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domingo, maio 02, 2010
quarta-feira, março 25, 2009
Roubo(s)
Manuel António Pina
in, JN
Uma petição de sportinguistas exigindo a repetição da final da Taça da Liga "porque nós merecemos a taça, lutámos por ela com honra e amor à camisola" reuniu, em poucas horas, mais assinaturas que petição idêntica que anda há uma eternidade na Net (na Net, clica-se em qualquer sítio e aparecem duas ou três petições) apelando à demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado na sequência do caso BPN e dos "seus comportamentos que põem em causa o bom-nome do Conselho de Estado, da Presidência da República e do País".
Quem julgasse que trafulhices de milhões como as do BPN chegariam para comover a Pátria, nunca, como na redacção daquela menina de Leiria, foi lá, à Pátria. A Pátria comove-se é com "penalties" roubados, não com milhões roubados. A Pátria não faz a mínima ideia do que é um milhão e está-se nas tintas (como o povo diz, isso são coisas "lá deles") para "o bom-nome do Conselho de Estado (de quem…?), da Presidência da República e do País". Ponham-lhe à frente uma petição a exigir a demissão do Eduardo de "Podia acabar o mundo" do tal Conselho de Estado, e essa, sim, a Pátria assina logo.
in, JN
Uma petição de sportinguistas exigindo a repetição da final da Taça da Liga "porque nós merecemos a taça, lutámos por ela com honra e amor à camisola" reuniu, em poucas horas, mais assinaturas que petição idêntica que anda há uma eternidade na Net (na Net, clica-se em qualquer sítio e aparecem duas ou três petições) apelando à demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado na sequência do caso BPN e dos "seus comportamentos que põem em causa o bom-nome do Conselho de Estado, da Presidência da República e do País".
Quem julgasse que trafulhices de milhões como as do BPN chegariam para comover a Pátria, nunca, como na redacção daquela menina de Leiria, foi lá, à Pátria. A Pátria comove-se é com "penalties" roubados, não com milhões roubados. A Pátria não faz a mínima ideia do que é um milhão e está-se nas tintas (como o povo diz, isso são coisas "lá deles") para "o bom-nome do Conselho de Estado (de quem…?), da Presidência da República e do País". Ponham-lhe à frente uma petição a exigir a demissão do Eduardo de "Podia acabar o mundo" do tal Conselho de Estado, e essa, sim, a Pátria assina logo.
segunda-feira, novembro 17, 2008
Afinal como se destrona um Rei?!
Notícia do JN de hoje:

Pauleta formalizou fim da carreira
O avançado Pauleta, melhor marcador da história da selecção portuguesa de futebol, com 47 golos, mais seis do que o "rei" Eusébio, anunciou oficialmente o final da sua carreira, numa entrevista publicada hoje no diário francês "Le Parisien".
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Porque é que uns continuam a ser Reis, depois de batidos?!

Pauleta formalizou fim da carreira
O avançado Pauleta, melhor marcador da história da selecção portuguesa de futebol, com 47 golos, mais seis do que o "rei" Eusébio, anunciou oficialmente o final da sua carreira, numa entrevista publicada hoje no diário francês "Le Parisien".
Porque é que uns continuam a ser Reis, depois de batidos?!
sexta-feira, junho 27, 2008
quinta-feira, junho 26, 2008
quarta-feira, junho 25, 2008
terça-feira, junho 03, 2008
sexta-feira, maio 30, 2008
Ricardo Araújo Pereira a Presidente em 2016!
Ricardo Araújo Pereira, in Visão
Agora que terminou o campeonato nacional de futebol, o povo português pode enfim concentrar-se naquilo que verdadeiramente importa: o campeonato europeu de futebol. O facto de a competição se disputar, desta vez, no estrangeiro, não nos isenta do dever de, num acto prenhe de patriotismo, voltarmos a engalanar as nossas janelas com as melhores bandeiras portuguesas que se fabricam em território chinês. Em 2004, o professor Marcelo incentivou os portugueses a desfraldarem bandeiras nacionais por essas vidraças afora, de modo a mostrar a toda a gente o orgulho que nós, enquanto povo, temos em fazer compras nas lojas dos trezentos. Desta vez, se me permitem, gostaria de me adiantar ao professor Marcelo numa proposta de elevado valor patriótico. Saliente-se que o faço por simples amor ao País, e não por querer ser Presidente em 2016. A minha sugestão é a seguinte: além da bandeira nacional, ornamentemos os nossos parapeitos com um busto da República e uma fotografia do Cavaco. Nada contra a bandeira, que é bonita e ondula ao vento como ninguém (melhor do que o busto, por exemplo), mas desbota depressa e tem tendência para esfiapar ao fim de uma semana ou duas.
Já o busto, que é de gesso, resiste melhor à intempérie. Além disso, como a República tem um seio de fora, entusiasma um pouco mais (com todo o respeito para com a esfera armilar, também ela muito sensual, à sua maneira). A fotografia do Presidente, além de completar este ramalhete patriótico, contribui para espantar os pombos, inibindo a passarada de debicar a bandeira e de se empoleirar no busto.
