segunda-feira, setembro 26, 2011

Teatro/Dança de Serralves



Festa do Outono Serralves 2011



Festa do Outono de Serralves



Festa do Outono 2011



Festa do Outono



Jograis



Feria Afonsina em Guimarães



Capital Europeia da Cultura 2012



Guimarães



Feira Afonsina



2º andar direito




Ele vinte anos, e ela dezoito
e há cinco dias sem trocarem palavra
lembrando as zangas que um só beijo curava
e esta história começa no instante
em que o homem empurra a porta pesada
e entra no quarto onde a mulher está deitada
a dormir de um sono ligeiro

E no quarto, às cegas,
o escuro abraça-o como que a um companheiro
que se conhece pelo tocar e pelo cheiro
e é o ruído que o chão faz que lhe traz
o gosto ao quarto depois de uma ruptura
faz-lhe sentir que entre os dois algo ainda dura
dos dias em que um beijo bastava

E agora, da cama
vem uma voz que diz sussurrando: És tu?
e a luz acende-se sobre um braço nu
e a mulher pergunta: a que vens agora?
é que não sei se reparaste na hora
deixa dormir quem quer dormir, vai-te embora
amanhã tenho de ir trabalhar.

Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor, um bocadinho mais
deixa-o dormir, que viveu dias tão brutais

E o homem, de pé
Parece um rapazinho a ver se compreende
e grita e diz que ele também não se vende
que quer a paz mas de outra maneira
e nem que essa noite fosse a derradeira
veio afirmar quer ela queira ou não queira
que os dois ainda têm muito a aprender

Se temos...! Diz ela
mas o problema não é só de aprender
é saber a partir daí que fazer
e o homem diz: que queres que responda?
Não estamos no mesmo comprimento de onda...
Tu a mandares-me esse sorriso à Gioconda
e eu com ar de filme americano

Somos tão novos, diz o homem
e agora é a vez de a mulher se impacientar
essa frase já começa a tresandar
é que não é só uma questão de idade
o amor não é o bilhete de identidade
é eu ou tu, seja quem for, ter vontade
de mudar e deixar mudar

Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor, um bocadinho mais
deixa-o dormir, que viveu dias tão brutais

E assim se ouviu
pela noite fora os dois amantes falar
e o que não vi só tive de imaginar
é preciso explicar que sou o vizinho
e à noite vivo neste quarto sozinho
corpo cansado e cabeça em desalinho
e o prédio inteiro nos meus ouvidos

Veio a manhã e diziam
telefona ao teu patrão, diz que hoje não vais
que viveste uns dias assim tão brutais
e que precisas de convalescença
sei lá, inventa qualquer coisa, uma doença
mete um atestado ou pede licença
sem prazo nem vencimento, se preciso for
(espero que não seja preciso, porque não
sei como é que eles vão viver sem os
dois salários...)

Vá fala que o bebé está acordado
e vizinho deve estar já acordado
e o amor, pronto, também está acordado
mas tem cuidado, trata-o bem
muito bem, de mansinho
que ainda agora vai pisar outro caminho.

quinta-feira, setembro 22, 2011

Problema de expressão




Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.

Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.

E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.



quinta-feira, setembro 15, 2011

Amigo do Peito




o meu amigo é power
o meu amigo é break
o meu amigo é shut down
o meu amigo é save

o meu amigo não é toc nem delete
o meu amigo não é chat
nem retoque no photoshop
o meu amigo é em carne e osso
falamos com os olhos
e vemos com os dedos
pensamos em voz alta
nos sonhos e nos medos

o meu amigo é live act
o meu amigo é free pass
o meu amigo é cool down
o meu amigo é peace

o meu amigo não é toc nem delete
o meu amigo não é chat

nem retoque no photoshop
o meu amigo é em carne e osso
falamos com os olhos
e vemos com os dedos
pensamos em voz alta
nos sonhos e nos medos

o meu amigo é power
o meu amigo é break
o meu amigo é shut down

quarta-feira, setembro 14, 2011

Pois é




É o caos, é o caos, é a mutação
voltar atrás, pisar, dar um passo em frente
manipular os olhos doutra geração
terá que ser, vai ter que ser, é a evolução
Pois é, não é

olhos abertos a ler a situação
e reclamar, e reclamar um pouco do atenção
ao que de mais humano há na nossa condição
menos cegueira, economia e mais educação

Pois é, não é, pois é, ou yé !

