No Natal eu quero V.A. Troppers
Vi na televisão e adorei, passei-me e fiquei maluca
Isso é de bebés!
Eu quero uma espada maior do que a dos Imortais
Mas muito mais afiada
Cala-te seu grande anormal!
Moto-ratos, porque são muita radicais e vêm de Marte
Oh! Otária!
Vou ter uma pistola melhor que a do Walker
Para castigar os malfeitores
(Cara de Elefante!)
Cala-te seu grande cabeça de alho-choxo!
Power Rangers
Porque estão cheios de acção e vieram para te salvar
Bébézinha!
Vou ter uma faca maior que a do Tarzan
Muito maior
Deficiente mental!
Quero uma Barbie
Para entrar no concurso e ganhar muitos prémios
Grande coisa!
Vou ter uma espingarda
Maior que a do Exterminador Implacável
Ho! Ho! Ho! Feliz Natal
Eu quero o CD dos Bon Jovi
Porque ele é muita giro e espectacular
Cara de tangerina!
Vou ter uma metralhadora gigantesca
Muito maior que do Rambo
Cala-te cabeça de alho-choxo!
Eu quero os Take That
Porque têm músicas muita fixes e curtidas
Sua grande anormal!
Vou ter uma bazuca igual à do Action Man
Para rebentar com uma cidade inteira
Cala-te tromba de elefante!
Quero o Bryan Adams, porque é o maior e ponto final
Vou ter um laser maior do que o da Enterprise
Para desintegrar o mundo
Cala-te seu boi desdentado!
Quero o Michael Jackson
Porque dança muita bem
E tem telediscos muita loucos
Ah! Ah! Ah! Adeus e Feliz Natal!
Ho! Ho! Ho! Feliz Natal
sábado, dezembro 22, 2012
segunda-feira, dezembro 10, 2012
domingo, dezembro 09, 2012
Insónia
Acordo ou deixo dormir
O meu monstro da noite
Era bom poder, sorrir...
Em escassas horas de sono
Assim sento e recolho
Ao frio da insónia
Que vi, em mim...
Faz-me revirar o tempo
O monstro não me deixa não...
Dessa mente que não quer sossego!
Dessa mente que não quer sossego!
Murmúrios ou medos
Há quem durma sem jeitos
Em cima de uma cama
A rir, de mim...
Faz-me revirar o tempo
O monstro não me deixa não!
Faz libertar ao escurecer a mente
Que amanha eu devo ir trabalhar!
Mais do mesmo se encontra...
Nestas horas de ponta
O corpo pede a alma pra dormir,
Em mim...
Faz-me revirar o tempo
O monstro não me deixa não!
Faz libertar ao escurecer a mente
Que amanha eu devo ir trabalhar!
Num sonho por sonho
Num monopólio de oiro
O vício da insónia
Não consegui...
quinta-feira, dezembro 06, 2012
Amanhã (talvez)
Faz com que eu olhe
O fim de nós.
E a pressa que o tempo tem...
Razão p'ra nos deixar tão sós.
Se não houver amanhã,
Acaba o teu ódio também.
Se não houver amanhã,
Guarda o teu ódio também.
Faz com que eu não olhe
A dor como cura em nós.
Em jeito de amor-perfeito,
Recorda a quem já deste a mão.
Se não houver amanhã (...)
Porque eu não vi outra forma.
Não conheci outra hora.
Eu fugi por ser o que tu não vês...
Em ódio tu lês,
Em ódio tu vês, um amanhã, um amanhã,
um amanhã, um amanhã talvez...
quarta-feira, dezembro 05, 2012
Eu esperei
Eu esperei
Mas o dia não se fez melhor
E o sujo não se quis limpar,
Inventou mais flores em meu redor
Como se eu não fosse olhar!
Enfeitou as ruas para cobrir
Terra seca de não semear
Deram-me água turva a beber
Dizem cura e força e solução
Como se eu não fosse olhar!
Eu esperei
Mas o fumo não saiu da estrada
Arde o sonho em troca de nada
Dizem festa, mas é solidão
Como se eu não fosse olhar!
A mentira não se fez verdade
E a justiça não se fez mulher
A revolta não se fez vontade
Braços novos sem educação
Sangue velho chora de saudade!
Eu esperei
Dizem luta mas não há destino
Dão-me luzes mas não é caminho
Dizem corre mas não é batalha
Como quem não quer mudar!
Esta corda não nos sai das mãos
Esta lama não nos sai do chão
Esta venda não deixa alcançar.
