quarta-feira, julho 22, 2009

Apelo das pessoas extremamente ricas

O homem que termina as frases

Como não ser visível

Argument Clinic

O cavaleiro negro

O mais idiota

Funeral de Graham Chapman

Loja de Queijos

O melhor do mundo é o da Serra da Estrela! ;-)


The Drill Sargent

Momento

Uma espécie de céu,
Um pedaço de mar,
Uma mão que doeu,
Um dia devagar.
Um Domingo perfeito,
Uma toalha no chão,
Um caminho cansado,
Um traço de avião.

Uma sombra sozinha,
Uma luz inquieta,
Um desvio na rua,
Uma voz de poeta.

Uma garrafa vazia,
Um cinzeiro apagado,
Um Hotel numa esquina,
Um sono acordado.
Um secreto adeus,
Um café a fechar,
Um aviso na porta,
Um bilhete no ar.

Uma praça aberta,
Uma rua perdida,
Uma noite encantada
Para o resto da vida.

Pedes-me um momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas. 2x
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.

Uma estrada infinita,
Um anuncio discreto,
Uma curva fechada,
Um poema deserto.
Uma cidade distante,
Um vestido molhado,
Uma chuva divina,
Um desejo apertado.

Uma noite esquecida,
Uma praia qualquer,
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher.

Um encontro em segredo,
Uma duna ancorada,
Dois corpos despidos,
Abraçados no nada.
Uma estrela cadente,
Um olhar que se afasta,
Um choro escondido
Quando um beijo não basta.

Um semáforo aberto,
Um adeus para sempre,
Uma ferida que dói,
Não por fora, por dentro.

Pedes-me um momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas. 2x
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento........

Frágil

Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
E não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil

Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar de mais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Eu sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

Está a saber-me mal
Este whisky de malte
Adorava estar in
Mas estou-me a sentir out
Frágil
Eu sinto-me frágil

Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Eu sinto-me frágil

Porto Côvo



Roendo uma laranja na falésia
Olhando um mundo azul à minha frente
Ouvindo um rouxinol na redondeza,
no calmo improviso do poente

Em baixo fogos trémulos nas tendas
Ao largo as águas brilham como pratas
E a brisa vai contando velhas lendas
de portos e baías de piratas

Havia um pessegueiro na ilha,
plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem por amor se matou novo,
aqui no lugar de Porto Côvo

A lua já desceu sobre esta paz
e reina sobre todo este luzeiro.
À volta toda a vida se compraz,
enquanto um sargo assa no braseiro

Ao longe a cidadela de um navio
acende-se no mar como um desejo.
Por trás de mim o bafo do estio
devolve-me à lembrança o Alentejo

Havia um pessegueiro na ilha
plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem por amor se matou novo,
aqui no lugar de Porto Côvo

Roendo uma laranja na falésia
olhando à minha frente o azul escuro
podia ser um peixe na maré
nadando sem passado nem futuro

terça-feira, julho 21, 2009

Chuva

"Embora lave o medo
que há do fim
a chuva apaga o fogo
que há em mim
Ouço a voz de quem
me quer tão bem
E fico a ver se a chuva
a ouvirá também..."

Everybody Hurts

(Berry/Buck/Mills/Stipe)

When the day is long and the night, the night is yours alone,
When you're sure you've had enough of this life, well hang on
Don't let yourself go, 'cause everybody cries and everybody hurts sometimes

Sometimes everything is wrong. Now it's time to sing along
When your day is night alone, (hold on, hold on)
If you feel like letting go, (hold on)
When you think you've had too much of this life, well hang on

'Cause everybody hurts. Take comfort in your friends
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand
If you feel like you're alone, no, no, no, you are not alone

If you're on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you've had too much of this life to hang on

Well, everybody hurts sometimes,
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone

Primeiro Beijo

Recebi o teu bilhete
para ir ter ao jardim
a tua caixa de segredos
queres abri-la para mim
e tu não vais fraquejar
ninguém vai saber de nada
juro não me vou gabar
a minha boca é sagrada