é o caos, é o caos, o futuro a ser
e ninguém sabe o que ele vai, ele vai trazer
a gente quer que o mundo sobre pare se viver
vamos fazer, fazer e acontecer

Pois é, não é, pois é, ou yé !

a gente vê, está a ver passar o filme
o forte tem a força, sem a força do razão
chegou a hora, está na hora da demonstração
ficou errada a teoria da evolução

Pois é, não é, pois é, ou yé !



sexta-feira, setembro 09, 2011

Cascata na ilha das Flores



A ocidente



Viagem Flores Corvo 11 de Junho de 2011



Flores Corvo Junho de 2011



Viagem das Flores ao Corvo 11 de Junho de 2011



Cascata



Viagem das Flores ao Corvo Junho de 2011



Viagem das Flores ao Corvo



Flores Corvo 11 de Junho de 2011



Cascatas nas Flores



Flores Corvo Junho 2011



Viagem Flores Corvo



Corvo



Flores -> Corvo



Flores Junho de 2011



Sémen



Ai se ele cai



À minha maneira



Não sou o único



O mundo ao contrário



Prisão em Si



Tonto



Xutos & Pontapés
Angra do Heroísmo
Sanjoaninas 2011


Eu senti-me um pouco
Tonto
Sem saber o que fazer
Talvez fosse a tua
Imagem
Talvez fosse por
Querer
Ao certo abriste-me a
Porta
Mas eu não queria entrar
Só queria uma miragem
Só queria naufragar
Faz tanto tempo
Tanto tempo
E tu chegaste tão perto
Que te apertei no meu peito
Já não era uma miragem
Era a serio eras Tu
Era a serio eras Tu
Faz tanto tempo
Tanto tempo

Homem do Leme



Xutos & Pontapés



Maria



Douro Agosto de 2010



Feira Medieval de Silves 2010



Sagres



Por do sol em Sagres



15 de Agosto de 2010

Sagres



Sagres | Algarve



Sagres



Fregeneda - Barca d'Alva



Terceira



Angra do Heroísmo



Monte Brasil | Terceira



Monte Brasil | Angra do Heroísmo



40 anos CGTP em Angra do Heroísmo



Monte Brasil



Praia da Vitória



Flores



Deolinda 19 de Junho de 2011



Deolinda SanJoaninas 2011



Deolinda em Angra do Heroísmo



Deolinda



Xutos



Ilha das Flores



Vemos, ouvimos e lemos




Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar

Vemos, ouvimos e lemos
Relatórios da fome
O caminho da injustiça
A linguagem do terror

A bomba de Hiroshima
Vergonha de nós todos
Reduziu a cinzas
A carne das crianças

D’África e Vietname
Sobe a lamentação
Dos povos destruídos
Dos povos destroçados

Nada pode apagar
O concerto dos gritos
O nosso tempo é
Pecado organizado

quarta-feira, setembro 07, 2011

Cetáceos



Angra do Heroísmo



Terceira



Observação de cetáceos



Subida à torre dos Clérigos



Teleférico de Gaia



Golfinhos



Terceira, Graciosa



Viagem Terceira, Graciosa



Rio Douro



Porto



terça-feira, setembro 06, 2011

Década de Salomé




Vai terminar esta prosa
Estamos na década de Salomé
Será o Apocalipse ou a torneira
a pingar no bidé?