Cantam "armas" mas não é amor
Mão no peito mas não é amar
Fato justo mas sem lealdade
Cavaleiro mas já sem moral
Braços sujos que se vão esconder
Braços fracos não são de lutar
Braços baixos não se querem ver
Como se eu não fosse olhar!
Eu esperei
Pelo tempo transparente em nós
Pelo fruto puro de escolher
Pela força feita de alegria
Mas o povo dorme na ilusão!
E a tristeza é forma de sinal
Liberdade pode ser prisão...
Meu deus, livra-nos do mal
E acorda Portugal...
quinta-feira, novembro 29, 2012
Porque quero estar contigo
O dia já chegou ao fim
E a noite faz lembrar
Tudo o que há em ti
E que me faz sonhar
Teu beijo atrevido
Faz-me enlouquecer
Dizes "Quero ir contigo, onde tudo é prazer".
E tu não estás aqui
És uma alucinação
Não vou ficar sem ti
E perder a emoção
Porque quero estar contigo
Mergulhar no teu mar
Repousar no teu abrigo
Nunca mais acordar
Sem temer o perigo
De um dia te perder
Tudo faz sentido
Na ânsia de te ter
E tu não estás aqui
És uma alucinação
Não vou ficar sem ti
E perder a emoção
Porque quero estar contigo
Mergulhar no teu mar
Repousar no teu abrigo
Nunca mais acordar
terça-feira, novembro 27, 2012
Quem sabe
quem sabe eu nem vos quero bem
quem sabe eu nem sou ninguém
quem sabe eu não sei quem
quem sabe eu sou quem queria ser
quem sabe eu nunca o vou saber
quem sabe eu sou bem melhor
quem sabe o medo é minha cruz
quem sabe o medo é meu motor
quem sabe o medo é luz
quem sabe eu não estou só a tentar
desesperadamente uma razão
para seguir ou para não parar
pois tudo se passa sem eu ver
sábado, novembro 24, 2012
Estou pronto
eu pressinto a presença
como vento em minha espinha
eles saber dos meus planos
sua casa é a minha
vou abrindo ao medo as minhas mãos
como abrindo ao medo as minhas mãos
eu desejo a sentença
como prova de uma prova
na saúde
na doença
numa crença
numa cova
vou abrindo ao medo as minhas mãos
como abrindo ao medo as minhas mãos
como vento em minha espinha
eles saber dos meus planos
sexta-feira, novembro 09, 2012
Chave de Vidro
Luar de Agosto
quem queimará
chave de vidro
em que porta partirá
luz de Setembro
quem cegará
comboio azul
em que estação parará
Longe da vista
longe do brinquedo
que o poeta chamou então
o coração
Pobre do coração
sempre aceso e sem sequer poder
carregar no botão
mudar de canal cortar o som
e olhar como quem quer olhar
enredos simples da paixão
tudo no seu lugar
e o coração, enfim, meu Deus
a bater e a descansar
Chuva de Inverno
quem banhará
chave de vidro
em que porta partirá
sol de Dezembro
quem secará
um de Janeiro
com que pé se entrará
Longe da vista
longe do brinquedo
que o poeta chamou então
o coração
Pobre do coração
sempre aceso e sem sequer poder
carregar no botão
mudar de canal cortar o som
e olhar como quem quer olhar
enredos simples da paixão
tudo no seu lugar
e o coração, enfim, meu Deus
a bater e a descansar
Luar de Agosto
quem lembrará
chave de vidro
em que porta partirá
praia deserta
quem esconderá
corpo dorido
que disfarce usará
Longe da vista
longe do brinquedo
que o poeta chamou então
o coração
quem queimará
chave de vidro
em que porta partirá
luz de Setembro
quem cegará
comboio azul
em que estação parará
Longe da vista
longe do brinquedo
que o poeta chamou então
o coração
Pobre do coração
sempre aceso e sem sequer poder
carregar no botão
mudar de canal cortar o som
e olhar como quem quer olhar
enredos simples da paixão
tudo no seu lugar
e o coração, enfim, meu Deus
a bater e a descansar
Chuva de Inverno
quem banhará
chave de vidro
em que porta partirá
sol de Dezembro
quem secará
um de Janeiro
com que pé se entrará
Longe da vista
longe do brinquedo
que o poeta chamou então
o coração
Pobre do coração
sempre aceso e sem sequer poder
carregar no botão
mudar de canal cortar o som
e olhar como quem quer olhar
enredos simples da paixão
