Cada lugar teu
Letra e Música: Mafalda Veiga
in Tatuagem, Mafalda Veiga
sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar
pensa em mim protege o que eu te dou
eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar
segunda-feira, novembro 19, 2007
sexta-feira, novembro 16, 2007
Tatuagens
Letra e Música: Mafalda Veiga
in Tatuagem, Mafalda Veiga
Em cada gesto perdido
tu és igual a mim
em cada ferida que sara
escondida do mundo
eu sou igual a ti
fazes pinturas de guerra
que eu não sei apagar
pintas o sol da cor da terra
e a lua da cor do mar
em cada grito de alma
eu sou igual a ti
de cada vez que um olhar
te alucina e te prende
tu és igual a mim
fazes pinturas de sonhos
pintas o sol na minha mão
e és mistura de vento e lama
entre os luares perdidos no chão
em cada noite sem rumo
tu és igual a mim
de cada vez que procuro
preciso um abrigo
eu sou igual a ti
faço pinturas de guerra
que eu não sei apagar
e pinto a lua da cor da terra
e o sol da cor do mar
em cada grito afundado
eu sou igual a ti
de cada vez que a tremura
desata o desejo
tu és igual a mim
faço pinturas de sonhos
e pinto a lua na tua mão
misturo o vento e a lama
piso os luares perdidos no chão
Letra e Música: Mafalda Veiga
in Tatuagem, Mafalda Veiga
Em cada gesto perdido
tu és igual a mim
em cada ferida que sara
escondida do mundo
eu sou igual a ti
fazes pinturas de guerra
que eu não sei apagar
pintas o sol da cor da terra
e a lua da cor do mar
em cada grito de alma
eu sou igual a ti
de cada vez que um olhar
te alucina e te prende
tu és igual a mim
fazes pinturas de sonhos
pintas o sol na minha mão
e és mistura de vento e lama
entre os luares perdidos no chão
em cada noite sem rumo
tu és igual a mim
de cada vez que procuro
preciso um abrigo
eu sou igual a ti
faço pinturas de guerra
que eu não sei apagar
e pinto a lua da cor da terra
e o sol da cor do mar
em cada grito afundado
eu sou igual a ti
de cada vez que a tremura
desata o desejo
tu és igual a mim
faço pinturas de sonhos
e pinto a lua na tua mão
misturo o vento e a lama
piso os luares perdidos no chão
quinta-feira, novembro 15, 2007
Utilidade do Humor
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Ontem à noite pus-me a reflectir
Nas coisas da vida em vez de dormir
Tive um quebranto fiquei surdo e mudo
Tolhido de espanto mas percebi tudo
O mundo era meu sentia-me um rei
O tempo era extenso e eu ditava a lei
Bastou dar um passo e crescer em frente
Perdi toda a graça quase de repente
Não fosse um sentido de humor apurado
Que me faz viver um sonho acordado
Não via tão claro o sentido da vida
E tudo seria bem mais complicado
Eu era feliz tinha os meus brinquedos
O anjo da guarda tirava-me os medos
Descobri o amor e vi nele o paraíso
Mas para ser expulso às vezes pouco é preciso
Podia ter tudo do bom e do caro
Que nada acodia ao meu desamparo
Sou a alma do mundo mais bem informada
Quanto mais me informo mais sei que sei nada
Não fosse um sentido de humor apurado
Que me faz viver a sonhar acordado
Não via tão claro o significado
E tudo seria bem mais complicado
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Ontem à noite pus-me a reflectir
Nas coisas da vida em vez de dormir
Tive um quebranto fiquei surdo e mudo
Tolhido de espanto mas percebi tudo
O mundo era meu sentia-me um rei
O tempo era extenso e eu ditava a lei
Bastou dar um passo e crescer em frente
Perdi toda a graça quase de repente
Não fosse um sentido de humor apurado
Que me faz viver um sonho acordado
Não via tão claro o sentido da vida
E tudo seria bem mais complicado
Eu era feliz tinha os meus brinquedos
O anjo da guarda tirava-me os medos
Descobri o amor e vi nele o paraíso
Mas para ser expulso às vezes pouco é preciso
Podia ter tudo do bom e do caro
Que nada acodia ao meu desamparo
Sou a alma do mundo mais bem informada
Quanto mais me informo mais sei que sei nada
Não fosse um sentido de humor apurado
Que me faz viver a sonhar acordado
Não via tão claro o significado
E tudo seria bem mais complicado
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Mandarim
Letra e Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Se és apenas um pouco naif
Se és apenas o meu leit motiv
Mordes, mordes
Se és apenas um cão vadio
Se és apenas um vizinho amigo
Mordes, mordes
Sim, mordes em mim
Sim, mordes em mim
Se és apenas um ombro bom
Se não me deixas sair do tom
Uh! Uh! Uh! Uh!