Confesso que ficarei muito triste se o povo português, que aderiu tão maciçamente à proposta do professor Marcelo, não fizer caso da minha só porque é um pouco mais onerosa e, em certa medida, parva. Mas a desilusão será mitigada pelo facto de o País já estar completamente empenhado no Euro, e com razão.
O Público de segunda-feira trazia uma interessante reportagem que juntava especialistas em futebol, como Humberto Coelho ou Bruno Prata, e completos leigos que pouco ou nada sabem sobre bola, como José Diogo Quintela ou Artur Jorge. Afinal de contas, já só faltam 23 dias para o jogo de abertura. Não temos muitos dias para iniciar a nossa preparação, enquanto adeptos. Em meados de Junho, teremos de estar com os níveis de patriotismo no ponto certo para apoiar os jogadores da selecção nacional e suportar com denodo a desilusão que eles vão proporcionar-nos desta vez. Todo o tempo é pouco.
Agora que terminou o campeonato nacional de futebol, o povo português pode enfim concentrar-se naquilo que verdadeiramente importa: o campeonato europeu de futebol. O facto de a competição se disputar, desta vez, no estrangeiro, não nos isenta do dever de, num acto prenhe de patriotismo, voltarmos a engalanar as nossas janelas com as melhores bandeiras portuguesas que se fabricam em território chinês. Em 2004, o professor Marcelo incentivou os portugueses a desfraldarem bandeiras nacionais por essas vidraças afora, de modo a mostrar a toda a gente o orgulho que nós, enquanto povo, temos em fazer compras nas lojas dos trezentos. Desta vez, se me permitem, gostaria de me adiantar ao professor Marcelo numa proposta de elevado valor patriótico. Saliente-se que o faço por simples amor ao País, e não por querer ser Presidente em 2016. A minha sugestão é a seguinte: além da bandeira nacional, ornamentemos os nossos parapeitos com um busto da República e uma fotografia do Cavaco. Nada contra a bandeira, que é bonita e ondula ao vento como ninguém (melhor do que o busto, por exemplo), mas desbota depressa e tem tendência para esfiapar ao fim de uma semana ou duas.
Já o busto, que é de gesso, resiste melhor à intempérie. Além disso, como a República tem um seio de fora, entusiasma um pouco mais (com todo o respeito para com a esfera armilar, também ela muito sensual, à sua maneira). A fotografia do Presidente, além de completar este ramalhete patriótico, contribui para espantar os pombos, inibindo a passarada de debicar a bandeira e de se empoleirar no busto.
Confesso que ficarei muito triste se o povo português, que aderiu tão maciçamente à proposta do professor Marcelo, não fizer caso da minha só porque é um pouco mais onerosa e, em certa medida, parva. Mas a desilusão será mitigada pelo facto de o País já estar completamente empenhado no Euro, e com razão.
O Público de segunda-feira trazia uma interessante reportagem que juntava especialistas em futebol, como Humberto Coelho ou Bruno Prata, e completos leigos que pouco ou nada sabem sobre bola, como José Diogo Quintela ou Artur Jorge. Afinal de contas, já só faltam 23 dias para o jogo de abertura. Não temos muitos dias para iniciar a nossa preparação, enquanto adeptos. Em meados de Junho, teremos de estar com os níveis de patriotismo no ponto certo para apoiar os jogadores da selecção nacional e suportar com denodo a desilusão que eles vão proporcionar-nos desta vez. Todo o tempo é pouco.
quinta-feira, maio 29, 2008
Luso-Qualquer-Coisa
Ser Português
in, LusoQualquerCoisa, Clã
Letra e Música: Hélder Gonçalves
Se pensas que é agora a tua vez, e não vês que és
100 % português, 100% impossível de vencer
o tão dotado, infalível, o mercado estrangeiro
vem de fora - "É verdadeiro!?"
Até o velho 1, 2, 3, 4 passa a ser
one, two, three, four
E depois, não há tempo p'ra aprender
que nem sempre (sem saber) o movimento vem de fora
vem de toda a volta, fura a toda a volta
vem de barco, avião, comboio, imitação
entretanto vai andando, costumado
o povo português, vai perdendo a sua vez
Sê português, encontra a tua vez
Ser português, ser contra a tua vez
E pensas que é agora que a historia vai mudar
o artista Luso-Qualquer Coisa vai dançar
mas mesmo que não caia, vai ser sempre comparado
ainda bem não está parado é um valor acrescentado
Ainda há muito a fazer por esta causa a rever
rever independentemente como pode ser
como pode ser expressa essa nova novidade
de ser português e ter a sua vez
Sê português, encontra a tua vez
Ser português, ser contra a tua vez
Vai haver um sol nascente na Nação, vai haver, vai haver
Se pensas que é agora a tua vez, e não vês que és
100% português, 100% impossível de vencer
o cobiçado infalível, o produto importado
chega e já tem mercado
Até o velho 1, 2, 3, 4 passa a ser, quer ser
one, two, three, four
E depois, ninguém quer saber
que nem sempre o movimento vem de fora
Vai haver um sol nascente na Nação, vai haver, vai haver
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