tudo no seu lugar
e o coração, enfim, meu Deus
a bater e a descansar
Luar de Agosto
quem lembrará
chave de vidro
em que porta partirá
praia deserta
quem esconderá
corpo dorido
que disfarce usará
Longe da vista
longe do brinquedo
que o poeta chamou então
o coração
segunda-feira, novembro 05, 2012
Algo teu
É só o nada a bater-nos à porta
E a mim importa-me que estejas a meu lado
Enquanto o medo vai dançando à nossa volta
É só uma imagem que sonhámos doce imagem
Nada que um dia após o outro reproduza
Mas meu amor estaremos sempre de passagem
Esquece o que eles dizem sobre um grande amor
Quem podia mais querer-te como eu
Nada que acredite conseguir mostrar pois é algo teu
terça-feira, outubro 30, 2012
Nunca parto inteiramente
Nunca parto inteiramente
Não me dou à despedida
As águas vão simplesmente
Presas à sua nascente
É do seu modo de vida
Fica sempre qualquer coisa
Qualquer coisa por fazer
Às vezes quase lamento
Mas são coisas que eu invento
Com medo de te perder
Deixei um livro marcado
E um vaso de alecrim
Abri o meu cortinado
Fiz a cama de lavado
Para te lembrares de mim
Nunca parto inteiramente
Vivo de duas vontades:
Uma que vai na corrente,
A outra presa à nascente
Fica para ter saudades
Tu não tens de mudar
Se o tens de ouvir tens de o fazer
E o mundo diz "tu tens de mudar"
Só não lavou as tuas mãos
Mas tens as mãos do mundo para lavar
Afasta-te um pouco mais
E dorme em paz que tu não tens de dar
O teu sorriso assim
Esgotando o teu juízo assim
Tu não tens de mudar
Quem te quer mudar não te quer
Conhecer
Tu não tens de o fazer
Eu não tenho nada meu
Pois tudo o que era bom foi na
Corrente do ter
E agora dei-me um dia para ser feliz
Para ver que eu nunca vou ter o mundo
Na minha mão
Não tenhas pena de mim agora
Meus dias já não são de ouro
Dantes sim existia um problema
Agora todos nós somos actores de cinema
E escondemo-nos bem dos olhos que o
mundo tem
Mas toda a gente nos vê
Só não nos ouve ninguém
Tu não tens de ver
Tu não tens sequer de amar
Tu só vais achar que vês
Quando ao sabor da tua lei
O amor fizer de ti seu rei para sempre
Para nunca mais mentir
Para ver
Para dar
Para estar
Para ter
Para ir
Pra ouvir
Pra sorrir e entrar
Para rir
Pra voltar
A tentar
Pra sentir
E mudar
Pra voltar a cair
Para me levantar
Para nunca mais tentar
Mentir
Pra crescer
Para amar
Para ser
O lugar
Pra viver
E gostar
De gostar
De viver
Pra fugir
Pra mostrar
Pra dizer
Pra ter paz
Pra dormir
Pra fingir acordar
Para ser
Derramar
Para nunca mais tentar
Mentir
Débil Mental
É que eu não sou um débil mental,
Eu posso estar errado ou ter agido mal,
Mas pago o preço que eu tiver de pagar,
Se for pra tal eu sofro só.
Se não te agrada a forma de eu falar,
Acorda e vê que eu cago pró teu não gostar.
Se as minhas calças,
Parecem de um pijama,
Da próxima vez eu saio como entrei na cama.
Só me agrada ser quem quero,
Longe de uma falsa situação.
Masturbação,
Não fica só pela palma da mão.
E é tão mau,
Se a dita v.i.p. fala caro e faz pensar que eu sou vulgar.
Eu sou,
Só não aguento,
É que ela diga tanta prosa e seja só ar,
E nem o ar é puro!
Hipocrisia é mal que eu não suporto,
Pior até que o não pensar.
Mas a verdade é que eu não sofro pelo mal,
Mas pelo meu bem.
Diz meu mal ou leva-me à razão.
Quero andar por fora do que eu sou,
Deixar o tempo ver,
Do que é capaz.
Sobre o que gira à volta já falei,
Contudo há certas coisas em que eu não pensei,
Se o meu destino é negro ou claro,
Quem vai dizer nada muda em nada tudo o que eu pensei fazer.
O mundo não é nada,
Nada à minha beira,
se tudo o que acredito já está preso à cadeira.
E tudo o que eu faço é pensado em mim,
No fundo eu sei que toda a gente acaba sendo assim.
Diz meu mal ou leva-me à razão.
Quero andar por fora do que eu sou,
Deixar o tempo ver,
Do que é capaz.