Se és apenas um pouco zen
Dou-te corda para seres super-man
Acorda, acorda
Sim, acorda em mim
Sim, acorda em mim
Quando puderes, dá cá um salto
É só desceres do varandim
Manda, manda
Manda
Sim, manda em mim
Sim, manda em mim
Sim, manda em mim
Manda, mandarim
Letra e Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Se és apenas um pouco naif
Se és apenas o meu leit motiv
Mordes, mordes
Se és apenas um cão vadio
Se és apenas um vizinho amigo
Mordes, mordes
Sim, mordes em mim
Sim, mordes em mim
Se és apenas um ombro bom
Se não me deixas sair do tom
Uh! Uh! Uh! Uh!
Se és apenas um pouco zen
Dou-te corda para seres super-man
Acorda, acorda
Sim, acorda em mim
Sim, acorda em mim
Quando puderes, dá cá um salto
É só desceres do varandim
Manda, manda
Manda
Sim, manda em mim
Sim, manda em mim
Sim, manda em mim
Manda, mandarim
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Narciso sobre rodas
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Ainda me lembro de ti
Tão cheio de ti mesmo
Passeando a tua esfinge
De príncipe de alta casta
Alguém que já nem finge
Que amar-se a si mesmo basta
Havia sempre alguém
A prestar vassalagem
E a render-se à tua imagem
De narciso bem penteado
Tirando da garagem
Um coração cromado
Julgavas que a vida era
Um chevrolé vermelho
E a beleza bastava
Para seres dono do lago
Mas quebrou-se o espelho
Não aguentaste o estrago
E eu verti uma lágrima
Por não o teu olhar
Pergunto a mim mesmo
Como pude um dia por ti chorar
Narciso sobre rodas vai
E agora ao encontrar-te
Pergunto a mim mesmo
Como pude um dia sequer amar-te
E agora ao encontrar-te
Pergunto a mim mesmo
Como pude sequer amar-te
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Ainda me lembro de ti
Tão cheio de ti mesmo
Passeando a tua esfinge
De príncipe de alta casta
Alguém que já nem finge
Que amar-se a si mesmo basta
Havia sempre alguém
A prestar vassalagem
E a render-se à tua imagem
De narciso bem penteado
Tirando da garagem
Um coração cromado
Julgavas que a vida era
Um chevrolé vermelho
E a beleza bastava
Para seres dono do lago
Mas quebrou-se o espelho
Não aguentaste o estrago
E eu verti uma lágrima
Por não o teu olhar
Pergunto a mim mesmo
Como pude um dia por ti chorar
Narciso sobre rodas vai
E agora ao encontrar-te
Pergunto a mim mesmo
Como pude um dia sequer amar-te
E agora ao encontrar-te
Pergunto a mim mesmo
Como pude sequer amar-te
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quarta-feira, novembro 14, 2007
Pequena Morte
Letra: Regina Guimarães / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Morrer de amor, morrer devagar
E ressuscitar
Morrer um pouco, nascer outra vez
Reviver talvez
Fala comigo desconhecido
Tão diferente e tão parecido
Filme de amor com beijo no fim
Em technicolor
Último aviso, partida iminente
Frio morno quente
Último embarque rumo ao paraíso
Primeiro dente do siso
Não me abandones nesta margem
Eu sou parte da viagem
Morrer de amor, morrer devagar
E ressuscitar
Morrer um pouco, nascer outra vez
Reviver talvez
Fala comigo desconhecido
Tão diferente e tão parecido
Perto de mim, mais longe do corpo
No lugar do morto
Vira-me do avesso, amor
Corta-me aos pedaços
Eu cresço e desapareço
Seguindo os meus próprios passos
Eu cresço e desapareço
Seguindo os meus próprios passos
Eu cresço e desapareço
Não me abandones nesta margem
Eu sou parte da viagem
Capitão coração
Sempre fora de mão
Morrer de amor, morrer devagar
Filme de amor com beijo no fim
Em technicolor
Letra: Regina Guimarães / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Morrer de amor, morrer devagar
E ressuscitar
Morrer um pouco, nascer outra vez
Reviver talvez
Fala comigo desconhecido
Tão diferente e tão parecido
Filme de amor com beijo no fim
Em technicolor
Último aviso, partida iminente
Frio morno quente
Último embarque rumo ao paraíso
