caso os assaltantes lhes garantam que os levam para longe do criminalista Moita Flores.
11h45 – O criminalista Moita Flores interpela os assaltantes e comunica-lhes que o método que escolheram para levar a cabo o assalto não é o melhor, criticando sobretudo a não utilização de luvas e tecendo alguns reparos ao plano de fuga, que considera extremamente frágil.
11h46 – Um dos assaltantes dispara duas vezes sobre a perna do criminalista Moita Flores.
11h47 – Clientes e funcionários do banco homenageiam os assaltantes com um forte aplauso.
17h30 – Depois de várias horas de sequestro, o assalto termina. A polícia detém os criminosos, resgata os reféns e amordaça o criminalista Moita Flores, para que vá receber assistência hospitalar.
18h00 – Por sorte, mal acaba de sair do banco, José Silva encontra o seu carro abandonado na berma da estrada. Entra
no veículo e dirige-se para casa.
18h05 – É detido pela polícia por se encontrar a conduzir um carro que foi usado em diversos crimes.
20h00 – É identificado e preso. Na cela, verifica que o relato da sua vida é extraordinariamente demagógico e conclui que toda a sua existência podia ter sido inventada por Paulo Portas. Chora.
Obviamente, demita-se!
Mário Crespo in JN
O PSD encontrou a solução política que poria fim imediato à insegurança, acabaria com os assaltos às bombas de gasolina, com o carjacking, com os conflitos armados nos bairros sociais, enfim com a desordem. Demitia-se o ministro da Administração Interna. Já! O da Justiça pode ficar, embora a instrução dos processos em que criminosos são soltos por leis absurdas e polícias retidos em interrogatórios tenham tudo a ver com os absurdos dos códigos penal e do processo penal engendrados em regime de pactos de bloco central, onde o PSD tem, também, a sua grande quota de responsabilidade.
Não interessa tão-pouco lembrar o superdesastre dos anos 90 quando, por supostas razões de eficiência de custos e meios, se reduziu o número de esquadras e se criaram as superesquadras de Dias Loureiro e Cavaco Silva, num governo em que Manuela Ferreira Leite participou. E tudo isto são pormenores do grande disparate governativo que têm um contributo directo na terrível situação a que chegamos, e que o PSD nesta encarnação acha que se resolve demitindo ministros.
A meio da crise. Neste caso, querem que seja Rui Pereira, apesar de ser sob a sua direcção que a Polícia tem tido mais eficácia e menos ambiguidade na gestão dos mais perigosos episódios na história do crime em Portugal.
Depois do ensurdecedor silêncio sobre a vida pública em Portugal, ao fim de três meses de retiro o novo PSD não tem nem propostas concretas, nem aplausos de solidariedade para o que tenha sido bem conduzido, nem críticas ao que de mal esteja a ser feito. Do actual PSD vêm apenas dois registos. O silêncio do vazio de ideias e, agora, esta "exigência" de demissão, que por si só é manifestamente um eco da falta de qualquer outra proposta política séria. Como a própria Manuela Ferreira Leite disse no inconclusivo artigo que recentemente escreveu "a segurança interna é uma função da exclusiva competência do Estado e sobre a qual só se têm ouvido responsáveis intermédios". Presumo que estivesse a fazer a sua autocrítica depois de ter falhado um pronunciamento sobre o modo como o Governo actuou no sequestro do BES quando o PSD estava de férias e não as interrompeu. Se a insegurança no país preocupa a dr.ª. Manuela Ferreira Leite então devia ter vindo já há bastante tempo dar uma palavra de serenidade ao país. Uma palavra que teria tido todo o eco nacional que o PSD quisesse se, por exemplo, tivesse sido dita no comício do Pontal, que preferiu ignorar com os seus esfíngicos silêncios, que os indefectíveis defendem como obras-primas de "estratégia". Aí poderia ter dito, por exemplo, que uma política de segurança nacional tem de ser isso. Nacional. Não pode ser objecto de guerrilhas partidárias, com tiros de pólvora seca a pedir demissões sem mais propostas. A política de segurança nesta crise tem de ser desinibidamente consensual, sem soluções pronto-a-vestir para problemas de extrema gravidade. Um desses seus incondicionais apoiantes, Vasco Graça Moura, escreve no "Diário de Notícias" que "toda a gente sabe que o Pontal não tem hoje importância nenhuma". O dr. Graça Moura tem razão, como sempre. Só que a sua verdade é ainda mais ampla desta vez. De facto, toda a gente sabe que o PSD hoje não tem importância nenhuma.