Não vejo nada contra o infalível,
Fala bem fala a minha língua,
Que eu não sou tu,
Homem de afetação,
Beija-me o cú,
Livra livra já não posso mais ouvir!
É tanta coisa fora do normal,
Procuras água no deserto.
Quem sabe até nos faz bem.
Eu sou mais eu sem nimguém.
A minha vida não tem nexo,
Dar-lhe um rumo é dar-lhe um fim.
Meu bem dói ou não,
Não eras tu contra a traição,
Quem evitou,
Por fim o mal,
Não foi a pura mas o débil mental!
Só me agrada ser quem quero,
Longe de uma falsa situação.
Só me agrada ser quem quero,
Longe de uma falsa situação.
(São) quem são e em nada são iguais,
Quem é mais?
Há que eu saiba um ponto igual em nós:
Sermos tão desiguais!
segunda-feira, outubro 29, 2012
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
É, agora é que eu preciso
Depois não vai valer a pena
Esse teu sorriso
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
É, agora é que eu preciso
Depois vai dar-me pena
Esse teu sorriso
Sem aviso
Que é agora é que eu preciso
Sem aviso
Supostamente
Sem aviso
E não quando mais tarde eu vir falar
Daquilo que eu já consigo
Não venhas ter comigo
Ei, não venhas ter comigo
Ganhaste um inimigo
Perto de mim corres perigo
Corres o risco de vir a saber
A que sabe o sangue no sorriso
Eu pouco mudei
Pelo que sei, pelo que me conheço
Infelizmente errei
Remediado
Ando ocupado
Paguei esse preço
De ti já nem sei
Se estou curado
Ninguém me deu o teu novo endereço
Passou a passado
Já passa ao lado
Já só persigo
aquilo que eu mereço
E a ti
Nada te peço
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
É, agora é que eu preciso
Depois não vai valer a pena
Esse teu sorriso
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
Agora é que eu preciso
É, agora é que eu preciso
Depois vai dar-me pena
Esse teu sorriso
Sem aviso
Que é agora é que eu preciso
Sem aviso
Supostamente
Sem aviso
E não quando mais tarde eu vir falar
Daquilo que eu já consigo
Não venhas ter comigo
Ei, não venhas ter comigo
Ganhaste um inimigo
Perto de mim corres perigo
Corres o risco de vir a saber
A que sabe o sangue no sorriso
Eu pouco mudei
Pelo que sei, pelo que me conheço
Infelizmente errei
Remediado
Ando ocupado
Paguei esse preço
De ti já nem sei
Se estou curado
Ninguém me deu o teu novo endereço
Passou a passado
Já passa ao lado
Já só persigo
aquilo que eu mereço
E a ti
Nada te peço
sexta-feira, outubro 26, 2012
Vício de ti
Amigos como sempre
Dúvidas daqui pra frente
sobre os seus propósitos
é difícil não questionar.
Canto do telhado para toda a gente ouvir
os gatos dos vizinhos gostam de assistir.
Enquanto a musica não me acalmar
não vou descer, não vou enfrentar
o meu vício de ti não vai passar
e não percebo porque não esmorece
ao que parece o meu corpo não se esquece.
Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício
de ti (2x)
Levei-te à cidade, mostrei-te ruas e pontes
Sem receios atrai-te as minhas fontes
Por inspiração passamos onde mais ninguém passou
Ali algures algo entre nós se revelou.
Enquanto a música não me acalmar
não vou descer, não vou enfrentar
o meu vício de ti não vai passar
não percebo porque não esmorece
será melhor deixar andar
Será melhor deixar andar
Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício
de ti (3x)
Eu canto a sós pra cidade ouvir
e entre nós há promessas por cumprir
mas sei que nada vai mudar
o meu vício de ti não vai passar, não vai passar...
quinta-feira, outubro 25, 2012
Cedo o meu lugar
Eu não quero ser
Eu não quero pedir
Mas estou a perder
E não sei que fazer mais
O que eu era desapareceu
E quando falo parece, parece
Que não sou mais eu
Tento encontrar-me, desenrascar-me
Já faço a cama
Ando ocupada a tentar fugir de ti
Mas mais longe é mais perto
Mais difícil fazer o correto do que estar certo
Por isso…
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que decore os teus planos e que não se esqueça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que te dê tudo e que nem pareça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que fique do teu lado e que não esmoreça
Cedo o meu lugar…
Mas a seguir peço para voltar
Para mim nunca foi um jogo
Foi apenas um retrato
Onde ficávamos bem os dois
Onde as dúvidas são p'ra depois
Gosto mesmo de ti
Mas tu nunca estás...
