Mafalda Veiga
in, Chão
Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir
Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Às vezes só a cinza do que sobrou
Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu sei te dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
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quinta-feira, janeiro 08, 2009
segunda-feira, setembro 08, 2008
quarta-feira, julho 23, 2008
segunda-feira, junho 30, 2008
Era uma vez um pensamento teu
Mafalda Veiga
in, Chão
era uma vez um pensamento teu
quase podia ser segredo meu
e teu
era quem sabe um tempo de inventar
subir o teu corpo
cair do teu sonho
e ficar em nós
era uma vez um medo que voou
que se fez asa, sopro, ar
nunca mais voltou
e eu sem saber porquê fui atrás
e ainda o vi
esconder-se de ti
era talvez um tempo de te amar
era talvez um tempo de sentir
era uma vez um pensamento meu
quase podia ser segredo teu
e meu
era quem sabe um tempo de inventar
subires o meu corpo
caíres do meu sonho
e ficares em nós
era um vez um sonho que não sei
que se fez asa, sopro, ar
quase lhe toquei
e a pressentir porquê fui atrás
e ainda o vi
a esconder-se em mim
era talvez um tempo pra te dar
era talvez um tempo de te amar
o tempo que não foi tempo não passou
o sonho que se fez pele e se guardou
aqui ficou
como se fosse sopro, asa, ar
escondeu-se em nós
e no teu olhar
fica pra sempre um tempo de te amar
fica pra sempre tanto do que sou
in, Chão
era uma vez um pensamento teu
quase podia ser segredo meu
e teu
era quem sabe um tempo de inventar
subir o teu corpo
cair do teu sonho
e ficar em nós
era uma vez um medo que voou
que se fez asa, sopro, ar
nunca mais voltou
e eu sem saber porquê fui atrás
e ainda o vi
esconder-se de ti
era talvez um tempo de te amar
era talvez um tempo de sentir
era uma vez um pensamento meu
quase podia ser segredo teu
e meu
era quem sabe um tempo de inventar
subires o meu corpo
caíres do meu sonho
e ficares em nós
era um vez um sonho que não sei
que se fez asa, sopro, ar
quase lhe toquei
e a pressentir porquê fui atrás
e ainda o vi
a esconder-se em mim
era talvez um tempo pra te dar
era talvez um tempo de te amar
o tempo que não foi tempo não passou
o sonho que se fez pele e se guardou
aqui ficou
como se fosse sopro, asa, ar
escondeu-se em nós
e no teu olhar
fica pra sempre um tempo de te amar
fica pra sempre tanto do que sou
Estrada
Mafalda Veiga
in, Chão
meu amor
não quero mais palavras rasgadas
nem o tempo
cheio de pedaços de nada
não me dês
sentidos para chegar ao fim
meu amor
só quero ser feliz
meu amor
não quero mais razões para apagar
o que nasce
e renasce e nos faz acordar
a loucura
faz medo se for medo o teu chão
mas é ar e é terra
dentro do coração
é ar e é terra dentro do coração
meu amor
não quero mais silêncio escondido
nem a dor
do que cai em cada gesto ferido
quero janelas abertas
e o sol a entrar
quero o meu mundo inteiro
dentro do teu olhar
eu quero o meu mundo inteiro
dentro do teu olhar
e hoje, vê
a estrada é feita pra seguir
e hoje, sente
a vida é feita de sentir
e hoje vira do avesso o mundo
e vê melhor
deste lado é mais puro
é teu
é tão maior
deste lado é mais puro
é meu
é tão maior
in, Chão
meu amor
não quero mais palavras rasgadas
nem o tempo
cheio de pedaços de nada
não me dês
sentidos para chegar ao fim
meu amor
só quero ser feliz
meu amor
não quero mais razões para apagar
o que nasce
e renasce e nos faz acordar
a loucura
faz medo se for medo o teu chão
mas é ar e é terra
dentro do coração
é ar e é terra dentro do coração
meu amor
não quero mais silêncio escondido
nem a dor
do que cai em cada gesto ferido
quero janelas abertas
e o sol a entrar
quero o meu mundo inteiro
dentro do teu olhar
eu quero o meu mundo inteiro
dentro do teu olhar
e hoje, vê
a estrada é feita pra seguir
e hoje, sente
a vida é feita de sentir
e hoje vira do avesso o mundo
e vê melhor
deste lado é mais puro
é teu
é tão maior
deste lado é mais puro
é meu
é tão maior
terça-feira, maio 13, 2008
Abraça-me bem
Mafalda Veiga
in, Chão
levantas o teu corpo cansado do chão
afastas esse peso que te esmaga o coração
abres uma janela e perguntas-te quem és
respiras mais fundo e enfrentas o mundo de pé
eu venho de tão longe e procuro há mil anos por ti
estendo a minha mão até te sentir
não sabemos nada do que somos nós
mas sabemos tanto do que muda por não estarmos sós
abraça-me bem
levantas os teus olhos para me olhar assim
procuras cá dentro onde me escondi
e eu tenho medo, confesso, de dar
o mundo onde guardo tudo o que mais vale salvar
tu dizes que não há outra forma de ficarmos perto
não há como saber se o caminho é certo
só pode voar quem arriscar cair
só se pode dar quem arriscar sentir
abraça-me bem
in, Chão
levantas o teu corpo cansado do chão
afastas esse peso que te esmaga o coração
abres uma janela e perguntas-te quem és
respiras mais fundo e enfrentas o mundo de pé
eu venho de tão longe e procuro há mil anos por ti
estendo a minha mão até te sentir
não sabemos nada do que somos nós
mas sabemos tanto do que muda por não estarmos sós
abraça-me bem
levantas os teus olhos para me olhar assim
procuras cá dentro onde me escondi
e eu tenho medo, confesso, de dar
o mundo onde guardo tudo o que mais vale salvar
tu dizes que não há outra forma de ficarmos perto
não há como saber se o caminho é certo
só pode voar quem arriscar cair
só se pode dar quem arriscar sentir
abraça-me bem
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