É meio dia dia de feira
mensal em Vila Nogueira
Estamos na década do bricolage
Diz o jornal que um emigra
morreu afogado em Mira
Antes da data
Do mariage

Estamos na Europa
civilizada
já cá faltava
uma maison
pour la patrie
p´lo Volkswagen
acabou-se a forragem
viva o patron!

Já tem destino esta terra
vamos mudar para o marché aux puces
o tempo das ceroilas está no fio
agora só de trousses.

É meio dia dia de feira
mensal em Vila Nogueira
Estamos na década do bricolage
Diz o jornal que um emigra
morreu afogado em Mira
Antes da data
Do mariage.

Saem quarenta mil ovos moles
Vilar Formoso
é logo ali
faz-se um enxerto
com mijo de gato
Sola de sapato
voilá Paris!

Aos grandes supermercados
chega cultura num bi-camion
Camões e Eça vendem-se enlatados
lavados com «champon»

É meio dia dia de feira
mensal em Vila Nogueira
Estamos na década do bricolage
Diz o jornal que um emigra
morreu afogado em Mira
Antes da data
Do mariage

Estamos na Europa
radarizada
já cá faltava
uma turquês
para o controle
do bravo e do manso
vivaço e do tanso
em cada mês!

A fina flor do entulho
largou o pêlo ganhou verniz
Será o Christian Dior o manajeiro
a mandar no país?

Estamos da Europa
do «estou-me nas tintas»
nada de colectivismos
chacun por si, meu
e chcaun por soi
tê vê e cama
depois da esgaça
até que lhes dê a traça
a culpa é toda
do erre Hagá.

Levam-te à caça
dos gambuzinos
com dois ouriços
em cada mão
ai velha fibra
do bairro de Alfama
a carcaça do Gama
vai a leilão!

segunda-feira, setembro 05, 2011

A História das "Tripas à moda do Porto"

O Infante D. Henrique, precisando de abastecer as naus para a tomada de Ceuta na expedição militar comandada pelo Rei D. João I em 1415, pediu aos habitantes da cidade do Porto todo o género de alimentos. Todas as carnes que a cidade tinha foram limpas, salgadas e acamadas nas embarcações, ficando a população sacrificada unicamente com as miudezas para confeccionar, incluindo as tripas. Foi com elas que os portuenses tiveram de inventar alternativas alimentares, surgindo assim o prato "Tripas à moda do Porto" que acabaria por se perpetuar até aos nossos dias e tornar-se, ele próprio, num dos elementos gastronómicos mais característicos da região. De tal forma que, com ele, nascia também a alcunha de tripeiros, como ficaram a ser conhecidos os portuenses desde então.

Fico assim sem você




Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem amasso
Sou eu assim sem você
Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo (2x)

quinta-feira, setembro 01, 2011

quarta-feira, agosto 31, 2011

Water Skin




Even I'm gone, I know you will be fine
We'll keep playing that act
Next time don't try
Even I'm gone, I know you will be fine
I'm sure we'll pick a new film
Next time don't smile
You care but you don't know when
You drink but you don't know why
You drive but you don't know where
You want but you don't know how

Feel that water touching your lips
Kissing your skin
Turns the scene complete
Feel that water burning your lips
Thrilling your skin
Turns the scene complete

Even I'm gone, I know you will be fine
We'll keep playing that act
Next time don't try
Even I'm gone, I know you will be fine
I'm sure we'll pick a new film
Next time don't smile
You're scared but you don't know when
You drown but you don't know why
You swim but you don't know
You don't know how

Feel that water touching your lips
Kissing your skin
Turns the scene complete
Feel that water burning your lips
Thrilling your skin
Turns the scene complete

terça-feira, agosto 30, 2011

Question of love




It's because I met you
It's because I'm here
It's because I felt you
It's because I'm near
That's the reason why
You don't have to go
The reason that I adore you
You know
It's because I met you
It's because I met you
It's because I need you
It's because I feel you
It's because I want you
It's because I love you
You put me into it
And now you want me to leave
I'll tell you all the reasons
It's a question of love
[Be strong, be weak, beware

