Angra do Heroísmo, 22 de Junho de 2011
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quinta-feira, janeiro 24, 2013
terça-feira, outubro 09, 2012
Longa se torna a espera
E quando eu descobrir o segredo
Da neblina cinzenta
Que torna a água barrenta
E sem perdão me esmaga o peito
E quando se levanta de repente
A névoa que corre o rio
Que gela tudo de frio
E escurece a corrente
Longa se torna a espera
Na névoa que corre o rio
Lenta vem a galera
Na noite quieta de frio
E quando...
E quando eu apanhar finalmente
O barco para a outra margem
Outra que finde a viagem
Onde se espere por mim
Terei, terei mais uma vez força
Para enfrentar tudo de novo
Como a galinha e o ovo
Num repetir de desgraças
Longa se torna a espera
Na névoa que corre o rio
Lenta vem a galera
Na noite quieta de frio
E quando...
segunda-feira, dezembro 12, 2011
Barcos Gregos
Já estou farto de procurar
Um sítio para me encaixar
Mas não pode ser
Está tudo cheio, tão cheio, cheio, cheio
Mas o que é que eu vou fazer
Eu vou para longe, para muito longe
Fazer-me ao mar, num dia negro
Vou embarcar, num barco grego
Falta-me o ar, falta-me emprego
Para cá ficar
Já estou farto de descobrir
Tantas portas por abrir
Mas não pode ser, é tudo feio, tão feio, feio
Mas o que é que eu vou fazer
segunda-feira, outubro 17, 2011
Conta-me histórias
Agora que pousas a cabeça
Na almofada e respiras satisfeita
Quero teu amor
Sem sentido nem proveito
Agora que repousas
Lentamente sinto a curva do teu peito
Procuro o segredo do teu cheiro
Do teu cheiro
Juntos fomos correndo lado a lado
Juntos fomos sofrendo ter amado
Amas a vida e eu amo te a ti
Conta-me histórias daquilo que eu não vi (3x)
Conta-me histórias que eu não vi
Logo juntas a tua roupa
E dizes que a vida está lá fora
Passou a minha hora (3x)
Juntos fomos correndo lado à lado
Juntos fomos sofrendo ter amado
Amas a vida e eu amo-te a ti
Conta-me histórias daquilo que eu não vi (3x)
Conta-me histórias que eu não vi...
Que eu não vi... (4x)
sábado, abril 24, 2010
sexta-feira, novembro 13, 2009
Conta-me histórias
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terça-feira, julho 21, 2009
Manhã submersa
Letra: Tim
O frio aperta
Na manhã submersa
Entre a neblina com o sol a
Nascer
Contando os passos para se
Entreter
Lá vai ele ainda a sonhar
Não sabe o nome
Mas conhece o cheiro
Quando ela entrar
No apeadeiro
Talvez à tarde
Quando a escola acabar
Mesmo à saída
A bola a girar
Ela apareça
E ele consiga falar
A rapariga saiu da escola
Viu os rapazes a jogar à bola
Passou por eles houve um que
Sorriu
Não ligou e a rua subiu
Só mais tarde, já ao deitar
Olhou o espelho onde
Foi encontrar
O amor escondido
E então sorriu
O frio aperta
Na manhã submersa
Entre a neblina com o sol a
Nascer
Contando os passos para se
Entreter
Lá vai ele ainda a sonhar
Não sabe o nome
Mas conhece o cheiro
Quando ela entrar
No apeadeiro
Talvez à tarde
Quando a escola acabar
Mesmo à saída
A bola a girar
Ela apareça
E ele consiga falar
A rapariga saiu da escola
Viu os rapazes a jogar à bola
Passou por eles houve um que
Sorriu
Não ligou e a rua subiu
Só mais tarde, já ao deitar
Olhou o espelho onde
Foi encontrar
O amor escondido
E então sorriu
terça-feira, julho 07, 2009
segunda-feira, junho 01, 2009
quinta-feira, abril 23, 2009
Um recado contra todos os recados

in Visão
A vida de José Sócrates está tão difícil que, por mais que um cidadão queira recriminá-lo pela crise em que mergulhou o País, não pode deixar de admirar a crise em que ele mergulhou a sua própria vida. Os portugueses podem estar em apuros, mas o certo é que o primeiro-ministro, talvez por solidariedade, não dorme mais descansado. E, esta semana, a situação atingiu uma gravidade inimaginável: que o povo contasse anedotas, tolerava-se; que a oposição criticasse, admitia-se; que ingleses avulsos o acusassem de corrupção, lá se ia aguentando. Mas se os Xutos e Pontapés fizessem uma música a chamar-me nomes, eu não sei se resistiria. José Sócrates tem de viver sabendo que o Tim não aprecia o seu trabalho. Custa. E Manuela Ferreira Leite percebeu esta semana que, quando faz conferências de imprensa, ninguém liga, mas quando o Kalu canta uma canção, vem na primeira página do Público. Também deve doer.
Os recados de Cavaco Silva acabam por vir na melhor altura para Sócrates. Quem aguenta a censura dos Xutos, está pronto para tudo. Por isso, quando Cavaco disse, no Congresso Associação Cristã de Empresários e Gestores, que o Governo devia resistir à tentação das medidas eleitoralistas e dedicar-se a sério à crise, o primeiro-ministro deve ter bocejado. Eu, confesso, não bocejei. Tenho pela Associação Cristã de Empresários e Gestores um fascínio enorme, na medida em que não consigo lembrar-me de actividade mais cristã do que a gestão de empresas. Amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, definir critérios de racionalização e produtividade como Jesus definiu - não é o que diz a canção? Tudo o que é dito no âmbito de iniciativas levadas a cabo por aquela organização me interessa. E, além disso, interessa-me tudo o que é dito a propósito do que foi dito nessas iniciativas. É essa a razão pela qual recebi com particular atenção as declarações de Sócrates, segundo o qual o País não precisa da política do recado. O problema é que, quando diz que Portugal dispensa a política do recado, Sócrates está, infelizmente, a dar um recado - que, ao que parece, é precisamente aquilo que Portugal dispensa.
Percebo a preocupação de quem teme a deterioração das relações institucionais entre Cavaco e Sócrates, mas não creio que haja motivo para inquietação. O recado é a versão política do bilhetinho adolescente. Os namorados passam o dia juntos, mas durante as aulas não deixam de manter o contacto através de bilhetinhos. O Presidente e o primeiro-ministro reúnem-se uma vez por semana, mas não conseguem evitar a troca de recados nos outros dias. Sócrates, apesar da incoerência filosófica que já enunciei, respondeu satisfatoriamente ao recado do Presidente. Mas continuamos todos à espera do que terá a dizer a Kalu.
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sexta-feira, abril 17, 2009
quarta-feira, abril 15, 2009
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Prisão em Si
E numa prisão em si
Não saindo do que é seu
Foi esquecido
Adormeceu
À procura do amanhã
Andam homens inseguros
Erguem escadas
Partem muros
A nós os montes imundos
Dêem-nos os vales profundos
Sítios onde é impossível ir
Ergam escadas
Partam muros
Ergam escadas...
Não saindo do que é seu
Foi esquecido
Adormeceu
À procura do amanhã
Andam homens inseguros
Erguem escadas
Partem muros
A nós os montes imundos
Dêem-nos os vales profundos
Sítios onde é impossível ir
Ergam escadas
Partam muros
Ergam escadas...
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