segunda-feira, setembro 24, 2012
sexta-feira, setembro 07, 2012
A Voz do Deserto
Cinco partes tem o mundo
Por todas andei
Quatro cantos tem a terra
Quantos eu cantei
Quantas naus foram ao fundo
E eu fui mais além
Quantas noites tem a espera
Mil e uma tem
A voz falou no deserto
Contou que o rumo está certo
Terra prometida
Longa vai a minha viagem
A voz do deserto
Vai me dar a tua imagem
Quantas voltas deu a esfera
Quantas dei também
Quantas noites tem a espera
Mais nenhuma tem
Cheguei ao fim do deserto
E eu sei que andaste tão perto
Terra prometida
Acabou a minha viagem
Hoje no deserto
Eu toquei numa miragem
A voz do deserto...
quinta-feira, setembro 06, 2012
O tempo não passa por quem é bom
Em 1982, três amigos resolvem formar uma banda. Eram eles: Rodrigo Leão (Baixo), Pedro Oliveira (Voz e Guitarra) e Nuno Cruz (Bateria).
Começam a ensaiar e decidem chamar-se Sétima Legião (que era o nome da Legião romana que veio à Lusitânia).
Nesta altura a música da banda era muito influenciada pelos sons que vinham de Manchester, nomeadamente Echo & The Bunnymen e Joy Division. Concorrem à Grande Noite do Rock onde ficam em segundo lugar.
Susana Lopes (Violoncelo) e Paulo Marinho (Gaita de Foles) juntam-se ao colectivo, ao mesmo tempo que Francisco Menezes começa a escrever letras para as canções.
A banda chega a actuar com todos os elementos envergando gabardinas, como era usual nas bandas de Rock inglês, praticantes do som de Manchester.
A Fundação Atlântica (editora discográfica de Pedro Ayres Magalhães, Ricardo Camacho e Miguel Esteves Cardoso) contrata a banda, em 1983, ano em que gravam o single "Glória" com letra de Miguel Esteves Cardoso. Este disco recebe grandes elogios da crítica, mas não obtém grandes favores da rádio e passa quase despercebido.
Susana Lopes abandona o projecto, ao mesmo tempo que entram em estúdio para gravar o novo disco: um LP que sairá em Julho de 1984 e se intitulará "A Um Deus Desconhecido", considerado ainda hoje um marco da nova música portuguesa.
Como a Fundação Atlântica fechou, a EMI, que fazia a distribuição das suas edições, contrata a banda para o seu próprio catálogo.
Ricardo Camacho (futuro produtor de muitos discos e médico de profissão) junta-se à banda, ficando encarregado dos instrumentos de teclados, ao mesmo tempo que Rodrigo Leão começa a ensaiar com Pedro Ayres num novo projecto que ficaria conhecido como Madredeus.
O novo disco da banda só sairia em 1987 e intitulava-se "Mar D'Outubro" (1). Continha os temas "Sete Mares", "Reconquista" e "Além-Tejo". Este disco torna-se um grande sucesso, atingido o galardão de Disco de Prata e sendo o grande trampolim para a ribalta. À custa deste disco, a banda conseguiu fazer muitos concertos.
O colectivo já contava com novos elementos quando o disco foi gravado: Gabriel Gomes (Acordeão) e Paulo Abelho (Percussões).
Em Novembro de 1989 é editado um novo LP da banda "De Um Tempo Ausente" que conta com vários convidados, entre os quais Flak, Francis (ex-Xutos e Pontapés), Luís Represas, Pedro Ayres e Teresa Salgueiro. Contendo os temas "Por Quem Não Esqueci" e "Porto Santo", este disco é, outra vez, um sucesso de vendas e de crítica.
Apenas em 1992, a banda regressa às edições com o novo disco "O Fogo" que já não é muito bem recebido pela crítica e não obtém o desejado sucesso comercial.
Em 1993 actuam no Mega-Concerto "Portugal Ao Vivo" no Estádio de Alvalade, onde gravam a quase totalidade do disco ao vivo "Auto de Fé" que será editado em 1994, contando com a participação especial dos Gaiteiros de Lisboa (de que Paulo Marinho era, também, um dos fundadores).