Primeiro dente do siso
Não me abandones nesta margem
Eu sou parte da viagem
Morrer de amor, morrer devagar
E ressuscitar
Morrer um pouco, nascer outra vez
Reviver talvez
Fala comigo desconhecido
Tão diferente e tão parecido
Perto de mim, mais longe do corpo
No lugar do morto
Vira-me do avesso, amor
Corta-me aos pedaços
Eu cresço e desapareço
Seguindo os meus próprios passos
Eu cresço e desapareço
Seguindo os meus próprios passos
Eu cresço e desapareço
Não me abandones nesta margem
Eu sou parte da viagem
Capitão coração
Sempre fora de mão
Morrer de amor, morrer devagar
Filme de amor com beijo no fim
Em technicolor
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sexta-feira, novembro 09, 2007
A sociedade “Chiclet”
“A sociedade de consumo é muito pouco erótica.” A afirmação é de Júlio Machado Vaz no programa “Praça da Alegria” de 8 de Novembro de 2007. Numa sociedade em que tudo é imediato, fala-se e “consome-se” muito sexo, mas quando se fala na “arte” de erotizar, seduzir, agradar, acarinhar, amar @ outr@, o cenário é completamente diferente.
Já diziam os “Táxi” nos anos 80 “mastiga e deita fora, sem demora, Chiclet”.
Fará esta sociedade que nós próprios criamos, parte da selecção natural de que nos falou Charles Darwin?! É um dos caminhos que a espécie humana deve seguir porque a torna mais apta? Torna mesmo?! Somos hoje mais felizes do que o que são/foram os nossos pais/avós?! Somos mesmo?! O próprio conceito de felicidade não está também ele contaminado por esta sociedade de consumo?! Estamos proibídos de ficar tristes, temos de estar (ou transparecer aos outros) que estamos sempre bem e não aprendemos a ficar tristes, chorar, amuar… E depois, depois, quando já não conseguimos disfarçar mais, entramos em depressão, porque não exorcizámos antes a tristeza e as mágoas que temos, e vamo-nos transformando em patetas felizes, felizes a 100%.
Paremos todos. Paremos para pensar, para chorar, para amuar, para erotizar, para amar…
“A sociedade de consumo é muito pouco erótica.” A afirmação é de Júlio Machado Vaz no programa “Praça da Alegria” de 8 de Novembro de 2007. Numa sociedade em que tudo é imediato, fala-se e “consome-se” muito sexo, mas quando se fala na “arte” de erotizar, seduzir, agradar, acarinhar, amar @ outr@, o cenário é completamente diferente.
Já diziam os “Táxi” nos anos 80 “mastiga e deita fora, sem demora, Chiclet”.
Fará esta sociedade que nós próprios criamos, parte da selecção natural de que nos falou Charles Darwin?! É um dos caminhos que a espécie humana deve seguir porque a torna mais apta? Torna mesmo?! Somos hoje mais felizes do que o que são/foram os nossos pais/avós?! Somos mesmo?! O próprio conceito de felicidade não está também ele contaminado por esta sociedade de consumo?! Estamos proibídos de ficar tristes, temos de estar (ou transparecer aos outros) que estamos sempre bem e não aprendemos a ficar tristes, chorar, amuar… E depois, depois, quando já não conseguimos disfarçar mais, entramos em depressão, porque não exorcizámos antes a tristeza e as mágoas que temos, e vamo-nos transformando em patetas felizes, felizes a 100%.
Paremos todos. Paremos para pensar, para chorar, para amuar, para erotizar, para amar…
Orçamento de Estado 2008
A discussão do Orçamento de Estado para 2008, é uma discussão triste. Uma luta de titãs, em que ao invés de se procurarem alternativas credíveis para o país, e que nos tirem deste sufoco em que todos (quase todos, só fogem à crise muitos poucos, aliás para esses a crise é benéfica, pois continuam a enriquecer), surgem as disputas pessoais, em que apenas se tenta ver qual deles terá feito pior.
O que a mim, me causa arrepios, é haver quem não consigo perceber isto e entrar no jogo, escolhendo o seu lado. É por haver quem os alimente que eles estão lá, que eles são assim.
