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sábado, janeiro 25, 2014

E.N. 109

Já não há medo
lúcida dor, talvez
filme da vida a rodar
última curva
último grito e, enfim
só este mundo a aguardar.

Se eu pudesse prever o futuro
se eu tivesse podido prever
cálida vida
pálido amanhecer
Oh! quem viesse apartar este
muro
suspender esta pena de mim
doce modorra
fins de tarde sem mim.

De olhos fechados
vejo as coisas tão bem
privilégio terminal
ciclo encerrado
desfecho iminente
que Deus exista, afinal.

Tantos anos contém um segundo!
quantos mais deixarei por viver?
beijos trocados
antes de adormecer
Oh! quem viesse apartar este
muro
suspender esta pena de mim
doce modorra
fins de tarde sem fim.

Música: Telmo Marques
Letra: José Guedes

E. N.109 by Luis Portugal on Grooveshark

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Perto da paixão

Eu hoje acordei de todo
Estou que nem me posso ver
Sinto atear um fogo
Um ódio assim de morrer

Deixo a barba por cortar
E o cabelo em desalinho
Por favor não quero estar
Fechado em casa sozinho

Eu vou até onde os sonhos vão
Bem longe da razão
Eu vou até onde os sonhos vão
Bem perto da paixão

Dão-me ganas de partir
Fazer-me à estrada, eu sei lá
Mas não sei se quero ir
Ou se não quero é estar cá


terça-feira, setembro 04, 2012

Por quem não esqueci



Há uma voz de sempre
Que chama por mim
Para que eu lembre
Que a noite tem fim

Ainda procuro
Por quem não esqueci
Em nome de um sonho
Em nome de ti

Procuro à noite
Um sinal de ti
Espero à noite
Por quem não esqueci
Eu peço à noite
Um sinal de ti
Quem eu não esqueci...

Por sinais perdidos
Espero em vão
Por tempos antigos
Por uma canção

Ainda procuro
Por quem não esqueci
Por quem já não volta
Por quem eu perdi

quinta-feira, junho 21, 2012

São João




Nas rusgas de Miragaia
vinham bruxas disfarçadas
traziam erva cidreira
e cantavam orvalhadas.

Bati os bailes da Sé
e acabei nas Fontainhas
mergulhado em vinho tinto
com pimentos e sardinhas

Percorri toda a cidade
de Ramalde a Campanhã
cheguei a casa tão tarde
era quase de manhã

Fiz depois o meu pedido
entre cravos e loureiros
pra que um dia fosses minha
e não perdesse o Salgueiros.

A minha sorte há-de vir
num vaso de manjerico
ainda não perdi a esperança
de um dia ficar rico.

Se a nossa vida não muda
e nos vai faltando o pão
vamos pedindo uma ajuda
ao brejeiro S. João

quinta-feira, junho 24, 2010

S. João

Nas rusgas de Miragaia
Vinham bruxas disfarçadas
Traziam erva cidreira
E cantavam orvalhadas

Parti dos bailes da Sé
E acabei nas Fontaínhas
Mergulhado em vinho tinto
Com pimentos e sardinhas

Percorri toda a cidade
De Ramalde a Campanhã
Cheguei a casa tão tarde
Era quase de manhã

Fiz depois o meu pedido
Entre cravos e loureiros
Para que um dia fosses minha
E não perdesse o Salgueiros

Minha sorte há-de vir
Num vaso de manjerico
Ainda não perdi a esperança
Ai de um dia ficar rico

Se a nossa vida não muda
E nos vai faltando o pão
Vamos pedindo uma ajuda
Ao brejeiro S. João

São João brejeiro
Meu santinho milagreiro

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Espelho

Para si que faz da acção um modo de vi
O homem de sucesso não dispen
Se o preocupa o futuro dos fi
Previna-se da morte e da doen

Se pensa trocar o seu automó
Ter o único dentíficro anticá
Não queira ser um cidadão anó
Reserve já o novo semaná

Tu és o que compras
Pagaste o que és
Para te veres ao espelho
Ligas à TV

quarta-feira, janeiro 09, 2008

A Cilada

Letra: António Gregório
Música: Rui Amado
in Ao Vivo, Luís Portugal

Chorou
Mais lágrimas ao vento
Bebeu
O pranto à beira mar
Bramiu
A lentidão do tempo
Que faz sofrer mais devagar

Vagueou pela madrugada
Rogou pragas contra a paixão
Quis não cair mais na cilada
O amor leva-nos à lua
Depois deita-nos ao chão

Deixou
O ego ali espalhado
Contou
Os nós que a vida tem
Saiu
De coração maltratado
Pensou
De que vale amar alguém

domingo, abril 15, 2007

DINIS DOS BOTÕES

Letra: José Guedes
Música: Telmo Marques
in: Coisas Simples de Luís Portugal

Esses teus olhos verde-benetton
Oh! minha paixão vermelho-ferrari
O meu coração palpita ton-sur-ton
Ao ver-te sorrir colgate anticárie

As tuas pernas-dim, que sedução
cobiço esse teu sexo slogi, sim
ao teu triumoh(al) peito deito a mão
mas levo um estalo e ainda te ris de mim

Chamo-me Dinis, sou o rei dos botões
só as etiquetas me dão sensações
deixa ver a marca da minha emoção
não digas que não.

Desejo esses teus lábios-cibelle
os teus delicados pulsos-cartier
o cheiro do teu corpinho-chanel
os teus bonitos ombros-gaultier.