sábado, julho 23, 2016

Filipe Pinto em nossa casa




Baixa estima

No chão rastejaste como um cão
Cinzas que caem do céu,
Lembram-me que és feito de papel!

Talvez venhas a saber largar
Elevar os olhos de vez,
Baixa estima julga-se ganhar!

Há quem diga: "O que eras tu sem dom?"
Há alguém que não te incite à dor em vão!

Pois bem, agiste como um refém
Não te serve de nada a lei,
Assim não temas de ninguém!

Há quem diga: "O que eras tu sem dom?"
Há alguém que não te incite à dor!
Manobra de levar-te a não cair em vão!

O tempo soma e segue e tu começas a agarrar dizendo
Que os sentidos cobram sonhos é a hora de mitigar!

Há quem diga: "O que eras tu sem dom?"
Há alguém que não te incite à dor!
Manobra de levar-te a não cair!

Insónia

Acordo ou deixo dormir
O meu monstro da noite
Era bom poder, sorrir...

Em escassas horas de sono
Assim sento e recolho
Ao frio da insónia
Que vi, em mim...

Faz-me revirar o tempo
O monstro não me deixa não...
Dessa mente que não quer sossego!
Dessa mente que não quer sossego!

Murmúrios ou medos
Há quem durma sem jeitos
Em cima de uma cama
A rir, de mim...

Faz-me revirar o tempo
O monstro não me deixa não!
Faz libertar ao escurecer a mente
Que amanhã eu devo ir trabalhar!

Mais do mesmo se encontra...
Nestas horas de ponta
O corpo pede a alma pra dormir,
Em mim...

Faz-me revirar o tempo
O monstro não me deixa não!
Faz libertar ao escurecer a mente
Que amanhã eu devo ir trabalhar!

Num sonho por sonho
Num monopólio de oiro
O vício da insónia
Não consegui...

E tudo gira

Lindo pedaço que vejo de amor,
No meu tecido está cheio de cor
Dessa alegria que só poderia ser tua!

Duras pessoas, conversas da vida
Há quem te julgue, há quem te domina
Olha de novo, retrai a tua mão...
Ganha o alento para sorrir!

E tudo gira a quem compra e vende a mentira,
E tudo gira a quem te dá uma falsa partida,
E tudo fica, se nenhum de nós ceder...

Soma por soma, dá-lhe ao melhor jeito
Ressalta de ti esse amor imperfeito!
Deixam correr e passar dizem que é mesmo assim
E negam os medos para fugir...

E tudo gira a quem compra e vende a mentira,
E tudo gira a quem te dá uma falsa partida,
E tudo fica, se nenhum de nós ceder...

Olha de frente, conduz-te a direito
Assume a postura, tu és o eleito
O começo do fim da vida, não é para ti!

E tudo gira a quem compra e vende a mentira,
E tudo gira a quem te dá uma falsa partida,
E tudo fica, se nenhum de nós ceder...

E tudo gira a quem compra e vende a mentira,
E tudo gira a quem te dá uma falsa partida,
E tudo fica, se nenhum de nós ceder...

Letra e Música
Filipe Pinto

(In)fortúnios

Parei de pensar no que dizem de mim.
Fico mal se soubesses que vou desistir.
A fim de um melhor rumo chegar, eu vi que não...
À espera do que todo o mundo será?

Não! Não! Não! Não fico à espera do que o tempo me dá!

Sinto falta de promessas por cumprir.
Procurei a liberdade para poder investir.
No abrigo da asa de meus pais, eu vi que não...
À espera do que todo o mundo será?

Não! Não! Não! Não fico à espera do que o tempo me dá!

Guardo os livros, já li demais.
Basta de seguir infortúnios a mais.
Porque a raiva há-de ser diferente!
E se a raiva for uma vez diferente!
P'ra melhor!

Não! Não! Não! Não fico à espera do que o tempo me dá!
Não! Não! Não! Não fico à espera do que o tempo me dá!

Letra e Música
Filipe Pinto

A segunda parte deste concerto estava prevista ser apenas para nós, mas não podíamos deixar adormecer os vossos sorrisos!


Abrigo

Hoje é o dia não se o riso se esconder...
Pensar que vais deixar adormecer
A sóbria dessa voz! Poderíamos guardar num abrigo
Mais do que teu, onde ficar...

