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segunda-feira, julho 21, 2008

Clã no Festival "Delta Tejo"


Sendo fã incondicional dos Clã, considerando-a a melhor banda do mundo, é com enorme satisfação que leio o seguinte na edição do Jornal Metro de hoje:

"Adriana Calcanhoto fechou o festival com forte concorrência. Os Clã actuavam no palco secundário e Manuela Azevedo é bem conhecida por fazer as plateias caírem a seus pés. A banda portuense acabaria mesmo por roubar algum público à brasileira qu além dos temas do último disco, "Maré", interpretou grandes êxitos. Foram, de resto, esse os pontos altos num concerto morno."

Reparem bem. Eu também adoro Adriana Calcanhoto. Se procurarem, irão encontrar várias referências à Adriana, neste blog. Comprei o "Maré" e só não fui vê-la em Abril, ao Coliseu do Porto, porque na altura estava mal de finanças (não que me encontre numa situação muito melhor hoje...). O que eu contesto é os Clã terem sido considerados uma banda de palco secundário, e mais ainda terem actuado ao mesmo tempo que a Adriana. Por isso ter acontecido, e só por isso, fico contente com o "roubo" à Adriana.

sexta-feira, maio 09, 2008

Seu pensamento

A uma hora dessas
por onde estará seu pensamento
Terá os pés na terra
ou vento no cabelo?

A uma hora dessas
por onde andará seu pensamento
Dará voltas na Terra
ou no estacionamento?

Onde longe Londres Lisboa
ou na minha cama?

A uma hora dessas
por onde vagará seu pensamento
Terá os pés na areia
em pleno apartamento?

A uma hora dessas
por onde passará seu pensamento
Por dentro da minha saia
ou pelo firmamento?

Onde longe Leme Luanda
ou na minha cama?

quinta-feira, maio 08, 2008

Onde andarás

Letra: Caetano Veloso
Música: Ferreira Gullar
in Maré, Adriana Calcanhoto

Onde andarás nesta tarde vazia
Tão clara e sem fim
Enquanto o mar bate azul em Ipanema
Em que bar, em que cinema
Te esqueces de mim?
Enquanto o mar bate azul em Ipanema
Em que bar, em que cinema
Te esqueces…
Eu sei
Meu endereço apagaste do teu coração
A cigarra do apartamento
O chão de cimento
Existem em vão
Não serve pra nada a escada, o elevador
Já não serve pra nada a janela
A cortina amarela
Perdi meu amor
E é por isso que eu saio pra rua
Sem saber pra quê
Na esperança talvez de que o acaso
Por mero descaso
Me leve a você
Na esperança talvez de que o acaso
Por mero descaso
Me leve…
eu sei