terça-feira, fevereiro 12, 2008

"Molhareita fartura na tua tassa quente" e "Cú ó léu"



Acendema Lareira


Bersom dos Trabalhadores do Comércio, juntamente com Diana Bastos do "Light my Fire", dos The Doors.

Bem, atissama fugueira!




Um mapa com TODO o sentido!



JS

Texto de Jorge Prendas, membro dos "Vozes da Rádio", no blog deles: http://vozesdaradio.blogspot.com/

Segui e li com atenção a indignação do Corpo Nacional de Escutas pela campanha da Media Markt, em que um dos habitantes da Parvónia é escuteiro e defeca numa máquina de lavar roupa. Há 80.000 escuteiros em Portugal que exigem não ser chamados de parvos e que juram defecar em sítios construídos para tal. Fizeram circular petições e abaixo-assinados em defesa do seu bom-nome. Fizeram eles muito bem! Infelizmente nenhuma chegou às minhas mãos, pois assinaria com empenho uma que dissesse que a Media Markt faz péssimas campanhas e que havendo em Portugal um ministro como o Mário Lino, não se justifica colocarem um escuteiro como parvo.
De facto, ser escuteiro não implica necessariamente ser parvo. Se pensar em tipos da minha idade (e mais velhos) que esperam ansiosamente o fim-de-semana para vestirem calções, porem laçarotes nas meias e saírem para a sede para brincarem com miúdos, estou mais próximo de os julgar como tarados. Indivíduos que se juntam para passarem fins-de-semana acampados, que tocam guitarra pior que os Resistência e cantam canções do Bob Dylan com letras em português, não são obrigatoriamente parvos. São, eufemisticamente, exóticos, diferentes. É claro que não defecam em máquinas de lavar roupa. O escuteiro profissional constrói a sua própria latrina escavando a terra e passando assim divertido o tempo. Mozart também era escatológico e não deixou de ser enorme. Talvez um pouco parvo… mas não foi escuteiro. Apenas teve umas ligações à Maçonaria, que é uma espécie de escutismo sem calções e com mais dinheiro.
Andava eu entretido com estes pensamentos quando tropeço noutra campanha de péssimo gosto: a da JS. Para quem não sabe o que é a JS, eu explico. É uma espécie de escutismo para tipos comprovadamente parvos. Quem nem sequer tem jeito para pôr uns calções, ou fazer uma latrina, tem sempre lugar numa organização partidária juvenil. Têm igualmente uma sede, mas não fazem acampamentos. Fazem congressos.
Pois bem, a campanha da JS, espalhada pela cidade, apresenta-nos um parvo, com duas meninas que tecnicamente se chama de gajas boas. Para começar, o que podemos concluir daqui? Que ser da JS dá-nos direito a ter duas tipas? Que a militância na JS promete-nos o fim de um estado monogâmico? Que para ser da JS, a avaliar pela cara do sujeito, precisamos ser mesmo parvos, e quem sabe um dia, ser mesmo como o Mário Lino (não digo calvo e feio, digo mesmo só muito parvo)? Que a Media Markt podia pegar nestes três e fazer uma campanha melhor? Que o tipo podia ser o Marco Paulo entre dois amores (uma é loira, outra é morena)? Que o Sá Leão podia fazer um filme com eles? Que eles ainda não concluíram o primeiro ciclo? Que esperam pelos +25400 lugares em creches até 2009 para procriarem? Que esperam pelos 150.000 empregos prometidos até 2009? Que as semelhanças do parvo com o Humberto Bernardo são enormes? Serão as duas tipas as candidatas a miss que o tal Bernardo trocou há uns anos atrás? Que a loira compra tinta barata nas grandes superfícies? Que se o futuro já começou e é assim, apetece-nos apenas e só cantar o fadinho “Ó tempo volta pra trás”? Que o tipo é a versão masculina do Cláudio Ramos? Que à palavra jovem e juventude tem de estar sempre associado o mau gosto?
Estas são apenas um pequeno punhado de questões que bailaram pela minha cabeça nos instantes que se seguiram a ter visto o outdoor da JS em Matosinhos. Outros já escreveram sobre isto e muito bem. Passem pelo Womenage a trois (nem de propósito) e leiam.
Para mim resta-me apenas concluir que o publicitário deve o mesmo nas duas campanhas. E não duvido que, no meio de tudo isto, seja o mais parvo de todos.