A política não é isto, ou não deveria ser, mas só poderá realmente mudar, quando acordarmos e percebermos que a cidadania é um acto contínuo e que não é ninguém além de nós próprios.
Apenas votarmos (quando votamos) de 4 em 4 anos, ou entrando na engrenagem, não questionando as coisas, não tomarmos posição sobre o que nos rodeia, faz com que as decisões que afectam as nossas vidas, sejam tomadas pela “bicharada”.
Não intervir, é também uma forma de intervir, quanto a mim, a pior.
É tempo de não fazermos silêncio, pois já dizia o Pedro Abrunhosa em 1994: “o silêncio é a arma que eles usam contra nós, porque isso é que nós nunca devemos fazer SILÊNCIO!”.
A discussão do Orçamento de Estado para 2008, é uma discussão triste. Uma luta de titãs, em que ao invés de se procurarem alternativas credíveis para o país, e que nos tirem deste sufoco em que todos (quase todos, só fogem à crise muitos poucos, aliás para esses a crise é benéfica, pois continuam a enriquecer), surgem as disputas pessoais, em que apenas se tenta ver qual deles terá feito pior.
O que a mim, me causa arrepios, é haver quem não consigo perceber isto e entrar no jogo, escolhendo o seu lado. É por haver quem os alimente que eles estão lá, que eles são assim.
A política não é isto, ou não deveria ser, mas só poderá realmente mudar, quando acordarmos e percebermos que a cidadania é um acto contínuo e que não é ninguém além de nós próprios.
Apenas votarmos (quando votamos) de 4 em 4 anos, ou entrando na engrenagem, não questionando as coisas, não tomarmos posição sobre o que nos rodeia, faz com que as decisões que afectam as nossas vidas, sejam tomadas pela “bicharada”.
Não intervir, é também uma forma de intervir, quanto a mim, a pior.
É tempo de não fazermos silêncio, pois já dizia o Pedro Abrunhosa em 1994: “o silêncio é a arma que eles usam contra nós, porque isso é que nós nunca devemos fazer SILÊNCIO!”.
quarta-feira, novembro 07, 2007
Pra Continuar
Letra: Arnaldo Antunes / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Sai para andar, anda
Vai, volta ao mesmo lugar
Não adianta, cai
Parece que vai desmair
Levanta, fica no ar
Descansa, cansa de tanto esperar
Alcança o mesmo lugar
Onde estava antes
Ainda e enquanto avança
Volta a ficar esperando
Passar o momento
Não morre, não dorme e se dorme
Acorda outra vez nesse corpo
Não dorme, não morre e se morre
Acorda outra vez noutro corpo
Pra continuar
Letra: Arnaldo Antunes / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Sai para andar, anda
Vai, volta ao mesmo lugar
Não adianta, cai
Parece que vai desmair
Levanta, fica no ar
Descansa, cansa de tanto esperar
Alcança o mesmo lugar
Onde estava antes
Ainda e enquanto avança
Volta a ficar esperando
Passar o momento
Não morre, não dorme e se dorme
Acorda outra vez nesse corpo
Não dorme, não morre e se morre
Acorda outra vez noutro corpo
Pra continuar
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quarta-feira, outubro 31, 2007
Ponto Zero
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Eu tento ler-te em cada frase
Tens um mistério
Que eu não desvendo
Embora às vezes esteja quase
O teu silêncio mais parece
Um ponto final
Volto atrás, tento entender
Mas não sou capaz
Eu quero entrar no teu enredo
Mas tenho medo
De não conseguir passar
Do prefácio
Talvez me possas
Dar uma luz
Tudo o que eu peço é um sinal
Eu não quero o acesso
A todos os teus segredos
Mas só a alguns
Dá-me um indício
Mesmo contrário
"Contraditório"
Dá-me a palavra
Que eu vou procurá-la
Ao dicionário
Eu quero entrar no teu enredo
Mas tenho medo
De não conseguir passar
Do prefácio
Dá-me uma chance
É tudo o que eu quero
É muito mau
Ler um romance
Sem sair do ponto zero
Talvez me possas
Dar uma luz
Tudo o que eu peço é um sinal
Eu não quero o acesso
A todos os teus segredos
Mas só a alguns
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Eu tento ler-te em cada frase
Tens um mistério
Que eu não desvendo
Embora às vezes esteja quase
