"Recuso-me a viver num país assim.
E não me vou mudar.
Juntem-se a mim!"
Michael Moore
in, Capitalismo - Uma história de amor
Em exibição em Angra do Heroísmo
3 e 4 de Fevereiro de 2010
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quinta-feira, fevereiro 04, 2010
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Mas em ti...
És amante em part-time
E amiga a tempo inteiro
O peso que carregas às costas
É o que está na moda
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
Sou eu a igreja
E o tu, o campanário
Até que somos giros
P’ra dois entes feios
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
Ambos temos porreiros
Ataques de fúria
Eu quero mais admiradores
Tu queres mais palco
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
Tentas sempre
Portar-te à tua altura
E eu gosto da forma
Qu’tens de sentir
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
Beijo-te na testa
Afastados da festa
Vejo estrelas ao beijar-te
Tudo o meu corpo se parte
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
As pedras perdoam-me
As árvores perdoam-me
Porque não me perdoas tu?
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
In Juno
A normalidade não quer nada connosco
E amiga a tempo inteiro
O peso que carregas às costas
É o que está na moda
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
Sou eu a igreja
E o tu, o campanário
Até que somos giros
P’ra dois entes feios
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
Ambos temos porreiros
Ataques de fúria
Eu quero mais admiradores
Tu queres mais palco
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
Tentas sempre
Portar-te à tua altura
E eu gosto da forma
Qu’tens de sentir
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
Beijo-te na testa
Afastados da festa
Vejo estrelas ao beijar-te
Tudo o meu corpo se parte
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
As pedras perdoam-me
As árvores perdoam-me
Porque não me perdoas tu?
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
Não vejo o que todos
Conseguem ver nos outros
Mas em ti…
In Juno
A normalidade não quer nada connosco
sábado, fevereiro 14, 2009
quarta-feira, setembro 10, 2008
Antes que o diabo saiba que morreste
Fui ver ontem a ante-estreia do filme "Antes que o diabo saiba que morreste".
É um filme que vale a pena ver. Deixo de seguida a crítica do JN, com a qual concordo, mas antes queria partilhar uma frase que me ficou na memória, proferida pelo actor Philip Seymour Hoffman, que interpreta o papel de Andy:
"A soma de todas as minhas partes, não fazem aquilo que eu sou!"
Eis a crítica:
Regresso de Sidney Lumet
"Antes que o diabo saiba que morreste" marca reaparecimento do realizador, aos 84 anos
JOÃO ANTUNES
"Antes que o diabo saiba que morreste". Com um título assim, espera-se que nada de bom aconteça na tela. Aliás, o que se vê é muito mau. Ou melhor, é muito bom, porque Sidney Lumet regressa à forma que o celebrizou. Estreia esta quinta-feira.
O realizador mostra com tremendo realismo e intensidade uma história familiar que começa com o que deveria ser um pequeno delito e termina em tons de tragédia, digna de Shakespeare.
Explica-se desde logo que o título refere-se àquele momento em que se morre, mas em que o diabo ainda não sabe que morremos. As referências místicas casam bem com uma trama em que o racional vai perdendo terreno, cena a cena. No final, raras serão as personagens sem culpa. Pergunta-se é se a sua vida não estará desde logo no purgatório…
A história assinala a estreia no cinema de Kelly Masterson, que, no entanto, estará longe de ser um novato na escrita. A sua peça "Touch" levou-o já a encenar em Nova Iorque, há cerca de duas décadas. E, apesar de manter durante muitos anos um emprego num banco, nunca deixou de se dedicar à escrita de peças de teatro, encenadas um pouco por todo o país. Mas o fundamental a dizer é que Kelly Masterson é um antigo padre franciscano, que abandonou as vestes mesmo antes da ordenação, para se dedicar à escrita. Vendo "Antes que o diabo saiba que morreste" percebe-se que o autor do texto conhece bem os meandros do inferno.
Percebe-se também o que interessou Sidney Lumet. A história é a de dois irmãos que precisam de dinheiro: um para alimentar o vício da droga, o outro para pagar a pensão de alimentos à ex-mulher. O estratagema para resolver o problema é simples - assaltar a joalharia dos pais, num dia em que apenas lá está a empregada. Como o seguro paga, ninguém fica a perder. Mas a intriga complica-se. E ainda há o caso da mulher de um dos irmãos compensar a impotência do marido com o fulgor sexual do cunhado…
Sidney Lumet encontrou na estrutura narrativa da obra um meio de dar azo à vertigem cinematográfica que no passado deu origem a alguns dos seus melhores filmes, de "Serpico" a "Vida de cão". E o seu enorme "vício" em trabalhar com grandes actores é aqui plenamente satisfeito. Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Marisa Tomei e Albert Finney mostram talento e, sobretudo, coragem para se desnudarem, tanto carnal como espiritualmente, mostrando do que é capaz o ser humano, em especial quando é acometido pelo desespero.
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terça-feira, setembro 09, 2008
quarta-feira, junho 18, 2008
Não te borrifes!
A União Europeia prepara-se para discutir a possibilidade de as chamadas de telemóvel serem pagas também por quem as recebe.