Rodrigo Leão afasta-se da banda, por não poder continuar nos Madredeus e nos Sétima Legião . Em Julho de 1996, o baixista Lúcio Vieira entra para a banda, substituindo Rodrigo Leão, nos espectáculos ao vivo.(2)
Em 1999, após se pensar que a banda tinha terminado, é editado o CD "Sexto Sentido", um disco muito diferente dos anteriores, onde a electrónica é dominante e os "samplers" de temas recolhidos por Michel Giacometti e Ernesto Veiga de Oliveira têm um destaque até aí nunca lhes dado por uma banda Pop em Portugal. Este disco, apesar das boas críticas, revela-se um verdadeiro "flop" comercial.
Em 2000 é editado "A História da Sétima Legião", um disco que faz a retrospectiva da banda e contém ainda dois temas inéditos ("A Luz" e "A Promessa").
Em 2003 é lançada uma compilação dedicada aos intrumentais dos Sétima Legião. A compilação inclui os inéditos "Sétima Volta", "Ilha Perdida" e "Silêncio da Terra" e uma remistura de "Ascenção".
Começam a ensaiar e decidem chamar-se Sétima Legião (que era o nome da Legião romana que veio à Lusitânia).
Nesta altura a música da banda era muito influenciada pelos sons que vinham de Manchester, nomeadamente Echo & The Bunnymen e Joy Division. Concorrem à Grande Noite do Rock onde ficam em segundo lugar.
Susana Lopes (Violoncelo) e Paulo Marinho (Gaita de Foles) juntam-se ao colectivo, ao mesmo tempo que Francisco Menezes começa a escrever letras para as canções.
A banda chega a actuar com todos os elementos envergando gabardinas, como era usual nas bandas de Rock inglês, praticantes do som de Manchester.
A Fundação Atlântica (editora discográfica de Pedro Ayres Magalhães, Ricardo Camacho e Miguel Esteves Cardoso) contrata a banda, em 1983, ano em que gravam o single "Glória" com letra de Miguel Esteves Cardoso. Este disco recebe grandes elogios da crítica, mas não obtém grandes favores da rádio e passa quase despercebido.
Susana Lopes abandona o projecto, ao mesmo tempo que entram em estúdio para gravar o novo disco: um LP que sairá em Julho de 1984 e se intitulará "A Um Deus Desconhecido", considerado ainda hoje um marco da nova música portuguesa.
Como a Fundação Atlântica fechou, a EMI, que fazia a distribuição das suas edições, contrata a banda para o seu próprio catálogo.
Ricardo Camacho (futuro produtor de muitos discos e médico de profissão) junta-se à banda, ficando encarregado dos instrumentos de teclados, ao mesmo tempo que Rodrigo Leão começa a ensaiar com Pedro Ayres num novo projecto que ficaria conhecido como Madredeus.
O novo disco da banda só sairia em 1987 e intitulava-se "Mar D'Outubro" (1). Continha os temas "Sete Mares", "Reconquista" e "Além-Tejo". Este disco torna-se um grande sucesso, atingido o galardão de Disco de Prata e sendo o grande trampolim para a ribalta. À custa deste disco, a banda conseguiu fazer muitos concertos.
O colectivo já contava com novos elementos quando o disco foi gravado: Gabriel Gomes (Acordeão) e Paulo Abelho (Percussões).
Em Novembro de 1989 é editado um novo LP da banda "De Um Tempo Ausente" que conta com vários convidados, entre os quais Flak, Francis (ex-Xutos e Pontapés), Luís Represas, Pedro Ayres e Teresa Salgueiro. Contendo os temas "Por Quem Não Esqueci" e "Porto Santo", este disco é, outra vez, um sucesso de vendas e de crítica.
Apenas em 1992, a banda regressa às edições com o novo disco "O Fogo" que já não é muito bem recebido pela crítica e não obtém o desejado sucesso comercial.
Em 1993 actuam no Mega-Concerto "Portugal Ao Vivo" no Estádio de Alvalade, onde gravam a quase totalidade do disco ao vivo "Auto de Fé" que será editado em 1994, contando com a participação especial dos Gaiteiros de Lisboa (de que Paulo Marinho era, também, um dos fundadores).
Rodrigo Leão afasta-se da banda, por não poder continuar nos Madredeus e nos Sétima Legião . Em Julho de 1996, o baixista Lúcio Vieira entra para a banda, substituindo Rodrigo Leão, nos espectáculos ao vivo.(2)
Em 1999, após se pensar que a banda tinha terminado, é editado o CD "Sexto Sentido", um disco muito diferente dos anteriores, onde a electrónica é dominante e os "samplers" de temas recolhidos por Michel Giacometti e Ernesto Veiga de Oliveira têm um destaque até aí nunca lhes dado por uma banda Pop em Portugal. Este disco, apesar das boas críticas, revela-se um verdadeiro "flop" comercial.
