(Nuno Prata / Hélder Gonçalves)
Como se,
por fim, soubesse
aquilo que do amor se faz — mas
não sei bem.
Nunca sei,
visto que
vagueio em vão, só
no descrer
me demoro —
e se tu
fores meu chão?
Pois, tu
és o que me dás aos dias;
és o que cresceu em mim —
e ando eu tão perdida,
a ver
se sim…
Se o que sou
se confunde com o
que não dou,
quem vai ser capaz de
querer do amor
solução? Tu.
Tu,
naquilo que dás aos dias,
na soma do que és em mim
com o que me traz perdida —
a ver
se sim.
Mostrar mensagens com a etiqueta Nuno Prata. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nuno Prata. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, abril 23, 2014
quinta-feira, abril 03, 2014
Um dia não são dias não
Como que morto para o mundo
Expiro num sono profundo
Enterrado no colchão
Quando a minha mulher me chama
E me faz saltar da cama
Pergunta "sabes que horas são?
É que eu já estou atrasada
E a bebé está acordada
A precisar de atenção".
Mudo a fralda à bebé ainda a dormir a pé
A tactear na escuridão
Tento combinar-lhe a roupa
Antes de lhe dar a sopa - é essa a indicação
Entrego a bebé à avó
Para conseguir ficar só
Enquanto elas vão dar a volta ao quarteirão
Aproveito assim que posso
Para aquecer o meu almoço
Um resto de arroz de feijão
Que vou comer para o sofá
A amaldiçoar a manhã e o amanhã
Deitado em frente à televisão
Diz-se um dia não são dias,
Mas às vezes é esta a frustração:
A de saber que quando são,
um dia não são dias não.
Passo o dia em pijama
Pronto para voltar para a cama,
A curtir a depressão
Tenho um emprego precário,
Um part-time temporário,
Um biscate que arranjei no fim do verão
Mas hoje é o meu dia de folga:
É o dia que mais me empolga,
É uma verdadeira vocação.
Também já fui avisado
QUe no fim do mês vou ser dispensado - a crise é a justificação.
Então, em vez de proletário a fingir
Volto a ser o que sempre fui:
Um burguês falido.
Volto a ser o meu próprio patrão,
A magicar o dia inteiro
Mil maneiras de conseguir ter dinheiro
Sem cravar a mulher, a mãe e o irmão.
Diz-se um dia não são dias,
Mas às vezes é esta a frustração:
A de saber que quando são,
um dia não são dias não.
segunda-feira, outubro 29, 2012
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
É, agora é que eu preciso
Depois não vai valer a pena
Esse teu sorriso
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
É, agora é que eu preciso
Depois vai dar-me pena
Esse teu sorriso
Sem aviso
Que é agora é que eu preciso
Sem aviso
Supostamente
Sem aviso
E não quando mais tarde eu vir falar
Daquilo que eu já consigo
Não venhas ter comigo
Ei, não venhas ter comigo
Ganhaste um inimigo
Perto de mim corres perigo
Corres o risco de vir a saber
A que sabe o sangue no sorriso
Eu pouco mudei
Pelo que sei, pelo que me conheço
Infelizmente errei
Remediado
Ando ocupado
Paguei esse preço
De ti já nem sei
Se estou curado
Ninguém me deu o teu novo endereço
Passou a passado
Já passa ao lado
Já só persigo
aquilo que eu mereço
E a ti
Nada te peço
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
É, agora é que eu preciso
Depois não vai valer a pena
Esse teu sorriso
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
É, agora é que eu preciso
Depois vai dar-me pena
Esse teu sorriso
Sem aviso
Que é agora é que eu preciso
Sem aviso
Supostamente
Sem aviso
E não quando mais tarde eu vir falar
Daquilo que eu já consigo
Não venhas ter comigo
Ei, não venhas ter comigo
Ganhaste um inimigo
Perto de mim corres perigo
Corres o risco de vir a saber
A que sabe o sangue no sorriso
Eu pouco mudei
Pelo que sei, pelo que me conheço
Infelizmente errei
Remediado
Ando ocupado
Paguei esse preço
De ti já nem sei
Se estou curado
Ninguém me deu o teu novo endereço
Passou a passado
Já passa ao lado
Já só persigo
aquilo que eu mereço
E a ti
Nada te peço
quinta-feira, março 29, 2012
Vamos andando (só temo pelos outros)
Vamos levando, vamos aprendendo.
Vamos passando os dias sendo.
Vamos registando e esquecendo:
vamos perdoando, vamos crescendo.