It's because I met you
It's because I'm here
It's because I felt you
It's because I'm near
That's the reason why
you don't have to go
The reason that I adore you
you know
You have nothing to lose
It's because I met you
It's because I met you
It's because I need you
It's because I feel you
It's because I want you
It's because I love you
You put me into it
And now you want me to leave
I'll tell you all the reasons
It's a question of love

domingo, agosto 28, 2011

Loja do Mestre Hermeto




Letra: Carlos Tê
Música: Hélder Gonçalves

a loja do mestre hermeto
tem a forma dum coreto
ele usa búzios do mar
com zumbidos de insecto
junta guizos de embalar
ao som do martelo-pilão
e assim ele faz
assim faz a percussão

a loja do mestre hermeto
tem ao balcão um cigano
tocando a sua guitarra
tem a cauda dum piano
em cima duma fanfarra
tudo junto em sintonia
assim faz a harmonia

anda, vem daí
vem daí, vou-te levar
à loja do mestre hermeto
anda, vou-te levar

na loja do mestre hermeto
há o canto dum riacho
um compasso corredor
há um galho contrabaixo
há um canário tenor
é quem mais se desafia
um canário tenor
disputando a melodia

vem daí vais-te passar
tu nem vais acreditar
à loja do mestre hermeto
vão doutores e analfabetos
na lógica do mestre hermeto
a música não tem classe
é uma casa de passe
onde se passam carretos

sábado, agosto 27, 2011

Front of




Stop breathing I'm trying to get some sleep
Stop breathing allow me to repeat
Keep breathing I guess it would disturb
Keep breathing the road is getting long
Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else
Keep breathing life is hard to play
Keep breathing we haven't find the way
Stop breathing this game it makes no sense
Stop breathing
Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else
The things that they said us
The things that we run off
Though we try to move over
After all that we saw
The stage is clear, the view is soft
But it's so cold, warm enough
The game is set, and too much players again,
And here we are, in front of them again
Keep breathing, I'm glad to see you back
Keep breathing I thought we would give up
Stop breathing their eyes will catch our soul
Stop breathing their ears will break our mind
Keep breathing and join the carrousel
Stop breathing pretend a pantomine
Keep breathing today we woke up blue
Stop breathing perhaps we lay down dark
Keep breathing I'm trying to get some sleep
Stop breathing allow me to repeat
Keep breathing and join the carrousel
Stop breathing
And dark, and blue, and again
Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else
Keep breathing I'm trying to get some sleep
Stop breathing allow me to repeat
Keep breathing this game it makes no sense
Stop breathing
Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else

quarta-feira, agosto 17, 2011

Truth




How could you hurt me like this?
How could you fear me like this?
I know that all the words are just words
I think that you don't know what it means
I think that it might be true
I think I've been a fool
Oh, don't you think?
All I've done now, all I've said
All I've read, it was for real
It was for real
But I know that
That dreams are just dreams
And I know that
You're not what it used to be love
Oh love
Oh love
All I've done, all I've said
All I've read, it was for real
All I've known, all I've feared
Lyrics www.allthelyrics.com/lyrics/the_gift_200000/
All I've said it was for real
How could you hurt me like this?
How could you fear me like this?
I know that all the words are just words
It can't be real

sexta-feira, agosto 12, 2011

Ok! Do You Want Something Simple?




OK! Do you want something simple?
OK! Do you want something simple?
OK! Do you want something simple?
OK! Do you want something simple?
The news
Do you want something simple?
The look
Do you want something simple?
The letters
Do you want something simple?
The jokes
Do you want something simple?
The games
Do you want something simple?
The nights
Do you want something simple?
The boys
Do you want something simple?
The girls
Do you want something simple?
The words
Do you want something simple?
The friends
Do you want something simple?
The rest
Do you want something simple?
And sex
Do you want something simple?

