John Ulhoa
in, Toda cura para todo o mal, Pato Fu
A gente se acostuma com tudo
A tudo a gente se habitua
E até não ter um lugar
Dormir na rua
A tudo a gente se habitua
Me habituei ao pão light
À vida sem gás
O meu café tomo sem açúcar
E até ficar sem comer
Sem te ver
A gente custa mas se habitua
Sem giz, sem água
Sem paz, sem nada
Não vai ser diferente
Se eu me for de repente
Se o céu cai sobre o mundo
E o mar se abrir
Em um inferno profundo
Se acostumou sem querer
Ao salto alto
Salário baixo, à vida dura
E até ficar sem tv
É bom pra você
Televisão ninguém mais atura
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terça-feira, julho 15, 2008
Tudo
John Ulhoa
in, Toda a cura para todo o mal, Pato Fu
Tudo que se acende apaga
Tudo que está dentro sai
Tudo que sobe desce
E tudo se encaixa
Tudo que se perde ganha
Tudo que levanta cai
Tudo que bate apanha
E tudo se encaixa
Tudo que se lembra esquece
Tudo que volta vai
Tudo que é triste alegre
E tudo se encaixa
Tudo que é feio é belo
Tudo que é filho é pai
Tudo martelo e prego
E tudo se encaixa
in, Toda a cura para todo o mal, Pato Fu
Tudo que se acende apaga
Tudo que está dentro sai
Tudo que sobe desce
E tudo se encaixa
Tudo que se perde ganha
Tudo que levanta cai
Tudo que bate apanha
E tudo se encaixa
Tudo que se lembra esquece
Tudo que volta vai
Tudo que é triste alegre
E tudo se encaixa
Tudo que é feio é belo
Tudo que é filho é pai
Tudo martelo e prego
E tudo se encaixa
Sorte e Azar
John Ulhoa/Ricardo Koctus
in, Toda a cura para todo o mal, Pato Fu
Tudo está
Fora de seu lugar
Já notei
O mundo não foi
Feito pra mim
Vivo só
Pra me arrepender
De eu não ser
Do tipo que diz
Sem querer
O que está fora
De seu lugar
Que você venha pra modificar
Sorte e azar
Vão me disputar
E eu não fui
Capaz de me mover
Daqui até ali
in, Toda a cura para todo o mal, Pato Fu
Tudo está
Fora de seu lugar
Já notei
O mundo não foi
Feito pra mim
Vivo só
Pra me arrepender
De eu não ser
Do tipo que diz
Sem querer
O que está fora
De seu lugar
Que você venha pra modificar
Sorte e azar
Vão me disputar
E eu não fui
Capaz de me mover
Daqui até ali
Estudar pra quê?
John Ulhoa
in, Toda a cura para todo o mal, Pato Fu
Quem mexe com internet
Fica bom em quase tudo
Quem tem computador
Nem precisa de estudo
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Quem mexe com internet
Fica rico sem sair de casa
Quem tem computador
Não de precisa de mais nada
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
in, Toda a cura para todo o mal, Pato Fu
Quem mexe com internet
Fica bom em quase tudo
Quem tem computador
Nem precisa de estudo
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Quem mexe com internet
Fica rico sem sair de casa
Quem tem computador
Não de precisa de mais nada
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Estudar pra quê?
Boa noite Brasil
John Ulhoa
in, Toda a cura para todo o mal, Pato Fu
Essa noite o locutor
Errou mais uma vez
E um satélite no céu
Contou pra todo mundo
O que ele fez
Eu não gosto muito dele
Perfeito até demais
Nunca fala palavrão
E nem pediu perdão
Pra recomeçar
De onde parou
Sem mesmo piscar
No intervalo comercial
Reuniu seu pessoal
Disse que assim não dava
Pra continuar
Demitiu seu assistente
Que foi quem o distraiu
E mandou toda sua gente
Descobrir quem foi que riu
E recomeçou de onde parou
Sem mesmo piscar
Quando intervalo acabou
Eu não sei se o senhor notou
O seu rosto estava cheio de uma fúria
Os seus olhos cheios de uma dor
E ao se despedir do telespectador
Disse:
Boa noite Brasil,
Vai pra puta que o pariu!