Vamo-nos abraçando, vamos ficando
ternos irascíveis. Eu bem percebo.
Queremos o mesmo - não desfazendo.
Levamos avanço, ainda é cedo.
Só temo pelos que os outros vão sendo.
Vamos decifrando um pouco de tudo
do de tudo um pouco que nos vão dizendo,
porque cremos que todos temos bom fundo
e é isso que ainda nos vai entretendo.
Assumimos: estamos sempre um pouco àquem;
e, para conservarmos nossa sanidade,
constantemente incutimos a culpa a alguém…
Não vejo nisso motivos pra tanto alarde.
Só temo pelo que os outros vão sendo.
Somos patéticos quando simpáticos,
somos estúpidos e problemáticos.
Acabamos casmurros, e o que é fantástico
é que complicando tudo às vezes somos práticos.
Vamos andando, deixemo-nos ir.
Há futuro enquanto conseguirmos rir;
e tudo o que hoje fizermos de errado
incontornavelmente torna-se passado.
Só temo pelo que os outros vão ver.
Só temo pelo que os outros vão ter.
quarta-feira, março 28, 2012
Alegremente Cantando e Rindo Vamos
Vamos cantando e rindo, alegremente.
Constatamos: borramos o mindinho.
É insignificante o preço para que nos aprovem o caminho.
Vamos cantando e rindo. Alegremente
deixando que a merda nos chegue ao umbigo.
Não há perigo, não há perigo — estão aqui muitos comigo.
Vamos cantando e rindo, e eu acho isso lindo.
Vamos cantando e rindo, e eu acho isso tão lindo.
Vamos cantando e rindo. Alegremente
deixando que a merda nos chegue aos ouvidos.
E é impressionante… Como é que eu ainda respiro?
Vamos cantando e rindo. Alegremente
enterrados na merda que nos impingem.
É o nosso destino. Não se contraria o destino…
Vamos cantando e rindo, e eu acho isso lindo.
Vamos cantando e rindo, e eu acho isso tão lindo.
E ainda cantamos. E ainda cá estamos.
E ainda servimos por mais alguns anos.
E ainda cantamos. E ainda nos rimos.
E ainda ficamos por mais alguns anos.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Como foi
Nuno Prata - " Como Foi " com Nico Tricot e António Serginho from Tiago Pereira on Vimeo.
Como foi, como acabou - afinal o que é que o medo não deixou?
Do que fiz o que sobrou? (O tempo mostra-me só o que matou.)
Quem me fez, quem me enganou, ao menos que me explique agora o que sou.
Quem me fez, quem me mudou, ao menos que me diga agora onde estou.
Como foi, como acabou? (Haja alguém que me explique agora onde estou.)
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Aconteceres-te
Vês o que vejo?
(ainda respiro)
Por onde andei,
por onde sigo?
Pus meus pés em chão que não sentia
e hoje nem me lembro mais o que queria.
Vês o que tenho
(E porque vivo)?
Leva uma vida,
mas eu consigo: Andar, andar e nunca parar.
Parar é duvidar e eu já não duvido.
Já sinto o peito, já me distingo.
Já sou um homem, já estou comigo.
E rir como antes como quando ria,
é só o que falta,
mas agora já vai de mim.
Tu não tens nada a ver,
já não tens nada a ver.
Tu escolheste e não foi por aqui que vieste,
sobrei muito mais que aquilo que me quiseste.
Se acabou, acabou
Nuno Prata - " Se acabou, acabou" com Nico Tricot e António Serginho from Tiago Pereira on Vimeo.
Se é isso que precisas,
então está decidido.
Não vou mentir.
Mentira não sara um coração ferido
e eu não consigo dar mais do que sou.
Talvez que com o tempo isto ganhasse algum sentido.
Não vou mentir.
Carinho não é amor garantido,
mas é exactamente aquilo que sobrou.
Se é isso que persegues,
então está resolvido.
Só não me peças que fique hoje aqui a dormir contigo.
Não me parece que haja algum motivo.
Se queres ter as certezas que te traz a despedida,
então adeus,
eu já me considero despedido.
Não foi hoje que isto acabou.
Se acabou, acabou.
Eu já cá não estou.
Se acabou, acabou.