O teu silêncio mais parece
Um ponto final
Volto atrás, tento entender
Mas não sou capaz
Eu quero entrar no teu enredo
Mas tenho medo
De não conseguir passar
Do prefácio
Talvez me possas
Dar uma luz
Tudo o que eu peço é um sinal
Eu não quero o acesso
A todos os teus segredos
Mas só a alguns
Dá-me um indício
Mesmo contrário
"Contraditório"
Dá-me a palavra
Que eu vou procurá-la
Ao dicionário
Eu quero entrar no teu enredo
Mas tenho medo
De não conseguir passar
Do prefácio
Dá-me uma chance
É tudo o que eu quero
É muito mau
Ler um romance
Sem sair do ponto zero
Talvez me possas
Dar uma luz
Tudo o que eu peço é um sinal
Eu não quero o acesso
A todos os teus segredos
Mas só a alguns
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sábado, outubro 27, 2007
Sexto Andar
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Uma canção passou no rádio
E quando o seu sentido
Se parecia apagar
Nos ponteiros do relógio
Encontrou num sexto andar
Alguém que julgou
Que era para si
Em particular
Que a canção estava a falar
E quando a canção morreu
Na frágil onda do ar
Ninguém soube o que ela deu
O que ninguém
estava lá para dar
Um sopro um calafrio
Raio de sol num refrão
Um nexo enchendo o vazio
Tudo isso veio
Numa simples canção
Uma canção passou no rádio
Habitou um sexto andar
in Cintura, Clã
Uma canção passou no rádio
E quando o seu sentido
Se parecia apagar
Nos ponteiros do relógio
Encontrou num sexto andar
Alguém que julgou
Que era para si
Em particular
Que a canção estava a falar
E quando a canção morreu
Na frágil onda do ar
Ninguém soube o que ela deu
O que ninguém
estava lá para dar
Um sopro um calafrio
Raio de sol num refrão
Um nexo enchendo o vazio
Tudo isso veio
Numa simples canção
Uma canção passou no rádio
Habitou um sexto andar
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segunda-feira, outubro 22, 2007
Amuo
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Vejo que estás mais crescida
Já dobras a frustração
Bates com a porta ao mundo
Quando ele te diz não
Envolves o teu espaço
Na tua membrana ausente
Recuas atrás um passo
Para depois dar dois em frente
Amuar faz bem
Amuar faz bem
Ficas descalça em casa
A fazer a tua cura
Salva por um bom amuo
De fazer má figura
Amanhã o mundo inteiro
Vai perguntar onde foste
E tu dizes apenas
Que saíeste, viajaste
Amuar faz bem
Amuar faz bem
Nada como um bom amuo
Apenas um recuo quando nada sai bem
E depois voltar
Como se nada fosse
E reencontrar o lugar
Guardado por um bom amuo
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Vejo que estás mais crescida
Já dobras a frustração
Bates com a porta ao mundo
Quando ele te diz não
Envolves o teu espaço
Na tua membrana ausente
Recuas atrás um passo
Para depois dar dois em frente
Amuar faz bem
Amuar faz bem
Ficas descalça em casa
A fazer a tua cura
Salva por um bom amuo
De fazer má figura
Amanhã o mundo inteiro
Vai perguntar onde foste
E tu dizes apenas
Que saíeste, viajaste
Amuar faz bem
Amuar faz bem
Nada como um bom amuo
Apenas um recuo quando nada sai bem
E depois voltar
Como se nada fosse
E reencontrar o lugar
Guardado por um bom amuo
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terça-feira, outubro 16, 2007
Fábrica de Amores
Letra: Adolfo Luxúria Canibal / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
A garganta seca
Pelo fumo do acre
Sou Salomé no nó dos calores
Que faltal boneca
Revestida a lacre
Sou Salomé fábrica de amores
Passo com ar bombástico
Digo maviosamente
Levo o paraíso em mim!
Levo o paraíso!
Os olhares pousam
Sobre o meu corpete
No salivar glutão do desejo
Mas as mãos não ousam
Tão voraz joguete
Sou Salomé ébria de ensejo
Passo, passo com ar bombástico
E digo maviosamente
Tenho o paraíso em mim!
Tenho o paraíso em mim!
Levo o paraíso!
Levo o paraíso em mim!
Secreto jardim
A um passo de ti
Dourado e carmim
A um passo de ti
Tenho o paraíso em mim!
Tenho o paraíso em mim!
Levo o paraíso!
Tenho o paraíso em mim!
Levo o paraíso!
Levo o paraíso em mim!
Em mim...
A mim!