Hoje é o dia não se a culpa entender
Que para lá de nós a tua dor há-de vencer...
E na sóbria dessa voz! Poderíamos ficar num abrigo
Mais do que teu, onde ficar...

E agora eu sei...

Hoje é o dia não se o riso, se o riso se esconder!
Hoje é o dia não se o riso, se o riso se perder!
Pensar que vais deixar...
Pensar que vais deixar...
Pensar que vais deixar adormecer!

Mandato de paz

Não foge à regra
As conversas divinas
Desta terra
De gente cega.

Não foge à língua
A tua pessoa,
A boca mesquinha
Que te atropela...

Motivo a saudade que não me traz...
E foco-me no meu mandato de paz, a ti, aqui.

Traz a alma
Que se reveste bem
Porque o que engana
É o que lá de fora vem.

Motivo a saudade que não me traz...
E foco-me no meu mandato de paz, a ti, aqui.

No meu mandato de paz, a ti...
Aqui...

Somos doidos por ouvir
Quando nada há p'ra dizer.

Escolher sentença

Faz de conta que não te odeiam!
Cega atitude correcta...
Divide a conta pelos dois!

Sempre a mesma história séria.
Levei tareia no meu corpo são.
O mau estar não foi razão... Que falei
Sem medo!
Que falei
Sem medo...
Em rudes formas de suicídio,
Corre, corre, corre...

Lenta a vida, a cura passa...
Vou a quem mais me desespera.
Pensei que o Mundo já soubesse. Que falei
Sem medo!
Que falei
Sem medo...

Há outras formas de sentença.
O corpo não pede p'ra cobrar...
Resta sempre a mesma velha história
Porque não se deveria, de ignorar.

Que falei
Sem medo!
Que falei Sem medo...

Amor tem si

Desci à tua porta...
Troquei o medo ao abrir
Por um coração que não se acalma
E escondi a razão p'ra chegar a ti!

Escrevi a canção sem rimas...
Rejeitei as flores do jardim
E a caminho menti nas horas porque escrevi
A canção p'ra chegar a ti, p'ra chegar a ti!

Sinto-me tão perto e as certezas estão no fim...
Tento emendar ao te perguntar: "O teu amor tem si?"

Lembro o gesto que era só teu
Imaginei-te ao chegar...
Meu corpo pede à tua mão que hesitou
Na razão p'ra chegar a mim, p'ra chegar a mim!

Assim fosse esse o mal!
O que teria eu p'ra dizer?
Ontem enchi meu peito de ar
E agora nem expressar sei!

O teu a amor tem si? O teu a amor tem si?
O teu a amor tem si e todas as notas que li!


Acordo ou deixo dormir
O meu monstro da noite
Era bom poder, sorrir...

Em escassas horas de sono
Assim sento e recolho
Ao frio da insónia
Que vi, em mim...

Faz-me revirar o tempo
O monstro não me deixa não...
Dessa mente que não quer sossego!
Dessa mente que não quer sossego!

Murmúrios ou medos
Há quem durma sem jeitos
Em cima de uma cama
A rir, de mim...

Faz-me revirar o tempo
O monstro não me deixa não!
Faz libertar ao escurecer a mente
Que amanhã eu devo ir trabalhar!

Mais do mesmo se encontra...
Nestas horas de ponta
O corpo pede a alma pra dormir,
Em mim...

Faz-me revirar o tempo
O monstro não me deixa não!
Faz libertar ao escurecer a mente
Que amanhã eu devo ir trabalhar!

Num sonho por sonho
Num monopólio de oiro
O vício da insónia
Não consegui...


No chão rastejaste como um cão
Cinzas que caem do céu,
Lembram-me que és feito de papel!

Talvez venhas a saber largar
Elevar os olhos de vez,
Baixa estima julga-se ganhar!

Há quem diga: "O que eras tu sem dom?"
Há alguém que não te incite à dor em vão!

Pois bem, agiste como um refém
Não te serve de nada a lei,
Assim não temas de ninguém!

Há quem diga: "O que eras tu sem dom?"
Há alguém que não te incite à dor!
Manobra de levar-te a não cair em vão!

O tempo soma e segue e tu começas a agarrar dizendo
Que os sentidos cobram sonhos é a hora de mitigar!

Há quem diga: "O que eras tu sem dom?"
Há alguém que não te incite à dor!
Manobra de levar-te a não cair!

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