in, Toda a cura para todo o mal, Pato Fu
Essa noite o locutor
Errou mais uma vez
E um satélite no céu
Contou pra todo mundo
O que ele fez
Eu não gosto muito dele
Perfeito até demais
Nunca fala palavrão
E nem pediu perdão
Pra recomeçar
De onde parou
Sem mesmo piscar
No intervalo comercial
Reuniu seu pessoal
Disse que assim não dava
Pra continuar
Demitiu seu assistente
Que foi quem o distraiu
E mandou toda sua gente
Descobrir quem foi que riu
E recomeçou de onde parou
Sem mesmo piscar
Quando intervalo acabou
Eu não sei se o senhor notou
O seu rosto estava cheio de uma fúria
Os seus olhos cheios de uma dor
E ao se despedir do telespectador
Disse:
Boa noite Brasil,
Vai pra puta que o pariu!
Amendoim
John Ulhoa
in, Toda a cura para todo o mal, Pato Fu
Acho que sou um cachorro sim
Acho que sou um cachorrim
Minha vida vai
Um ano contam sete
Rumo ao fim
Acho que ninguém tem dó de mim
Quase não me sobra tempo algum
Não conheço bem lugar nenhum
Fora do trabalho
Eu acho essa cidade
Tão ruim
Acho que ninguém tem dó de mim
Todo dia nasce um bebê
Pra dividir a vida com você
Todos os dias vão nascer
Bebês com meia vida pra viver
Todos os dias vão nascer
Ié ié ié!
Sou tão dedicado a ser comum
Anos vão passando um a um
E o tempo pela frente
Comigo é diferente
Conto assim:
Sete, catorze, vinte e um
in, Toda a cura para todo o mal, Pato Fu
Acho que sou um cachorro sim
Acho que sou um cachorrim
Minha vida vai
Um ano contam sete
Rumo ao fim
Acho que ninguém tem dó de mim
Quase não me sobra tempo algum
Não conheço bem lugar nenhum
Fora do trabalho
Eu acho essa cidade
Tão ruim
Acho que ninguém tem dó de mim
Todo dia nasce um bebê
Pra dividir a vida com você
Todos os dias vão nascer
Bebês com meia vida pra viver
Todos os dias vão nascer
Ié ié ié!
Sou tão dedicado a ser comum
Anos vão passando um a um
E o tempo pela frente
Comigo é diferente
Conto assim:
Sete, catorze, vinte e um
Agridoce
John Ulhoa
in, Toda a cura para todo o mal, Pato Fu
Por que você às vezes
Se faz de ruim?
Tenta me convencer
Que não mereço viver
Que não presto, enfim
Saio em segredo
Você nem vai notar
E assim sem despedida
Saio de sua vida
Tão espetacular
E ao chegar lá fora
Direi que fui embora
E que o mundo já pode se acabar
Pois tudo mais que existe
Só faz lembrar que o triste
Está em todo lugar
E quando acordo cedo
De uma noite sem sal
Sinto o gosto azedo
De uma vida doce
E amarga no final
Saio sem alarde
Sei que já vou tarde
Não tenho pressa
Nada a me esperar
Nenhuma novidade
As ruas da cidade
O mesmo velho mar
in, Toda a cura para todo o mal, Pato Fu
Por que você às vezes
Se faz de ruim?
Tenta me convencer
Que não mereço viver
Que não presto, enfim
Saio em segredo
Você nem vai notar
E assim sem despedida
Saio de sua vida
Tão espetacular
E ao chegar lá fora
Direi que fui embora
E que o mundo já pode se acabar
Pois tudo mais que existe
Só faz lembrar que o triste
Está em todo lugar
E quando acordo cedo
De uma noite sem sal
Sinto o gosto azedo
De uma vida doce
E amarga no final
Saio sem alarde
Sei que já vou tarde
Não tenho pressa
Nada a me esperar
Nenhuma novidade
As ruas da cidade
O mesmo velho mar
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