Why can't you understand
How I'm feeling now
Why don't you feel me
Why can't you understand
Please open your hand
When you don't know how to do
You want my life
But you've just said no more
Everything is just my fault
The life well done
I can't understand you more, yeah
And I can't understand you more

OK! Do you want something simple?
OK! Do you want something simple?
OK! Do you want something simple?
OK! Do you want something simple?
The films
Do you want something simple?
The songs
Do you want something simple?
And love
Do you want something simple?
The drinks
Do you want something simple?
Art pop
Do you want something simple?
TV
Do you want something simple?
The silence

Why can't you decide
How I'm feeling now
Your heart is following mine
Behind this sacrifice
Can't you see the words
Can't you see the things
But I can go on
Why don't you find another
Why everything looks like a crash
When I used to fall
I can't understand you more
And I can't understand you more

And you cry
And your heart don't cry
And you're sitting
Why can't you feel can't you see
What is happening to me
All the thinking time
All the love you gave it to me
Gave it to me
I can't understand you
Why, why this happens
Why can't you see I'm selling lies
Sitting at a table why
Why you want my life
Why do you want me, yeah
And I can't understand you
I can't understand you
I can't
Why this happening to me
Why this happening
Can't you see now
Can't you see now
Can't you see
I can't understand you
Why
Why this happening to us

This song is too simple
This song is too simple
This song

sábado, agosto 06, 2011

Embeiçado

Mas eu estou apaixonado...






Ela tem boca torta, nariz grande, cabelo mal cortado, rói as unhas, usa cunhas, mas eu estou apaixonado.
Ele tem espinhas, sardas, pontos negros, e uma boca exagerada, desafina e desatina mas eu estou apaixonada.
Ela é ciumenta, rabugenta, embirrenta e tagarela, intriguista e moralista mas eu estou louco por ela.
Ele faz cenas gagas, altas fitas, não tem confiança em mim, faz-se caro, faz-me trombas, mas eu gosto dele assim.

Refrão:
Diz-se que o amor é cego, deforma tudo a seu jeito, mas eu acho que o amor descobre o lado melhor do que parece defeito (2X)
Diz-se que o amor é cego...
Diz-se que o amor é cego...
Refrão (2X)

Porque eu gosto, gosto dele
E ela gosta, gosta de gostar de mim!

Tens que largar a mão







Tens que largar a mão
P'ra eu sair de pé
Sou o teu anjo e não me vês
Na parte calma do que és
Tens que largar a mão
E sair de pé
Sou o teu anjo a procurar
A parte quente do que vês
Mas há portas por fechar
Com o chumbo a prender
É mais forte do que quero acreditar
E se tudo vai com o vento a escorrer
Não sou eu quem vai lutar agora
Se eu não for quem vai ser
Se eu não for quem vai
Ter o teu melhor
Se eu não for quem vai seguir a tua mão
E levar-te com o sol
Eu sei
Vais aprender a olhar quando a dor vier
Vais aprender a desvendar a parte fraca do que és
P'ra descobrir depois quando a luz voltar
Tens um jardim a procurar
Que precisa de saber
Quanto tempo vai durar
Este muro a prender
É mais forte do que queres acreditar
E se tudo vai com o vento a escorrer
Não sou eu que vai lutar agora
Se eu não for quem vai ser
Se eu não for quem vai
Ter o teu melhor
Se eu não for quem vai seguir a tua mão
E levar-te com o sol
Eu sei
E levar-te com o sol
Eu sei x2
Se eu não for quem vai ser
Se eu não for quem vai
Ter o teu melhor
Se eu não for quem vai seguir a tua mão
E levar-te com o sol
Eu sei

sexta-feira, julho 01, 2011

Impossível é não viver

O texto que se segue é o contributo do escritor José Luís Peixoto para o MayDay Lisboa e foi recentemente lido em grego em Atenas.


Se te quiserem convencer que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu/nosso caminho.

Sabemos bem que é inútil resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes. Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Esta vida pertence-nos.