Eu não posso ficar cá agarrado àquilo que outra vez falhou.
quarta-feira, dezembro 08, 2010
Um dia não são dias não
"No fim do mês vou ser dispensado - a crise é a justificação
Então, em vez de proletário a fingir volto a ser o que sempre fui: um burguês falido
Volto a ser o meu próprio patrão, a magicar o dia inteiro mil maneiras de conseguir ter dinheiro sem cravar a mulher, a mãe e o irmão"
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Cala-te e come (Expiação do derrotado)
Cala-te e come, tu não precisas de indagar a direcção.
Cala-te e come, tu não tens necessidade de reter tanta informação.
Cala-te e come, já não és novo, vê se prestas atenção.
Mas acalma-te e come que não tens ainda idade para morrer do coração.
Cala-te e come, passaste ao largo da tua revolução.
Cala-te e come, há muito que chegaste a essa conclusão - ou não.
Cala-te e come, e limpa-te ao guardanapo que é essa velha frustração.
Mas acalma-te e come, foste capaz de tomar a tua própria indecisão.
(Cala-te e come, come-te e cala, cala-te e come.)
Cala-te e come, senta-te, e entretanto liga a televisão.
Cala-te e come, corre os canais à procura de distracção.
Cala-te e come, que a angústia vem sempre que persegues acção.
Mas acalma-te e come, assim prostrado nem dás conta dessa estúpida aflição.
Cala-te e come: comer e calar é mais que uma obrigação.
Cala-te e come, esse menu é a derradeira refeição.
Cala-te e come, agradece, será que não te deram nenhuma educação?
Homem, acalma-te e come, não te canses, guarda para ti a tua inútil opinião.
(Cala-te e come, come-te e cala, cala-te e come.)
Cala-te e come, tu não precisas de indagar a direcção.
Cala-te e come, tu não tens necessidade de reter tanta informação.
Cala-te e come, tu não precisas de passar fome.
Cala-te e come, deita-te e dorme.
quinta-feira, outubro 21, 2010
Figuras Tristes
Pára! Porque insistes
em ouvir quem não te quer falar?
Pára de fazer figuras tristes!
Pára!, deixa em paz quem nunca se vai ver no teu lugar.
Que mania tu tens de nos pôr todos a pensar
como se nos preocupássemos uns com os outros!
Eu sei, é difícil resistir se nos sentimos sós,
mas sozinhos entendemos bem o que buscar.
No meio de tanta confusão
é natural tentar forçar quem não nos percebe
a gostar de nós
e a dizer-nos que o esforço vale a pena.
Eu cá vou bem, não me dói demasiado.
Só dava o que tenho pra ver alguém do meu lado.
O que ontem foi
hoje tu já não consegues mudar.
Porque continuas a tentar?
Dá-te gozo imaginar aquilo que seria teu
se tivesses feito o que não fizeste,
e o que serias se não fosses o que realmente és?
Eu cá vou bem, não me dói demasiado.
Só dava o que tenho pra ver alguém do meu lado.
sexta-feira, outubro 08, 2010
Nuno Prata com novo disco a 25 de Outubro
Deve Haver , o segundo disco a solo de Nuno Prata, chega às lojas a 25 de outubro.
Produzido por Hélder Gonçalves, músico dos Clã e Humanos, além de produtor dos Virgem Suta, Deve Haver tem em "Essa Dor Não Existe (Tu Isso Sabes, Não Sabes?)" o primeiro single.
B Fachada, que atuou ao vivo com Nuno Prata na Livraria Trama, em Lisboa, e a vocalista dos Clã, Manuela Azevedo, participam no coro da música "Mais um Belo Dia".
De título inspirado num antigo "livro de caixa" trazido de casa do avô do músico, Deve Haver inclui ainda uma versão, em português, de "Used To Be", de Gordon Gano, chamada "Isso Foi Antes". Os Violent Femmes de Gano eram a banda favorita dos Ornatos Violeta, onde Nuno Prata tocava baixo.
Nuno Prata, Nico Tricot e Hélder Gonçalves tocam todos os instrumentos no álbum, que sucede a Todos os Dias Fossem Estes/Outros .
Fonte: Blitz
Produzido por Hélder Gonçalves, músico dos Clã e Humanos, além de produtor dos Virgem Suta, Deve Haver tem em "Essa Dor Não Existe (Tu Isso Sabes, Não Sabes?)" o primeiro single.
B Fachada, que atuou ao vivo com Nuno Prata na Livraria Trama, em Lisboa, e a vocalista dos Clã, Manuela Azevedo, participam no coro da música "Mais um Belo Dia".