A Harmonia dos Vozes da Rádio


Lição nº 1



Lição nº 2



Lição nº 3



Lição nº 4



quarta-feira, fevereiro 06, 2008

F.E.R.V.E. - Fart@ d'Estes Recibos VErdes



Violência Doméstica


O primeiro projecto-lei que o Bloco de Esquerda viu aprovado na Assembleia da República, assim que entrou em 1999, foi o de passar a considerar a violência doméstica como um crime público. Ou seja, desde então, a apresentação de queixa, deixou de ser da exclusiva competência da vítima, que a maior parte das vezes não apresentava ou vinha a retirar a queixa com medo de represálias, e passou a ser da competência e da reponsabilidade de qualquer um que presenciasse ou tivesse conhecimento de abusos.
Contudo, ao ler hoje a manchete do jornal Público: "Hospital cobra 152 euros em casos de violência doméstica", pergunto-me se isto não é também um abuso, uma violência e se não deveria ser declarado um crime público! Queixemo-nos, então!

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

O Homem-Fantasma


Em período carnavalesco, disfarço-me de homem-fantasma!
Para além da versão original no albúm Pano Crú, não percam a versão do Afinidades com os Clã ou a recente versão em 9 e meia no Maria Matos, juntamente com os seus acessores!


Sérgio Godinho
in Pano Crú

Eu sou o homem-fantasma
vejo tudo sem ser visto
eu sou um justiceiro
com um disfarce sinistro
eu meto medo aos que nos vêm
com falinhas falsas
e treme-lhes a dentadura
cai-lhes as calças

Eu sou o homem fantasma
e estou em toda a parte
voar para alguns é profissão
para mim é uma arte
mas para ver o meu bairro
eu não preciso de asas
muito prédio a crescer
e muita gente sem casas

Nunca descansa, o homem-fantasma
e a gente espanta-se e a gente pasma
quando respira fundo, o homem fantasma
nunca é de alívio
quando muito será de asma.

Eu sou o homem-fantasma
vejo tudo sem ser visto
e já espreitei para dentro
da carteira de um ministro
e vi fotografias
de um passado duvidoso
e outras mais recentes
dele todo vaidoso

Eu sou o homem-fantasma
justiceiro imortal
eu vou de norte a sul
da montanha ao litoral
e enquanto a luz e a água
vão para a vila e para a cidade
para aldeia vão jornais da tarde
e boa vontade

Nunca descansa, o homem-fantasma
e a gente espanta-se, e a gente pasma
quando respira fundo, o homem-fantasma
nunca é de alívio
quando muito será de asma

Eu sou o homem-fantasma
e estive num hospital
há lá quem morra
tanto da cura como do mal
e os donos da medicina
gritaram: Aí, o homem-fantasma!
Depressa, uma seringa,
um bisturi, um cataplasma!

Eu sou o homem-fantasma
e como vidro transparente
eu sento-me aos jantares
e ninguém me pressente
e dizem: tal e coisa
e coisa e tal e vice e versa
e o que lá fora era discurso
cá dentro é conversa

Nunca descansa, o homem-fantasma
e a gente espanta-se, e a gente pasma
quando respira fundo, o homem-fantasma
nunca é de alívio
quando muito será de asma

Eu sou o homem-fantasma
combatente infatigável
mas atenção que até eu
posso ser creticável
se depois do que eu digo
e denuncio e reclamo
eu voltar para casa
e em casa eu for um tirano

Nunca descansa, o homem-fantasma
e a gente espanta-se, e a gente pasma
quando respira fundo, o homem-fantasma
nunca é de alívio
quando muito será de asma

No Data - Lixo Electrónico


Banda composta por Carlos Maria Trindade, Luis Beethoven, Augusto Sanchez Lima, Nicole Eitner e Gustavo Ruriz.



Carlos do Carmo


Carlos do Carmo venceu os prémios "Goya". Galardão espanhol idêntico aos óscares, que premiou assim Carlos do Carmo, com a melhor música original num filme.
Recordo aqui uma canção do albúm "Tempo" de Pedro Abrunhosa, interpretada por Carlos do Carmo.


Manhã
Pedro Abrunhosa
in Tempo

Manhã, que em ti encerra
Este mar que não se altera,
este vento na galera
que teima em ti pousar.
Madrugada, de repente
Sou pássaro sou gente,
Tão distante e nunca ausente
E teimo em ti pousar.

Mulher, minha alvorada
Tu és o vento que tarda,
Por ti pouso o cansaço
Na verdade de um poema
Na mentira de um abraço,
Teu leito é o meu regaço
Eu quero assim ficar.

Barco que torna ao porto
No teu corpo eu me aporto,
Aí fico e me recordo
E teimo em ti pousar.
Neblina, despertada
Tão leve quanto a espada,
Que se bate por tudo e nada
E teima em ti pousar.