Além disso, é magnífico estragar a festa aos poderosos. É divertido, saudável, faz bem à pele. Quando eles pensam que já nos distribuíram um lugar, que já está tudo decidido, que nos compraram com falinhas mansas e autocolantes, mostramos-lhes que sabemos gritar. Envergonhamo-los como as crianças de cinco anos envergonham os pais na fila do supermercado. Com a diferença grande de não sermos crianças de cinco anos e com a diferença imensa de eles não serem nossos pais porque os nossos pais, há quase quatro décadas atrás, tiveram de livrar-se dos pais deles. Ou, pelo menos, tentaram.

O único impossível é o que julgarmos que não somos capazes de construir. Temos mãos e um número sem fim de habilidades que podemos fazer com elas. Nenhum desses truques é deixá-las cair ao longo do corpo, guardá-las nos bolsos, estendê-las à caridade. Por isso, não vamos pedir, vamos exigir. Havemos de repetir as vezes que forem necessárias: temos direito a viver. Nunca duvidámos de que somos muito maiores do que o nosso currículo, o nosso tempo não é um contrato a prazo, não há recibos verdes capazes de contabilizar aquilo que valemos.

Vida, se nos estás a ouvir, sabe que caminhamos na tua direcção. A nossa liberdade cresce ao acreditarmos e nós crescemos com ela e tu, vida, cresces também. Se te quiserem convencer, vida, de que é impossível, diz-lhe que vamos todos em teu resgate, faremos o que for preciso e diz-lhes que impossível é negarem-te, camuflarem-te com números, diz-lhes que impossível é não teres voz.

José Luís Peixoto

segunda-feira, março 07, 2011

A luta é alegria



A luta é alegria

POR VEZES DÁS CONTIGO DESANIMADO
POR VEZES DÁS CONTIGO A DESCONFIAR
POR VEZES DÁS CONTIGO SOBRESSALTADO
POR VEZES DÁS CONTIGO A DESESPERAR

DE NOITE OU DE DIA
A LUTA É ALEGRIA
E O POVO AVANÇA É NA RUA A GRITAR!

DE POUCO VALE O CINTO SEMPRE APERTADO
DE POUCO VALE ANDAR A LAMURIAR
DE POUCO VALE UM AR SEMPRE CARREGADO
DE POUCO VALE A RAIVA P'RA TE AJUDAR

DE NOITE OU DE DIA
A LUTA É ALEGRIA
E O POVO AVANÇA É NA RUA A GRITAR!

TRAZ O PÃO, TRAZ O QUEIJO, TRAZ O VINHO
VEM O VELHO, VEM O NOVO E O MENINO

VEM CELEBRAR ESTA SITUAÇÃO
E VAMOS CANTAR CONTRA A REACÇÃO!

TRAZ O PÃO, TRAZ O QUEIJO, TRAZ O VINHO
VEM O VELHO, VEM O NOVO E O MENINO

NÃO FALTA QUEM TE AVISE: VAI COM CUIDADO
NÃO FALTA QUEM TE QUEIRA MANDAR CALAR
NÃO FALTA QUEM TE DEIXE RESSABIADO
NÃO FALTA QUEM TE VENDA O PRÓPRIO AR

DE NOITE OU DE DIA
A LUTA É ALEGRIA
E O POVO AVANÇA É NA RUA A GRITAR!

TRAZ O PÃO, TRAZ O QUEIJO, TRAZ O VINHO
VEM O VELHO, VEM O NOVO E O MENINO

VEM CELEBRAR ESTA SITUAÇÃO
E VAMOS CANTAR CONTRA A REACÇÃO

TRAZ O PÃO, TRAZ O QUEIJO, TRAZ O VINHO
VEM O VELHO, VEM O NOVO E O MENINO

sexta-feira, março 04, 2011

Uma Aventura em Angra do Heroísmo - 2ª Temporada - Parte 5

Lenda de Angra do Heroísmo
fonte: Wikipédia

A lenda de Angra do Heroísmo é uma lenda da ilha Terceira, nos Açores. Versa sobre a cidade de Angra do Heroísmo e o Monte Brasil


Segundo a tradição, o príncipe dos mares vivia apaixonado por uma linda princesa de cabelos louros que vivia próximo aos seus domínios. A princesa, entretanto, não correspondia aos seus amores por já se encontrar apaixonada por outro príncipe. O senhor dos mares vivia consumido por ciúmes que muitas vezes o levavam à violência, e decidiu chamar uma fada ao seu reino marinho, com o objectivo de mudar o rumo aos acontecimentos.