O PSD encontrou a solução política que poria fim imediato à insegurança, acabaria com os assaltos às bombas de gasolina, com o carjacking, com os conflitos armados nos bairros sociais, enfim com a desordem. Demitia-se o ministro da Administração Interna. Já! O da Justiça pode ficar, embora a instrução dos processos em que criminosos são soltos por leis absurdas e polícias retidos em interrogatórios tenham tudo a ver com os absurdos dos códigos penal e do processo penal engendrados em regime de pactos de bloco central, onde o PSD tem, também, a sua grande quota de responsabilidade.
Não interessa tão-pouco lembrar o superdesastre dos anos 90 quando, por supostas razões de eficiência de custos e meios, se reduziu o número de esquadras e se criaram as superesquadras de Dias Loureiro e Cavaco Silva, num governo em que Manuela Ferreira Leite participou. E tudo isto são pormenores do grande disparate governativo que têm um contributo directo na terrível situação a que chegamos, e que o PSD nesta encarnação acha que se resolve demitindo ministros.
A meio da crise. Neste caso, querem que seja Rui Pereira, apesar de ser sob a sua direcção que a Polícia tem tido mais eficácia e menos ambiguidade na gestão dos mais perigosos episódios na história do crime em Portugal.
Depois do ensurdecedor silêncio sobre a vida pública em Portugal, ao fim de três meses de retiro o novo PSD não tem nem propostas concretas, nem aplausos de solidariedade para o que tenha sido bem conduzido, nem críticas ao que de mal esteja a ser feito. Do actual PSD vêm apenas dois registos. O silêncio do vazio de ideias e, agora, esta "exigência" de demissão, que por si só é manifestamente um eco da falta de qualquer outra proposta política séria. Como a própria Manuela Ferreira Leite disse no inconclusivo artigo que recentemente escreveu "a segurança interna é uma função da exclusiva competência do Estado e sobre a qual só se têm ouvido responsáveis intermédios". Presumo que estivesse a fazer a sua autocrítica depois de ter falhado um pronunciamento sobre o modo como o Governo actuou no sequestro do BES quando o PSD estava de férias e não as interrompeu. Se a insegurança no país preocupa a dr.ª. Manuela Ferreira Leite então devia ter vindo já há bastante tempo dar uma palavra de serenidade ao país. Uma palavra que teria tido todo o eco nacional que o PSD quisesse se, por exemplo, tivesse sido dita no comício do Pontal, que preferiu ignorar com os seus esfíngicos silêncios, que os indefectíveis defendem como obras-primas de "estratégia". Aí poderia ter dito, por exemplo, que uma política de segurança nacional tem de ser isso. Nacional. Não pode ser objecto de guerrilhas partidárias, com tiros de pólvora seca a pedir demissões sem mais propostas. A política de segurança nesta crise tem de ser desinibidamente consensual, sem soluções pronto-a-vestir para problemas de extrema gravidade. Um desses seus incondicionais apoiantes, Vasco Graça Moura, escreve no "Diário de Notícias" que "toda a gente sabe que o Pontal não tem hoje importância nenhuma". O dr. Graça Moura tem razão, como sempre. Só que a sua verdade é ainda mais ampla desta vez. De facto, toda a gente sabe que o PSD hoje não tem importância nenhuma.
Os suspeitos do costume
Manuel António Pina in JN
Segundo números da ONU, Portugal, com um total de 464 878 polícias por mil habitantes, é o 2.º país mais policiado da UE (aqui ao lado, a Espanha tem, por exemplo, 2,86).
Surfando eleitoralmente sobre a "onda de criminalidade" que este mês se abateu sobre jornais e TV, Portas exige agora, além de mais quatro mil polícias, a instalação de videovigilância em "bairros problemáticos". Ora, apesar de aparentemente ter aumentado este ano, a criminalidade em Portugal está aos níveis de 2006, pois em 2007 baixara cerca de 10%. E isso sem mais polícias (embora com outro Código de Processo Penal). Não parece, pois, que seja com mais polícias que o "problema da criminalidade" se resolve. Já a videovigilância em locais "problemáticos" pode ser boa solução. E não apenas em bairros sociais. Porque não também em urbanizações de luxo? E em restaurantes onde se realizem "jantares de negócios"? E em serviços de urbanização camarários? E em gabinetes ministeriais "problemáticos" onde se façam leis sobre casinos, se tomem decisões sobre sobreiros e submarinos ou alegadamente se fotocopiem documentos secretos?