Letra: Adolfo Luxúria Canibal / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
A garganta seca
Pelo fumo do acre
Sou Salomé no nó dos calores
Que faltal boneca
Revestida a lacre
Sou Salomé fábrica de amores
Passo com ar bombástico
Digo maviosamente
Levo o paraíso em mim!
Levo o paraíso!
Os olhares pousam
Sobre o meu corpete
No salivar glutão do desejo
Mas as mãos não ousam
Tão voraz joguete
Sou Salomé ébria de ensejo
Passo, passo com ar bombástico
E digo maviosamente
Tenho o paraíso em mim!
Tenho o paraíso em mim!
Levo o paraíso!
Levo o paraíso em mim!
Secreto jardim
A um passo de ti
Dourado e carmim
A um passo de ti
Tenho o paraíso em mim!
Tenho o paraíso em mim!
Levo o paraíso!
Tenho o paraíso em mim!
Levo o paraíso!
Levo o paraíso em mim!
Em mim...
A mim!
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Tira a Teima
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Se um dia me aproximar de ti
Não penses que é só um flirt
Não julgues que é um filme
Que já viste em qualquer parte
Pensa bem antes de agir
Evita ser imprudente
Faz a carta do meu signo
E vê à lupa o ascendente
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou
Tem cuidado e tira a teima
Tu não sonhas ao que venho
Não sabes do que sou capaz
Eu dou tudo quanto tenho
Não funciono a meio gás
Vem sentar-te à minha frente
E diz-me o que vês em mim
Não respondas já a quente
Pondera antes de dizer sim
Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou
Fere, rasga e queima
Diz-me se vês o granito
Onde se gravam os grandes temas
Diz-me se vês o amor infinito
Ou somente um par de algemas
Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou
Fere, rasga e queima
Letra: Carlos Tê / Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Se um dia me aproximar de ti
Não penses que é só um flirt
Não julgues que é um filme
Que já viste em qualquer parte
Pensa bem antes de agir
Evita ser imprudente
Faz a carta do meu signo
E vê à lupa o ascendente
Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou
Tem cuidado e tira a teima
Tu não sonhas ao que venho
Não sabes do que sou capaz
Eu dou tudo quanto tenho
Não funciono a meio gás
Vem sentar-te à minha frente
E diz-me o que vês em mim
Não respondas já a quente
Pondera antes de dizer sim
Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou
Fere, rasga e queima
Diz-me se vês o granito
Onde se gravam os grandes temas
Diz-me se vês o amor infinito
Ou somente um par de algemas
Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou
Fere, rasga e queima
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domingo, outubro 07, 2007
Adeus Amor
Letra: Carlos Tê Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Adeus amor que cresci
Já pouco me tens a dizer
Já bebi tudo de ti
Que de bom tinha a beber
Adeus amor, vou embora
Não me impeças por favor
Sabes que só vou agora
Porque dei tempo ao amor
Não suporto o teu modo
Carinhoso e paternal
No tom de quem sabe tudo
Sem saber o essencial
Adeus amor já me cansa
A canção do teu cinismo
Essa pose de quem dança
Sempre à beira do abismo
Adeus amor que cresci
Pouco me tens a dizer
Já bebi tudo de ti
E há mais mundo a beber
Não suporto o teu modo
Carinhoso e paternal
No tom de quem sabe tudo
Sem saber o essencial
Letra: Carlos Tê Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã
Adeus amor que cresci
Já pouco me tens a dizer
Já bebi tudo de ti
Que de bom tinha a beber
Adeus amor, vou embora
Não me impeças por favor
Sabes que só vou agora
Porque dei tempo ao amor
Não suporto o teu modo
Carinhoso e paternal
No tom de quem sabe tudo
Sem saber o essencial
Adeus amor já me cansa
A canção do teu cinismo
Essa pose de quem dança
Sempre à beira do abismo
Adeus amor que cresci
Pouco me tens a dizer
Já bebi tudo de ti
E há mais mundo a beber
Não suporto o teu modo
Carinhoso e paternal
No tom de quem sabe tudo
Sem saber o essencial