Nunca estás aqui
Por isso…
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que decore os teus planos e que não se esqueça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que te dê tudo e que nem pareça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que fique do teu lado e que não esmoreça
Cedo o meu lugar…
Mas a seguir peço para voltar
( É que eu gosto mesmo de ti
Eu gosto mesmo de ti )
Tento encontrar-me, desenrascar-me
Mas quanto mais longe mais perto de ti
O que eu era desapareceu
A culpa percebe eu não sou mais eu
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que decore os teus planos e que não se esqueça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que te dê tudo e que nem pareça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que fique do teu lado e que não esmoreça
Cedo o meu lugar… (A culpa percebe eu não sou mais eu)
Cedo o meu lugar…
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que decore os teus planos e que não se esqueça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que te dê tudo e que nem pareça
Cedo o meu lugar a quem te mereça
Que fique do teu lado e que não esmoreça
Cedo o meu lugar…
Mas a seguir peço para voltar
Cedo o meu lugar…
( É que eu gosto mesmo de ti
Eu gosto mesmo de ti )
quarta-feira, outubro 24, 2012
O fim de tudo
No começo era o fim
agora ai de mim, ai de mim
era bom, era a sós
agora ai de nós, ai de nós
como é que se sai
do eterno ai, terno ai
como é que se faz
pela paz
que é o nosso bem camuflado
dá-se aquela de emancipado
e some cada um p´ra seu lado
o perfeito casal
habitué da columa social
estrilhou, estrilhaçou
vá lá saber-se porquê
vá lá saber-se porquê
O fim de tudo
é um recomeço
e olha, eu bem que mereço
tratar bem do melhor em mim
No começo, a paixão
agora essa não, essa não
era tudo demais
agora é só ais, é só ais
que é do amor que aparecia
tão cru na fotografia
que é do amor que se faz
e talvez
não volte mais a ser feito
vai-se de coração ao peito
cortar pela vida a direito
coração trivial
a afundar em água doce, água e sal
estrilhou, estrilhaçou
vá lá saber-se porquê
vá lá saber-se porquê
O fim de tudo
é um recomeço
e olha, eu bem que mereço
tratar bem do melhor em mim
No começo é para sempre
agora há quem lembre, há quem lembre
a promessa a preceito
de peito ao ar, mão no peito
pelo geito da mão
ainda é talvez sim, talvez não
mas o fôlego falha-nos
valha-nos Deus, quem nos acode
a parte esquece do peito explode
e o coração que gire e que rode
O fim de tudo
é um recomeço
e olha, eu bem que mereço
tratar bem do melhor em mim
segunda-feira, outubro 22, 2012
Beirute
Quem recordará como foi
Duvido que ainda haja alguém de pé
Que tenha dançado ao som das noites quentes
De Beirute
Será que alguém chora um ausente
Já não há ninguém para ausentar
Já não há ninguém para soluçar
Em Beirute
Em Beirute
Nem o sol nasce
Em Beirute
Como merece
É mais quente que o ar do deserto
É mais escuro que um buraco aberto
Na memória de uma terra ainda morna
Que já não torna
A ser Beirute
Em Beirute há bares fantasma
Onde outrora o amor se acoitou
E a alegria andava lado a lado
Com Beirute
Na terra onde o calor é quem manda
Havia uma cidade que era assim
Dizia nessa altura mais para mim
Do que Beirute
Quando enfim a história virar
Num tempo de arqueólogos errantes
Veremos corpos e ruínas militantes
Por Beirute
Encontraremos gente tão velha
Que nem parece ser da nossa era
Beijaremos os filhos da guerra
E choraremos
Por Beirute
Duvido que ainda haja alguém de pé
Que tenha dançado ao som das noites quentes
De Beirute
Será que alguém chora um ausente
Já não há ninguém para ausentar
Já não há ninguém para soluçar
Em Beirute
Em Beirute
Nem o sol nasce
Em Beirute
Como merece
É mais quente que o ar do deserto
É mais escuro que um buraco aberto
Na memória de uma terra ainda morna
Que já não torna
A ser Beirute
Em Beirute há bares fantasma
Onde outrora o amor se acoitou
E a alegria andava lado a lado
Com Beirute
Na terra onde o calor é quem manda
Havia uma cidade que era assim
Dizia nessa altura mais para mim
Do que Beirute
Quando enfim a história virar
Num tempo de arqueólogos errantes
Veremos corpos e ruínas militantes
Por Beirute
Encontraremos gente tão velha
Que nem parece ser da nossa era
Beijaremos os filhos da guerra
E choraremos
Por Beirute
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