Em 2000 é editado "A História da Sétima Legião", um disco que faz a retrospectiva da banda e contém ainda dois temas inéditos ("A Luz" e "A Promessa").
Em 2003 é lançada uma compilação dedicada aos intrumentais dos Sétima Legião. A compilação inclui os inéditos "Sétima Volta", "Ilha Perdida" e "Silêncio da Terra" e uma remistura de "Ascenção".
Monção
Não importa de onde vim
Quantas sombras persegui
O tempo não passa por mim
Quando tu estás aqui
O tempo não passa por quem
Se perder no mar, mar
És o meu mar
O tempo não conta p'ra quem
Se encontrar no mar, mar
Sempre no mar
Tantas vidas para viver
Quantas faltam eu não sei
Que o tempo deixou de correr
Quando eu te encontrei
O tempo não passa por quem
Se perder no mar, mar
És o meu mar
O tempo não conta p'ra quem
Se encontrar no mar, mar
És o meu par
quarta-feira, setembro 05, 2012
Manto Branco
Um encanto que acabou
Manto branco sobre a luz
Outro vento que mudou
Manto branco e uma cruz
E dizer, eu posso sorrir
E dizer, eu posso fugir
E mentir, eu posso sentir
Ao viver depois de ti...
Torre santa apelo em vão
Uma herança de mudar
Manto branco pelo chão
Já não te posso tocar
E dizer, eu posso sorrir
E dizer, eu posso fugir
E mentir, eu posso sentir
Ao viver depois de ti...
terça-feira, setembro 04, 2012
Por quem não esqueci
Há uma voz de sempre
Que chama por mim
Para que eu lembre
Que a noite tem fim
Ainda procuro
Por quem não esqueci
Em nome de um sonho
Em nome de ti
Procuro à noite
Um sinal de ti
Espero à noite
Por quem não esqueci
Eu peço à noite
Um sinal de ti
Quem eu não esqueci...
Por sinais perdidos
Espero em vão
Por tempos antigos
Por uma canção
Ainda procuro
Por quem não esqueci
Por quem já não volta
Por quem eu perdi
terça-feira, julho 17, 2012
Samba do Acordo Ortográfico
Cadê você, morena?
Onde é que estás miúda?
Nina eu quero te encontrar
Precisamos conversar
Pra gente se entender.
Cadê você, morena?
Onde é que estás chabala?
Nina eu quero te encontrar
Precisamos conversar
Sobre o modo de escrever.
Eu não sei como vou fazer!
Tiro o H e aonde é que o vou meter?
Será que isto tem algum nexo?
Vão matar o acento circunflexo!
(e o galego?)
(refrão)
Eu não sei onde é que tu tá!
O acento grave para onde irá?
Eu não sei onde é que tá tu!
E o hífen depois do prefixo co!
(e o galego?)
(refrão)
Cantigas do Maio
Eu fui ver a minha amada
Lá prós baixos dum jardim
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para se lembrar de mim
Eu fui ver o meu bemzinho
Lá prós lados dum passal
Dei-lhe o meu lenço de linho
Que é do mais fino bragal
Eu fui ver uma donzela
Numa barquinha a dormir
Dei-lhe uma colcha de seda
Para nela se cobrir
Eu fui ver uma solteira
Numa salinha a fiar
Dei-lhe uma rosa vermelha
Para de mim se encantar
Eu fui ver a minha amada
Lá nos campos eu fui ver
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para de mim se prender
Verdes prados, verdes campos
Onde está minha paixão?