De título inspirado num antigo "livro de caixa" trazido de casa do avô do músico, Deve Haver inclui ainda uma versão, em português, de "Used To Be", de Gordon Gano, chamada "Isso Foi Antes". Os Violent Femmes de Gano eram a banda favorita dos Ornatos Violeta, onde Nuno Prata tocava baixo.
Nuno Prata, Nico Tricot e Hélder Gonçalves tocam todos os instrumentos no álbum, que sucede a Todos os Dias Fossem Estes/Outros .
Fonte: Blitz
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Ouvi dizer
Ouvi dizer
Que o nosso amor acabou
Pois eu não tive a noção do seu fim.
Pelo que eu ja tentei
Eu não vou vê-lo em mim
Se eu não tive a noção de ver nascer o homem.
E ao que eu vejo
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi
E eu fiquei com tanto para dar
E agora não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
Ouvi dizer
Que o mundo acaba amanhã
E eu tinha tantos planos p'ra depois
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós
Sem tirar das palavras seu cruel sentido.
Sobre a razão estar cega
Resta-me apenas uma razão
Um dia vais ser tu
E um homem como tu
Como eu não fui
Um dia vou-te ouvir dizer
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
Sei que um dia vais dizer
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
A cidade está deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga,ora doce
Para nos lembrar que o amor é uma doença
Quando nele julgamos ver a nossa cura
Que o nosso amor acabou
Pois eu não tive a noção do seu fim.
Pelo que eu ja tentei
Eu não vou vê-lo em mim
Se eu não tive a noção de ver nascer o homem.
E ao que eu vejo
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi
E eu fiquei com tanto para dar
E agora não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
Ouvi dizer
Que o mundo acaba amanhã
E eu tinha tantos planos p'ra depois
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós
Sem tirar das palavras seu cruel sentido.
Sobre a razão estar cega
Resta-me apenas uma razão
Um dia vais ser tu
E um homem como tu
Como eu não fui
Um dia vou-te ouvir dizer
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
Sei que um dia vais dizer
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
A cidade está deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga,ora doce
Para nos lembrar que o amor é uma doença
Quando nele julgamos ver a nossa cura
terça-feira, dezembro 08, 2009
Hoje quem
Nuno Prata
in: Todos os dias fossem estes/outros
Hoje quem acordou na minha cama,
hoje quem é que eu sou?
Já é manhã mas esta noite ainda não passou.
Que força tenho quando me tenho só a mim,
de quem mais eu preciso para respirar?
A minha cara faz-me sempre lembrar alguém…
E os meus olhos são de quem?
Eu queria ser como tu.
Eu queria crer como tu.
Eu queria ser como eu
mas dos meus sonhos acorda outro alguém.
Eu queria ser como quem?
Hoje quem acordou na minha carne
e que sonhos roubou
na madrugada de um dia que já passou?
Todo o tempo é tempo de acreditar.
Mas tanto tempo já passou
sem que a fé encontrasse em mim lugar…
(Estava sempre onde eu não queria estar.)
Eu queria ser como tu.
Eu queria crer como tu.
Eu queria ser como eu
mas dos meus sonhos acorda outro alguém.
Eu queria ser como quem?
Hoje quem acordou na minha cama,
hoje quem é que eu sou?
Já estou a pé e o dia ainda nem chegou…
in: Todos os dias fossem estes/outros
Hoje quem acordou na minha cama,
hoje quem é que eu sou?
Já é manhã mas esta noite ainda não passou.
Que força tenho quando me tenho só a mim,
de quem mais eu preciso para respirar?
A minha cara faz-me sempre lembrar alguém…
E os meus olhos são de quem?
Eu queria ser como tu.
Eu queria crer como tu.
Eu queria ser como eu
mas dos meus sonhos acorda outro alguém.
Eu queria ser como quem?
Hoje quem acordou na minha carne
e que sonhos roubou
na madrugada de um dia que já passou?
Todo o tempo é tempo de acreditar.
Mas tanto tempo já passou
sem que a fé encontrasse em mim lugar…
(Estava sempre onde eu não queria estar.)
Eu queria ser como tu.
Eu queria crer como tu.
Eu queria ser como eu
mas dos meus sonhos acorda outro alguém.
Eu queria ser como quem?
Hoje quem acordou na minha cama,
hoje quem é que eu sou?
Já estou a pé e o dia ainda nem chegou…
Isso foi antes
De: Nuno Prata
Em tempos fui feliz.
Em tempos fui
um rapaz tão afável.
Em tempos fui —
mas isso foi antes
de descrer de tudo.
(Foi muito antes
de descrer
de tudo.)
