Mostrar mensagens com a etiqueta J. J. Galvão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta J. J. Galvão. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, setembro 08, 2008

Quer eu queira, Quer Não

J.J.Galvão/ Rufi

Ai saudade
Que me desespera
Ansiedade
No meu peito mora
Ai saudade
Sentida e sincera
Diz-me se ainda é verdade
Que pensas em mim

Quem me dera
Não ter a lembrança
Desses tempos
De tanta esperança
Primavera
Com pena suspensa
Diz-me que às vezes ainda
Te lembras de mim

Tenho um encontro marcado
Dentro do meu coração
Talvez me tenha esquecido
Que ele tem sempre razão
Tenho um tesouro escondido
Dentro do meu coração
Tenho lá escrito este fado
Quer eu queira, quer não

Ai saudade
Daquela viela
Na cidade
Da velha aguarela
Ai saudade
Guitarra e viola
Diz-me se ainda é verdade
Que gostas de mim

Quem me dera
Poder ser criança
E sem medo
Cumprir a sentença
Primavera
Da eterna mudança
Diz-me que às vezes ainda
Te lembras de mim

Tenho um encontro marcado
Dentro do meu coração
Talvez me tenha esquecido
Que ele tem sempre razão
Tenho um tesouro escondido
Dentro do meu coração
Tenho lá escrito este fado
Quer eu queira, quer não

Pintar a Verdade

J. J. Galvão

Ai se eu pudesse pintar a verdade
De um tom cor-de-rosa ou mesmo de azul
Talvez contasse com mais à vontade
Este rosário de sombras e luz

Ai se eu caísse num sono profundo
Talvez eu pensasse que estava a sonhar
Ai se eu mandasse nas coisas do mundo
Mandava ser tempo de recomeçar

Ai se eu não fosse assim tão fadista
Desvendava o mistério de ter esta dor
Fui alquimista por ouro e amor
Mas jamais consegui transformar o real
Numa flor...

Ao luar, vem-me procurar ao luar
Que eu sou pequenina e não sei andar
Anda ver, anda ver o sol a nascer
E verás que o que for será, tem que ser...

Ai se eu pudesse pintar a verdade
Em tons prateados ou mesmo de azul
Talvez contasse com mais à vontade
Este rosário de sombras e luz

Ai se eu não fosse assim tão fadista
Desvendava o mistério de ter esta dor
Fui alquimista por ouro e amor
Mas jamais consegui transformar o real
Numa flor...

Ao luar, vem-me procurar ao luar
Que eu sou pequenina e não sei andar
Anda ver, anda ver o sol a nascer
E verás que o que for será, tem que ser...
Ao luar, ao luar...

A minha circunstância

J.J.Galvão/ Rufi

É a minha circunstância
Ser a voz da solidão
Um minuto de silêncio
Ao meu pobre coração
Não lhe digas mais que não

Devagar se vai ao longe
À procura de uma estrela
Devagar que é p'ra hoje
Amanhã a vida é bela
Não me digas mais que não

Deixa-me ser pobre
Deixa-me ser como sou
Deixa-me ser livre
De escolher com quem eu vou

Boa noite meus senhores
Prestem todos atenção
É pesada a penitência
Do meu pobre coração
Não lhe digas mais que não

Deixa-me ser pobre
Deixa-me ser como sou
Deixa-me ser livre
De escolher com quem eu vou
Deixa-me ser pobre
Mas ser nobre no meu pobre coração

Não me digas mais que não, não, não, não
Não me digas mais que não
Não me digas mais que não, não, não, não
Não me digas mais

Não me faças mais promessas
Dessas cheias de ilusão
Não lhe vendas mais quimeras
Ao meu pobre coração
Não me digas mais que não

Deixa-me ser pobre
Deixa-me ser como sou
Deixa-me ser livre
De escolher com quem eu vou
Deixa-me ser pobre
Mas ser nobre no meu pobre coração