Segundo números da ONU, Portugal, com um total de 464 878 polícias por mil habitantes, é o 2.º país mais policiado da UE (aqui ao lado, a Espanha tem, por exemplo, 2,86).
Surfando eleitoralmente sobre a "onda de criminalidade" que este mês se abateu sobre jornais e TV, Portas exige agora, além de mais quatro mil polícias, a instalação de videovigilância em "bairros problemáticos". Ora, apesar de aparentemente ter aumentado este ano, a criminalidade em Portugal está aos níveis de 2006, pois em 2007 baixara cerca de 10%. E isso sem mais polícias (embora com outro Código de Processo Penal). Não parece, pois, que seja com mais polícias que o "problema da criminalidade" se resolve. Já a videovigilância em locais "problemáticos" pode ser boa solução. E não apenas em bairros sociais. Porque não também em urbanizações de luxo? E em restaurantes onde se realizem "jantares de negócios"? E em serviços de urbanização camarários? E em gabinetes ministeriais "problemáticos" onde se façam leis sobre casinos, se tomem decisões sobre sobreiros e submarinos ou alegadamente se fotocopiem documentos secretos?
Tudo bons rapazes
Manuel António Pina in JN
Finalmente alguém se lembrou de que não há rapazes maus e que a resposta à "onda de criminalidade" que por aí anda é falar ao coração dos assaltantes e apelar ao seu civismo. A ideia foi de Augusto Cymbrom, presidente da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC).
À saída, ontem, de uma reunião no MAI sobre a segurança das bombas de gasolina, vinha tão decepcionado e descrente do Governo que achou que era altura de experimentar a sua própria solução e, apelando à boa índole dos assaltantes, lembrou-lhes que "não compensa assaltar bombas de gasolina" e que devem meter a mão na consciência e pensar que, ao fazerem assaltos, "além de prejudicarem a empresa detentora do posto, estão a pôr em causa postos de trabalho". Por fim, deixou-lhes um bom conselho: "Deixem de assaltar e vão trabalhar, que é melhor". Trata-se de uma táctica (alertar para riscos de encerramento de postos de trabalho) que tem dado excelentes resultados às empresas na Concertação Social e nos assaltos anuais dos sindicatos por melhores condições salariais. Pode ser que também funcione com encapuzados.
Finalmente alguém se lembrou de que não há rapazes maus e que a resposta à "onda de criminalidade" que por aí anda é falar ao coração dos assaltantes e apelar ao seu civismo. A ideia foi de Augusto Cymbrom, presidente da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC).
À saída, ontem, de uma reunião no MAI sobre a segurança das bombas de gasolina, vinha tão decepcionado e descrente do Governo que achou que era altura de experimentar a sua própria solução e, apelando à boa índole dos assaltantes, lembrou-lhes que "não compensa assaltar bombas de gasolina" e que devem meter a mão na consciência e pensar que, ao fazerem assaltos, "além de prejudicarem a empresa detentora do posto, estão a pôr em causa postos de trabalho". Por fim, deixou-lhes um bom conselho: "Deixem de assaltar e vão trabalhar, que é melhor". Trata-se de uma táctica (alertar para riscos de encerramento de postos de trabalho) que tem dado excelentes resultados às empresas na Concertação Social e nos assaltos anuais dos sindicatos por melhores condições salariais. Pode ser que também funcione com encapuzados.
terça-feira, setembro 02, 2008
Vai na volta...
Vai na volta... sou campeão olímpico e não sei!!!
Com tanto fingimento em Pequim (fogo de artifício encenado, menina a cantar em playback, a Orquestra Sinfónica de Sidney, afinal fingiu tocar o que tinha sido pré-gravado pela Orquestra Sinfónica de Melbourne em estúdio...), vai na volta o salto do Nelson Évora também foi pré-gravado e sou eu o detentor do salto, não?! ;-)
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