Em tempos foi feliz.
Em tempos foi
uma rapariga adorável.
Em tempos foi —
mas isso foi antes
de desistir de si.
(Foi muito antes
de desistir
de si.)
Em tempos fomos felizes.
Em tempos fomos
criaturas tão prestáveis.
Em tempos fomos —
mas isso foi antes
de sairmos ao mundo.
(Foi muito antes
de sairmos
ao mundo.)
Em tempos fui feliz.
Em tempos fui
um rapaz tão afável.
Em tempos fui —
mas isso foi antes
de descrer de tudo.
(Foi muito antes
de descrer
de tudo.)
Em tempos foi feliz.
Em tempos foi
uma rapariga adorável.
Em tempos foi —
mas isso foi antes
de desistir de si.
(Foi muito antes
de desistir
de si.)
Em tempos fomos felizes.
Em tempos fomos
criaturas tão prestáveis.
Em tempos fomos —
mas isso foi antes
de sairmos ao mundo.
(Foi muito antes
de sairmos
ao mundo.)
terça-feira, outubro 28, 2008
Porque sim
Nuno Prata
in, Todos os dias fossem estes/outros
Esta é para ti porque sim.
Porque cheguei a casa e senti
porque sinto o vento da mudança a dançar para mim:
é que este vem de ti. Vem de ti porque sim.
Esta é para ti porque sim.
Porque cheguei a casa e sem ti
já me sinto incapaz de crer no que vejo crescer
da soma destes dias, e dias, e dias, e dias…
Dava-te tudo se tudo fosse pra teu bem,
dava-te a vida se a minha vida valesse um dia nosso.
Dava-te, juro, o melhor do melhor, do melhor de mim,
se o não tivesse perdido
ao perceber que a melhor parte de nós não nos obedece.
Mas mesmo assim…
Esta é para ti porque sim.
Porque cheguei a casa, e então vi que me sinto
finalmente pronto a aceitar que até há coisas que são assim.
Só assim: porque sim.
Esta é para ti porque sim.
Por ser para ti o riso que ri dentro de mim.
Pobre ilusão…
Ainda assim vai resistindo dias, e dias, e dias, e dias…
Dava-te tudo se tudo fosse pra teu bem.
Dava-te a vida se a tua vida pedisse um dia nosso.
Dav-te, juro, o melhor do melhor, do melhor de mim,
se não tivesse perdido de vez a noção do que ainda posso
e do que já não posso.
Mas mesmo assim…
Esta é para ti porque sim.
Porque cheguei a casa e senti
porque sinto o vento da mudança a dançar para mim:
é que este vem de ti. Vem de ti porque sim…
Ou esta é para mim? Porque não para mim?
Tu és só uma ideia — tu não és mesmo assim —
que em qualquer uma encaixo se pensar porque sim.
OK, não minto mais: esta é para mim.
Dava-te tudo se tudo fosse pra meu bem,
dava-te a vida se a minha vida pedisse algo de nosso.
Dava-te, juro, o melhor do melhor, do melhor de mim,
se o não tivesse deitado fora ao ver
que a melhor parte de nós de nada nos serve.
Ainda assim…
in, Todos os dias fossem estes/outros
Esta é para ti porque sim.
Porque cheguei a casa e senti
porque sinto o vento da mudança a dançar para mim:
é que este vem de ti. Vem de ti porque sim.
Esta é para ti porque sim.
Porque cheguei a casa e sem ti
já me sinto incapaz de crer no que vejo crescer
da soma destes dias, e dias, e dias, e dias…
Dava-te tudo se tudo fosse pra teu bem,
dava-te a vida se a minha vida valesse um dia nosso.
Dava-te, juro, o melhor do melhor, do melhor de mim,
se o não tivesse perdido
ao perceber que a melhor parte de nós não nos obedece.
Mas mesmo assim…
Esta é para ti porque sim.
Porque cheguei a casa, e então vi que me sinto
finalmente pronto a aceitar que até há coisas que são assim.
Só assim: porque sim.
Esta é para ti porque sim.
Por ser para ti o riso que ri dentro de mim.
Pobre ilusão…
Ainda assim vai resistindo dias, e dias, e dias, e dias…
Dava-te tudo se tudo fosse pra teu bem.
Dava-te a vida se a tua vida pedisse um dia nosso.
Dav-te, juro, o melhor do melhor, do melhor de mim,
se não tivesse perdido de vez a noção do que ainda posso
e do que já não posso.
Mas mesmo assim…
Esta é para ti porque sim.