Mulher, minha alvorada
Tu és o vento que tarda,
Por ti pouso o cansaço
Na verdade de um poema
Na mentira de um abraço,
Meu leito é o meu regaço
Eu quero assim ficar.
Na verdade de um poema
Na mentira de um abraço,
Meu leito é o teu regaço
Eu quero assim ficar.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Manifestação dos Milionários Oprimidos



Pelo mercado do Bolhão



Se tiveres de acordo, envia o seguinte texto para: geral@cm-porto.pt, ippar@ippar.pt,
drp.ippar@ippar.pt

Caro Rui Rio / Dr. Elísio Summavielle / Arq.ª Paula Araújo Pereira da Silva


Tendo conhecimento que o mercado do Bolhão está em riscos de desaparecer venho por este meio apelar à sua consciência para que tal não aconteça.

Este típico mercado da cidade do Porto, classificado como Património Nacional, tem vindo a resistir ao longo dos anos, sendo considerado a alma da cidade onde se podem ainda encontrar as típicas vendedeiras e as genuínas gentes do Porto.

Não quero que o Mercado seja entregue a uma empresa privada para o gerir durante 50 anos. O projecto da /TCN - Tramcrone / vai transformar o mercado tradicional em mais um centro comercial igual a muitos outros, sem nada de característico.

Quero viver numa cidade bonita, com edifícios com história e poder entrar neles e comprar legumes frescos e da nossa terra.


Nome:
BI:
Localidade:

Data:

terça-feira, janeiro 29, 2008

Reviravolta Governamental


A remodelação governamental que hoje ocorreu nos ministérios da saúde e da cultura, é a prova de cavalo de que vale a pena protestar e de que até mesmo um governo autoritário como o de José Sócrates pode ser vergado.
Mas, para que não mudem só as moscas e a merda continue, é preciso continuar a lutar e a insistir antes de abrir garrafas de champanhe.
Na sáude, o Bloco de Esquerda lançou uma petição pelo Serviço Nacional de Saúde, que pode ser assinada aqui.
Na cultura, há que insistir para um muito maior empenhamento do Estado numa área vital do desenvolvimento humano.
"Porque no te calas?!" tem de continuar a ser aquilo que reis, primeiros-ministros ou outros detentores do poder, nos perguntarão, ao que responderemos: "Era o que faltava!"

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Vozes da Rádio


Os convidados do 1º aniversário da Loja do Comércio Justo, de Cedofeita, no "Diz que é uma espécie de magazine".



Adriana Calcanhoto - Devolva-me



Nem chefes, nem súbditos, exigimos democracia!

Transcrição de folheto do Bloco de Esquerda

Original aqui


O Ministério da Educação, que nunca avaliou nem prestou contas sobre o modelo de gestão que vigora nas escolas, vem agora dizer que a culpa do insucesso e do abandono é da natureza electiva dos cargos. Para acabar de vez com a democracia, impõe um director, que não é eleito por todos, que até pode desconhecer a realidade da escola que vai dirigir, e que escolhe os seus protegidos.

A obsessão gerencialista sobre o princípio da participação vai tão longe que o governo de Sócrates liquida dos princípios orientadores da lei do governo de Guterres:
a democraticidade e participação de todos os intervenientes no processo educativo;
o primado de critérios de natureza pedagógica e científica sobre os critérios administrativos; a representatividade garantida pela eleição democrática e a responsabilização do Estado.


Para o Bloco de Esquerda, o melhor governo da escola é aquele que melhor for capaz de revitalizar a democracia e a participação de todos os intervenientes no processo educativo. Por isso, defendemos:

  • a recusa da direcção unipessoal das escolas: a elegibilidade, a colegialidade e a participação são valores intrínsecos às organizações escolares;
  • a limitação de mandatos (dois) dos presidentes de conselho executivo como forma de combater formas de nepotismo e autoritarismo;
  • a elegibilidade de tod@s @s professores para todos os cargos, mediante currículo e projecto, porque não há professores de “primeira” e de “segunda”;
  • a participação e representação dignas de alunos e pessoal não docente nos órgãos das escolas;
  • a atribuição de mais competências e poderes de decisão às escolas, incluindo o reforço de poderes do Conselho Pedagógico e o alargamento das formas de participação dos professores na gestão intermédia das escolas;
  • o primado dos critérios pedagógicos e científicos sobre os critérios administrativos e empresariais

DIZ NÃO AO AUTORITARISMO DO GOVERNO.