Dizem que isso já acontece nos EUA e que a médio prazo, com esta medida, as operadoras reduzirão o valor das chamadas.
Viu-se o que verdades absolutas como estas fizeram ao preço dos combustíveis.
As operadoras não vão abdicar da hipótese que lhes querem dar de facturar, facturar, facturar,...
A Entidade Reguladora do Sector Energético, propõe que as facturas incobráveis sejam pagas por tod@s! Pergunto-me então, porque hei-de continuar a pagar a minha factura! Deixo de pagar e depois alguém pagará a sua e a minha! Parece-me justo! Não vos parece? Mas há mais... A Deco, ao invés de recusar liminarmente tal proposta, propõe-se discuti-la, dizendo que poderá ser a forma de tornar as coisas mais transparentes, uma vez podemos estar já a pagar essas facturar de forma subliminar. Ou seja, a Deco, desconfia e aceitou até agora, que nos tenha sido cobrado valores indevidos, e aceita discutir uma proposta, em que esses valores nos continuam a ser cobrados (mas em que obviamente se reflectirá num aumento da factura), mas de uma forma transparente! Brilhante, não acham?!
Cientistas, descobriram através de experiências em ratos que o cheiro do café tem as mesmas propriedades que a sua ingestão. Como medidas práticas de tal descoberta, sugerem o borrifamento de aroma de café em locais como obras, evitando o adormecimento dos trabalhadores e reduzindo assim o número de acidentes de trabalho. Apresentando-nos uma medida, que parece ser em nosso benefício, o que nos estão a querer "vender" é a possiblidade de podermos trabalhar 24 horas por dia, sem precisar de dormir, pois borrifam-nos com café e voilá! Já nos estou a ver a todos, meio drogados, sempre que entrarmos num táxi, os camionistas que forarem piquetes de greve, não vão levar apenas uma pessoa à frente (com infelizmente aconteceu recentemente), mas todo o piquete, pois de tão excitados que estarão não conseguem tirar o pé do acelerador, os hospitais vão transformar-se em autênticos manicómios em que ninguém dorme e todos berram uns com os outros, and so on, and so on.
Com tanto disparate, não podes deixar não te borrifem, nem podes borrifar-te para isto tudo!
Revolta-te!
Como diz Salgueiro Maia no filme Capitães de Abril de Maria de Medeiros: "Há momentos em que o único caminho é desobedecer!"
Atreve-te! Desobedece!
Guilherme Rietsch Monteiro
sábado, agosto 11, 2007
Novo videoclip de Manu Chao, realizado por Emir Kusturica
O músico e cineasta sérvio Emir Kusturica rodou em Buenos Aires, com membros da rádio Colifata, o videoclip da última canção de Manu Chao, "Rainin' in paradize". No vídeo junto com imagens de conflitos armados, podem ver-se Manu Chao e o próprio Kusturica.
O músico e cineasta sérvio Emir Kusturica rodou em Buenos Aires, com membros da rádio Colifata, o videoclip da última canção de Manu Chao, "Rainin' in paradize". No vídeo junto com imagens de conflitos armados, podem ver-se Manu Chao e o próprio Kusturica.
segunda-feira, agosto 21, 2006
Brisa de Mudança
Irlanda 1920:
Um grupo de irlandeses forma uma guerrilha armada enfrentando a ocupação inglesa e lutando pela independência irlandesa. Damien, um jovem promissor médico, que se preparava para abandonar o país para ir trabalhar para um hospital de Londres, hesita em juntar-se ao seu irmão Teddy na guerrilha por não acreditar que esta tenha força humana e material para derrobar os ingleses. Mas, justo quando ía apanhar o comboio para sair da cidade assiste a uma cena de violência na estação de comboios provocada pela arrogância inglesa e acaba também ele por se juntar à guerrilha.
A luta pela liberdade que então começa, leva os ingleses a assinar um acordo de paz para evitar mais derramamento de sangue. Só que o acordo não é bem aquilo que os guerrilheiros desejavam no início, dado que não lhes dava a independência da coroa britânica. Entre eles surgem sisões dando-se assim origem a uma guerra civil que acabará por colocar Damien contra Teddy.
Um filme a não perder!
Salas e horários em: ver cartaz
Irlanda 1920:
Um grupo de irlandeses forma uma guerrilha armada enfrentando a ocupação inglesa e lutando pela independência irlandesa. Damien, um jovem promissor médico, que se preparava para abandonar o país para ir trabalhar para um hospital de Londres, hesita em juntar-se ao seu irmão Teddy na guerrilha por não acreditar que esta tenha força humana e material para derrobar os ingleses. Mas, justo quando ía apanhar o comboio para sair da cidade assiste a uma cena de violência na estação de comboios provocada pela arrogância inglesa e acaba também ele por se juntar à guerrilha.
A luta pela liberdade que então começa, leva os ingleses a assinar um acordo de paz para evitar mais derramamento de sangue. Só que o acordo não é bem aquilo que os guerrilheiros desejavam no início, dado que não lhes dava a independência da coroa britânica. Entre eles surgem sisões dando-se assim origem a uma guerra civil que acabará por colocar Damien contra Teddy.
Um filme a não perder!
Salas e horários em: ver cartaz
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