Porque cheguei a casa e senti
porque sinto o vento da mudança a dançar para mim:
é que este vem de ti. Vem de ti porque sim…
Ou esta é para mim? Porque não para mim?
Tu és só uma ideia — tu não és mesmo assim —
que em qualquer uma encaixo se pensar porque sim.
OK, não minto mais: esta é para mim.
Dava-te tudo se tudo fosse pra meu bem,
dava-te a vida se a minha vida pedisse algo de nosso.
Dava-te, juro, o melhor do melhor, do melhor de mim,
se o não tivesse deitado fora ao ver
que a melhor parte de nós de nada nos serve.
Ainda assim…
Hoje quem?
Nuno Prata
in, Todos os dias fossem estes/outros
Hoje quem acordou na minha cama,
hoje quem é que eu sou?
Já é manhã mas esta noite ainda não passou.
Que força tenho quando me tenho só a mim,
de quem mais eu preciso para respirar?
A minha cara faz-me sempre lembrar alguém…
E os meus olhos são de quem?
Eu queria ser como tu.
Eu queria crer como tu.
Eu queria ser como eu
mas dos meus sonhos acorda outro alguém.
Eu queria ser como quem?
Hoje quem acordou na minha carne
e que sonhos roubou
na madrugada de um dia que já passou?
Todo o tempo é tempo de acreditar.
Mas tanto tempo já passou
sem que a fé encontrasse em mim lugar…
(Estava sempre onde eu não queria estar.)
Eu queria ser como tu.
Eu queria crer como tu.
Eu queria ser como eu
mas dos meus sonhos acorda outro alguém.
Eu queria ser como quem?
Hoje quem acordou na minha cama,
hoje quem é que eu sou?
Já estou a pé e o dia ainda nem chegou
in, Todos os dias fossem estes/outros
Hoje quem acordou na minha cama,
hoje quem é que eu sou?
Já é manhã mas esta noite ainda não passou.
Que força tenho quando me tenho só a mim,
de quem mais eu preciso para respirar?
A minha cara faz-me sempre lembrar alguém…
E os meus olhos são de quem?
Eu queria ser como tu.
Eu queria crer como tu.
Eu queria ser como eu
mas dos meus sonhos acorda outro alguém.
Eu queria ser como quem?
Hoje quem acordou na minha carne
e que sonhos roubou
na madrugada de um dia que já passou?
Todo o tempo é tempo de acreditar.
Mas tanto tempo já passou
sem que a fé encontrasse em mim lugar…
(Estava sempre onde eu não queria estar.)
Eu queria ser como tu.
Eu queria crer como tu.
Eu queria ser como eu
mas dos meus sonhos acorda outro alguém.
Eu queria ser como quem?
Hoje quem acordou na minha cama,
hoje quem é que eu sou?
Já estou a pé e o dia ainda nem chegou
Guarda bem o teu tesouro
Nuno Prata
in, Todos os dias fossem estes/outros
Guarda bem o teu tesouro,
nem penses que o vais deixar.
Não queiras ser mais um tolo
que se afasta de quem quer gostar.
Guarda bem o teu consolo.
Guarda, dele bem vais precisar.
É que a vida leva-te a razão
e o mau tempo vem sem avisar.
Guarda bem o teu tesouro,
dá-lhe o melhor lugar do teu lar.
O que tens é muito mais do que ouro
e nem precisaste de roubar.
Guarda bem o teu tesouro,
se não sabes porque o vais trocar.
Não vejas na minha luta
os passos que te apetece dar,
eu sou sempre mau agoiro.
Guarda, então, o teu tesouro
Pois eu corri atrás de tudo
e com nada consegui ficar
in, Todos os dias fossem estes/outros
Guarda bem o teu tesouro,
nem penses que o vais deixar.
Não queiras ser mais um tolo
que se afasta de quem quer gostar.
Guarda bem o teu consolo.
Guarda, dele bem vais precisar.
É que a vida leva-te a razão
e o mau tempo vem sem avisar.
Guarda bem o teu tesouro,
dá-lhe o melhor lugar do teu lar.
O que tens é muito mais do que ouro
e nem precisaste de roubar.
Guarda bem o teu tesouro,
se não sabes porque o vais trocar.
Não vejas na minha luta
os passos que te apetece dar,
eu sou sempre mau agoiro.
Guarda, então, o teu tesouro
Pois eu corri atrás de tudo
e com nada consegui ficar
Subscrever:
Mensagens (Atom)