As andorinhas não param
Umas voltam outras não
Refrão Popular:
Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus mo deu ai Deus mo levou
segunda-feira, julho 16, 2012
A volta ao mundo
O amor imaginário
De um homem solitário
Sem lugar a compromisso
Até ao fim e depois disso
Tem a idade do Universo
E tão breve quanto um verso
Do tamanho deste mundo
E não passa de um segundo
Começar desde o princípio
No vazio no precipício
Sem temor e sem saudade
Enfrentar a liberdade
Quem conhece o Universo
A medalha o seu reverso
Quem não deu a volta ao mundo
Numa noite num segundo
Nem do céu nem desta terra
A razão que o amor encerra
O amor é um estandarte
Que flutua em toda a parte
Quem conhece o Universo
A medalha o seu reverso
Quem não deu a volta ao mundo
Numa noite num segundo
sexta-feira, julho 13, 2012
GNR contra o acordo ortográfico desde 1992
Rui Reininho, Toli
Ação ator ato
Ponta-pé traves-tu barato
Bem-me-quer o Pedralvares cordato
Que era súbito direto de fato
Ótimo ou caricato
É um acordo ou é um buraco
Quem no quer esse muro concreto
É político mas analfa beto
A corda bamba da cultura
A ponte pênsil no ar
Acorda muda de figura
..."O Petróleo não é só Jr.!!!"...
("oil ain't all, Jr!!!")
(Anónima acunpuntura)
quinta-feira, julho 12, 2012
O canto e o gelo
No seu olhar um rosto a arder
No seu olhar
Que eu não sei ver
Tão é cedo é tarde
O canto e o gelo
Tão cedo parte
Vem o degelo
E quando o frio passou
Só me ficou o canto do meu medo
E quando o frio passou
Só me ficou o encanto de um segredo
Tão cedo é tarde
No seu olhar
Tão cedo parte fica o cantar
Levou assim
O canto e o gelo
Deixou em mim
A noite e o medo
quinta-feira, julho 05, 2012
Bíblias de um Deus Ateu
No caule
da efémera flôr
cresce firme o amor
Meu Deus! Alá!
Há lá maior contradição?
Eram
dois estrantes
tipo flores brotantes
crescendo dentro da tenda
dos festivais de verão
Sucumbe-se aos
cheiros floridos do caos
sustendo as pétalas e a respiração
(É que) Em matérias do amor
rega-flor, pisa-flor
estamos sempre adolescendo
espesso livro vamos lendo
e coitados!
Somos sempre uns iletrados
estamos sempre adolescendo
Escreve o meu livro
e eu escrevo o teu
biblias de um deus ateu
flor seca às vezes já marcou
o que o mau olhado leu
Acreditou? Já descreu
artificial natural podes crer
que ao amor
vera flor vera flor
já cresceu podes crer
já cresceu
androceu gineceu
E tudo
o que o amor souber
é para desaprender
gatos
que sobre os tectos
noite fora miarão
Quando é
que o amor felino
ganha tento e ganha tino
e afasta as unhas
de perto do coração?
E fora do vaso
a pétala puxada ao acaso
um pouco not at all beaucoup
abre o seu Sésamo ou não?
Em matérias do amor
rega-flor, pisa-flor
estamos sempre adolescendo
espesso livro vamos lendo
e coitados!
Somos sempre uns iletrados
estamos sempre adolescendo
Escreve o meu livro
e eu escrevo o teu
biblias de um deus ateu
flor seca às vezes já marcou
o que o mau olhado leu
Acreditou? Já descreu
artificial natural podes crer
que ao amor
vera flor vera flor
já cresceu podes crer
já cresceu
androceu gineceu
E depois
regressa-se aos
moldes rombos de outro caos
ordem na sala
e junto à porta
a mala no chão
Enfim: metaforizando
a flor abre-se até quando?
e quando, depois de murchar
volta à lapela em botão?
(É que) Em matérias do amor
rega-flor, pisa-flor
estamos sempre adolescendo
espesso livro vamos lendo
e coitados!
Somos sempre uns iletrados
estamos sempre adolescendo
Escreve o meu livro
e eu escrevo o teu
biblias de um deus ateu
flor seca às vezes já marcou
o que o mau olhado leu
Acreditou? Já descreu
artificial natural podes crer
que ao amor
vera flor vera flor
já cresceu podes crer
já cresceu
androceu gineceu
quinta-feira, junho 28, 2012
Saudades
Das janelas da cidade
Amei-te como ninguém.
Foram tempos sem idade
Mas quem teve hoje não tem...
Saudades, triste fado
É tempo de te amar
Saudades, cantam fado
É tempo de voltar
Das janelas ao teu lado,
Tão antigas, que eu amei.
Vou cantar este meu fado
De viver o que sonhei...