Estar mesmo atrás de ti
ver-te da minha carteira
sei de cor o teu cabelo
sei o shampoo a que cheira
já não como, já não durmo
e eu caia se te minto
haverá gente informada
se é amor isto que sinto

Quero o meu primeiro beijo
não quero ficar impune
e dizer-te cara a cara
muito mais é o que nos une
que aquilo que nos separa

Promete lá outro encontro
foi tão fogaz que nem deu
para ver como era o fogo
que a tua boca prometeu
pensava que a tua língua
sabia a flôr do jasmim
sabe a chicla de mentol
e eu gosto dela assim

Quero o meu primeiro beijo
não quero ficar impune
e dizer-te cara a cara
muito mais é o que nos une
que aquilo que nos separa

Manhã submersa

Letra: Tim

O frio aperta
Na manhã submersa
Entre a neblina com o sol a
Nascer
Contando os passos para se
Entreter
Lá vai ele ainda a sonhar

Não sabe o nome
Mas conhece o cheiro
Quando ela entrar
No apeadeiro

Talvez à tarde
Quando a escola acabar
Mesmo à saída
A bola a girar
Ela apareça
E ele consiga falar

A rapariga saiu da escola
Viu os rapazes a jogar à bola
Passou por eles houve um que
Sorriu
Não ligou e a rua subiu

Só mais tarde, já ao deitar
Olhou o espelho onde
Foi encontrar
O amor escondido
E então sorriu

sexta-feira, julho 17, 2009

Letra S

Quero ser só,
Quero ter só algo mais,
Que eu nada sou sem companhia.
Diz-me quem eu sou como se o não fosse.
A rua quebra-me a força negativa.
Sorrir,
Não é pêra doce!
Diz-me quem eu sou como se o não fosse.
Matei o monstro da monagamia,
e a minha vida parou na letra S.
A minha mão não quer,
Que eu mate agora,
Eu mesmo nunca sei.
Eu posso dar,
Posso dar mundo,
Tal fosse um copo grande embora sem o fundo.
Eu não entendo mas amo quem tu és,
E que assim sendo padeço a teus pés.
Matei o monstro da monagamia,
e a minha vida parou na letra S.

Tudo o que eu te dou

Eu não sei, que mais posso ser
um dia rei, outro dia sem comer
por vezes forte, coragem de leão
as vezes fraco assim é o coração
eu não sei, que mais te posso dar
um dia jóias noutro dia o luar
gritos de dor, gritos de prazer
que um homem também chora
quando assim tem de ser

Foram tantas as noites sem dormir
tantos quartos de hotel, amar e partir
promessas perdidas escritas no ar
e logo ali eu sei...

(Que) Tudo o que eu te dou
tu me dás a mim
tudo o que eu sonhei
tu serás assim
tudo o que eu te dou
tu me dás a mim
e tudo o que eu te dou

Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena
fazes aqueles truques que aprendeste no cinema
mais peço-te eu, já me sinto a viajar
para, recomeça, faz-me acreditar
"Não", dizes tu, e o teu olhar mentiu
enrolados pelo chão no abraço que se viu
é madrugada ou é alucinação
estrelas de mil cores, ecstasy ou paixão
hum, esse odor, traz tanta saudade
mata-me de amor ou dá-me liberdade
deixa-me voar, cantar, adormecer

quarta-feira, julho 15, 2009

Ilha



Vivo numa ilha sem sabor tropical
a fauna é variada demografia acidental
não é de origem elevada díficil de recensear
é mais que uma ilha é quase continental
não está cercada por água mas não faz mal
quem a rodeia por vezes é a força policial
Baby Doc ou Papa Doc nunca vi
nem qualquer ditador da America Central
cá não há candidato á autarquia local
só orgulho analfabeto mas com cultura geral
é tudo a mesma fruta a mesma caldeirada
é uma gente educada é a anarquia total
vivo numa ilha sem sabor tropical
não é de origem vulcânica
mas tem lama no Natal
não há saneamente básico
é o Bairro Oriental