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Vamos esta noite
Letra:Arnaldo Antunes Música: Clã
in Cintura
Vamos
Para a montanha russa
Vamos
ao carrossel
Vamos
Subir o Pão de Açucar
Vamos juntos
Lamber o céu
Vamos
Dançar até cair, ir
Juntos vamos
Morrer de rir
Esta noite é só pra nós
Hoje não terá depois
Hoje não terá porquês
Esta noite é pra vocês
Virem comigo
Até ao fim
Para o fim do mundo
Vamos
Perder a hora certa
Vamos
Pisar no chão
Vamos
Deixar a porta aberta
Juntos vamos
Para Plutão
Hoje não terá amanhã
Hoje o mundo é nosso Clã
Hoje não terá talvez
Esta noite é pra vocês
Virem junto
Até ao fim do fim de tudo
Letra:Arnaldo Antunes Música: Clã
in Cintura
Vamos
Para a montanha russa
Vamos
ao carrossel
Vamos
Subir o Pão de Açucar
Vamos juntos
Lamber o céu
Vamos
Dançar até cair, ir
Juntos vamos
Morrer de rir
Esta noite é só pra nós
Hoje não terá depois
Hoje não terá porquês
Esta noite é pra vocês
Virem comigo
Até ao fim
Para o fim do mundo
Vamos
Perder a hora certa
Vamos
Pisar no chão
Vamos
Deixar a porta aberta
Juntos vamos
Para Plutão
Hoje não terá amanhã
Hoje o mundo é nosso Clã
Hoje não terá talvez
Esta noite é pra vocês
Virem junto
Até ao fim do fim de tudo
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Pedro Rito
quarta-feira, outubro 03, 2007
A Velhice
Samuel Beckett / João Lagarto / Jorge Palma in Voo Nocturno
A velhice é quando há um homem
agachado à lareira
com medo das bruxas
levar o bacio para a cama
e trazer o grog
ela vem nas cinzas
aquela que amou não pôde ser
vencida
ou vencida não pôde ser amada
ou qualquer outro pesadelo
vem nas cinzas
como nessa velha luz
a sua face nas cinzas
essa velha luz de estrelas
de novo na terra
Samuel Beckett / João Lagarto / Jorge Palma in Voo Nocturno
A velhice é quando há um homem
agachado à lareira
com medo das bruxas
levar o bacio para a cama
e trazer o grog
ela vem nas cinzas
aquela que amou não pôde ser
vencida
ou vencida não pôde ser amada
ou qualquer outro pesadelo
vem nas cinzas
como nessa velha luz
a sua face nas cinzas
essa velha luz de estrelas
de novo na terra
Finalmente a Sós
Jorge Palma in Voo Nocturno
Antes de teres aberto o mar
antes de teres virado o rio
eu era alguém às costas de outro alguém
Trouxeste mais contradições
trouxeste mais opiniões
e agora eu sou mais outro Zé-Ninguém
Finalmente só
Finalmente a sós
Quando eu já estava a sossegar
quando já estava a adormecer
vi-te dançar e a minha paz morreu
Odeio a luz do teu olhar
quando não brilha só p'ra mim
pensei que fosses um brinquedo meu
Finalmente só
Finalmente a sós
Jorge Palma in Voo Nocturno
Antes de teres aberto o mar
antes de teres virado o rio
eu era alguém às costas de outro alguém
Trouxeste mais contradições
trouxeste mais opiniões
e agora eu sou mais outro Zé-Ninguém
Finalmente só
Finalmente a sós
Quando eu já estava a sossegar
quando já estava a adormecer
vi-te dançar e a minha paz morreu
Odeio a luz do teu olhar
quando não brilha só p'ra mim
pensei que fosses um brinquedo meu
Finalmente só
Finalmente a sós
Quarteto da corda
Jorge Palma in Voo Nocturno
justina e Baltazar encontraram-se à beira do rio
um estava sem calor e o outro mesmo cheio de frio
passou um cardume de lume que os engalfinhou
Justina e Baltazar encontraram-se à beira do rio
A Cleia e o Montolivo andavam por Avinhão
estavam ambos à espera do próximo avião
um ia para Alexandria, o outro não sabia
Cleia e Montolivo andavam por Avinhão
No Hemisfério do Sul, um mosquito deu à asa
e uma criança nasceu sem saber que não tem casa
um objecto voador bem identificado
leva cento e tal pessoas de volta ao lar,
há-de lá chegar, hum, há-de lá chegar!
Justina e Baltazar, a Cleia e o Montolivo
juntaram-se nas docas, beberam alguns digestivos
alguém tinha à disposição um belo apartemã
ninguém sabia com quem estava quando chegou a manhã
ninguém sabia quem era quando chegou a manhã...