Saudades, triste fado
É tempo de te amar
Saudades, cantam fado
É tempo de voltar
Saudades, triste fado
É tempo de te amar
Saudades, que serão fado
Se o tempo nos faltar...
sexta-feira, junho 22, 2012
É nosso, o S. João
Se houver um dia
em que a gente
vai de tudo num repente
não devia ser um dia de excepção
por isso o povo junto
pouco a pouco se faz muito
menos por mais igual a todo o S. João
Se ainda me socorro
do odor do alho porro
é p´ra não ver no martelo
só a plastificação
e verdade seja dita
o som que dele apita
é o eco da cabeça do meu S. João
É nosso, o S. João
isso, ninguém nos tira
tira todo o ar que houver
na tua respiração
Sopra a noite inteira
num balão de S. João
Atravessa a noite
É S. João!
Mas se houver um dia
em que a gente
negue tudo intimamente
e se preste à mais perdida confusão
que volte ao calendário
e, embora solitário
se junte à gente toda pelo S. João
É nosso, o S. João
isso, ninguém nos tira
tira todo o ar que houver
na tua respiração
Sopra a noite inteira
num balão de S. João
Atravessa a noite
É S. João!
Se houver um dia
em que a gente
sinta ao lado o seu parente
que se aperte nos seus laços a emoção
e carago!
contas à Porto, está tudo pago
quem desconta na factura é o nosso S. João
É nosso, o S. João
isso, ninguém nos tira
tira todo o ar que houver
na tua respiração
Sopra a noite inteira
num balão de S. João
Atravessa a noite
É S. João!
quinta-feira, junho 21, 2012
São João
Nas rusgas de Miragaia
vinham bruxas disfarçadas
traziam erva cidreira
e cantavam orvalhadas.
Bati os bailes da Sé
e acabei nas Fontainhas
mergulhado em vinho tinto
com pimentos e sardinhas
Percorri toda a cidade
de Ramalde a Campanhã
cheguei a casa tão tarde
era quase de manhã
Fiz depois o meu pedido
entre cravos e loureiros
pra que um dia fosses minha
e não perdesse o Salgueiros.
A minha sorte há-de vir
num vaso de manjerico
ainda não perdi a esperança
de um dia ficar rico.
Se a nossa vida não muda
e nos vai faltando o pão
vamos pedindo uma ajuda
ao brejeiro S. João
sexta-feira, junho 15, 2012
Noutro lugar
D'outra vez, noutro lugar
Ninguém espera junto ao cais
Sem razão, barcos que não voltam mais
Os dias vão sem te levar...
E tenho tanto a contar
Hey, tens tanto para ver
Tens ainda de aprender
Os nomes que te vou dar
Oh noutro lugar
Para todo o sempre
Oh há uma canção
Que faz partir
Oh noutro lugar
Para sempre, sempre
Oh há uma canção
Que está por descobrir
Vem...
D'outra vez, noutro lugar
Os anos passam sem pesar
Sem razão, vão em busca da canção
Que ficámos de cantar...
E tenho tanto por contar
Hey, tens tanto para ver
Tens ainda de aprender
Os nomes que dei ao mar
Oh noutro lugar...
quinta-feira, junho 14, 2012
Porto Santo
"Não temos leme nem existe porto"
D. H. Lawrence
Dum porto perdido
Um dia partiu
Meu amor perdido,
Quem será que o viu?
Eu conto a quem passa
Levou-te o mar...
Há festa na praça
Já não sei dançar...
Mas à noite há vozes aqui
São de longe, tão longe
E falam de ti
Um porto perdido
Um dia encontrou
Meu amor perdido
Que sempre voltou...
Eu conto a quem passa
A vida no mar
Já cantam na praça
E vamos dançar...
Mas à noite há vozes aqui
São de longe, tão longe
E chamam por ti
quarta-feira, junho 13, 2012
terça-feira, junho 12, 2012
Sete Mares
Tem mil anos uma história
De viver a navegar...
Há mil anos de memórias a contar...
Ai, cidade à beira-mar
Azul
Se os mares são só sete
Há mais terra do que mar...
Voltarei amor com a força da maré
Ai, cidade à beira-mar
Ao sul
Hoje
Num vento do norte
Fogo de outra sorte
Sigo para o sul
Sete mares
Foram tantas as tormentas
Que tivemos de enfrentar...
Chegarei amor na volta da maré
Ai, troquei-te por um mar
Azul
Hoje
Num vento do norte
Fogo de outra sorte
Sigo para o sul
Azul
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