A fada veio e tentou durante bastante tempo que a princesa desistisse do seu amor e se apaixonasse pelo Senhor do Mar. Fez magias e quebrantos e exerceu todas as suas influências, mas sem nada conseguir devido ao profundo amor da princesa pelo seu príncipe. Furioso, o senhor dos mares acabou por expulsar a fada dos seus domínios.

Um dia, os dois apaixonados, que até ali tinham vivido só da troca de olhares e de suaves devaneios, trocaram o primeiro beijo. Foi um beijo rápido, mas o sussurro dos apaixonados foi escutado pelo senhor e príncipe dos mares, que acordou do leito de rocha de basalto negro e areia vulcânica onde dormia.

A fada também ouviu e atravessou apressadamente os céus em direcção ao reino do príncipe dos mares, pois via a oportunidade de se vingar do príncipe, por quem entretanto se tinha apaixonado, e da princesa que lhe roubava a felicidade.

Quando chegou perto do Senhor do Mar, viu-o furioso a bater-se contra a terra com furiosas e encapeladas ondas cobertas de espuma branca e disse-lhe baixinho: "Príncipe do mar, chegou a hora da vossa vingança. Aqui estou para fazer o que mandardes." Cego pelo ciúme e pela raiva, este ordenou-lhe em tom de ódio: "Correi, fada, fulminai o príncipe que roubou minha amada. Mas... lembrai-vos, só a ele!"

Aceitando o desafio com a cabeça e convidando o Senhor do Mar a assistir à vingança que ia preparar, a fada levou-o pela mão em direcção à praia onde estavam os dois apaixonados. Lá foram encontrar a princesa de cabelos soltos, dourados ao sol poente, levemente reclinada sobre o seu apaixonado.

Rapidamente, a fada soltou a mão do Senhor do Mar e se precipitou sobre o par enamorado, fazendo um encanto: o príncipe ficou transformado num grande monte (o Monte Brasil) coberto de denso arvoredo, levantando-se altivo de frente para o mar. A princesa recusou-se a abandonar o seu apaixonado e ficou para sempre reclinada na posição em que se encontrava. Com o passar os milénios, transformou-se na baía e na cidade de Angra do Heroísmo. Encontram-se os dois unidos e embalados para sempre pelas noites e pelos dias, pelo eterno soluçar angustiado do Atlântico, príncipe e senhor dos mares.


Monte Brasil, visto do mar, Ilha Terceira, Açores

Cidade de Angra do Heroismo e Baía de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, Portugal


terça-feira, março 01, 2011

Sou um gajo do Puorto




Sou um gajo do Porto
Olha a grande nobidade
Represento bibo ou morto
O mau jeito da cidade

Um mau jeito com seus ques
ou bice-bersa é claro
Trocar os Bs pelos Bs
Tem muita graça e é raro

Curaçon, telebison
É como pronunciamos
Mas tem sempre som e tom
Aquilo de que falamos

Sim, sou um gaijo do Porto
Sim, sou um gaijo do Porto

Tripas som manjar só nosso
Feitas à moda do Porto
E sabemos dar no osso
Se a coisa dá pró torto.

Cunfeitaria ou café
num suplantam um bom tasco
Ondo balcom semprimpé
Bai do maduro ou do berdasco

Curaçon, telebison
É como pronunciamos
Mas tem sempre som e tom
Aquilo de que falamos

Sim, sou um gaijo do Porto
Sim, sou um gaijo do Porto