Jorge Palma in Voo Nocturno
justina e Baltazar encontraram-se à beira do rio
um estava sem calor e o outro mesmo cheio de frio
passou um cardume de lume que os engalfinhou
Justina e Baltazar encontraram-se à beira do rio
A Cleia e o Montolivo andavam por Avinhão
estavam ambos à espera do próximo avião
um ia para Alexandria, o outro não sabia
Cleia e Montolivo andavam por Avinhão
No Hemisfério do Sul, um mosquito deu à asa
e uma criança nasceu sem saber que não tem casa
um objecto voador bem identificado
leva cento e tal pessoas de volta ao lar,
há-de lá chegar, hum, há-de lá chegar!
Justina e Baltazar, a Cleia e o Montolivo
juntaram-se nas docas, beberam alguns digestivos
alguém tinha à disposição um belo apartemã
ninguém sabia com quem estava quando chegou a manhã
ninguém sabia quem era quando chegou a manhã...
segunda-feira, outubro 01, 2007
O Jogo de "Cintura" dos Clã
1 de Outubro de 2007! No dia mundial da música o mundo conhece o 5º álbum de originais daquela que considero ser a melhor banda do mundo, os Clã!
Manuela Azevedo, Pedro Biscaia, Miguel Ferreira, Fernando Gonçalves, Hélder Gonçalves, Pedro Rito, apresentam-nos Cintura!
Saiu hoje e já estou apaixonado por 2 canções. Uma delas já a conheci a 22 de Agosto no ensaio geral para um grupo de 50 previligiados, em que felizmente estive, e que é Sexto Andar (curiosamente o andar que habito), outra é Pra Continuar.
Nos Clã vejo competência! Não só musical, mas Competência para Amar. Amarem-se entre eles, amarem os seus fãs, amarem o mundo, amarem quem com eles faz também um novo disco, sendo correspondidos por isso como se vê em Vamos esta noite de Arnaldo Antunes (Hoje não terá amanhã / Hoje o mundo é o nosso Clã / Hoje não terá talvez / Esta noite é para vocês / Virem junto / Até ao fim do fim de tudo).
Outro aspecto que me agrada é partirem sempre do Ponto Zero, mas sempre Pra Continuar.
E mesmo quando o mundo nos parecer de tal maneira injusto, que nos apeteça um bom Amuo, há sempre um Sexto Andar onde (Uma canção passou no rádio / E quando o seu sentido / Se parecia apagar / nos ponteiros do relógio / encontrou num sexto andar / alguém que julgou / que era para si / em particular / que a canção estava a falar / E quando a canção morreu / na frágil onda do ar / ninguém soube que ela deu / o que ninguém / estava lá para dar / Um sopro, um calafrio / raio de sol num refrão / um nexo enchendo o vazio / tudo isso veio / numa simples canção).
Obrigado e parabéns, Clã!
1 de Outubro de 2007! No dia mundial da música o mundo conhece o 5º álbum de originais daquela que considero ser a melhor banda do mundo, os Clã!
Manuela Azevedo, Pedro Biscaia, Miguel Ferreira, Fernando Gonçalves, Hélder Gonçalves, Pedro Rito, apresentam-nos Cintura!
Saiu hoje e já estou apaixonado por 2 canções. Uma delas já a conheci a 22 de Agosto no ensaio geral para um grupo de 50 previligiados, em que felizmente estive, e que é Sexto Andar (curiosamente o andar que habito), outra é Pra Continuar.
Nos Clã vejo competência! Não só musical, mas Competência para Amar. Amarem-se entre eles, amarem os seus fãs, amarem o mundo, amarem quem com eles faz também um novo disco, sendo correspondidos por isso como se vê em Vamos esta noite de Arnaldo Antunes (Hoje não terá amanhã / Hoje o mundo é o nosso Clã / Hoje não terá talvez / Esta noite é para vocês / Virem junto / Até ao fim do fim de tudo).
Outro aspecto que me agrada é partirem sempre do Ponto Zero, mas sempre Pra Continuar.
E mesmo quando o mundo nos parecer de tal maneira injusto, que nos apeteça um bom Amuo, há sempre um Sexto Andar onde (Uma canção passou no rádio / E quando o seu sentido / Se parecia apagar / nos ponteiros do relógio / encontrou num sexto andar / alguém que julgou / que era para si / em particular / que a canção estava a falar / E quando a canção morreu / na frágil onda do ar / ninguém soube que ela deu / o que ninguém / estava lá para dar / Um sopro, um calafrio / raio de sol num refrão / um nexo enchendo o vazio / tudo isso veio / numa simples canção).
Obrigado e parabéns, Clã!
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